Em dois minutos

Alexandre D’Angeli.

20 livros de autores nacionais e internacionais com romance, poesia e arte são o ponto de partida de “O Leitor”, performance do artista Alexandre D’Angeli, que integra a Exposição Contaminações

“O Leitor” é uma performance que apresenta a pesquisa artística de Alexandre D’Angeli acerca da presença do corpo na literatura oral – para isso o artista projetou uma mesa que ao invés de tampo possui uma caixa que comporta cem quilos de areia onde são enterrados os livros. O programa da ação propõe que os títulos um a um sejam desenterrados pelo performer e lidos trechos em voz alta por um período de dois minutos, tempo que é marcado por um relógio de areia (ampulheta). Entre os livros que fazem parte da obra destaque para Zero, de Ignácio de Loyola Brandão; O Concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro, de Sérgio Sant´anna; Eles Eram Muitos Cavalos, de Luiz Ruffato; Ho-ba-la-la, de Marc Fischer; Dois em Um, de Alice Ruiz, entre outros.

Serviço: Sesc Ipiranga, R. Bom Pastor, 822, tel. 3340-2000. Sábado (8) das 18h às 21h. Entrada franca.

REFLEXÃO

TODOS OS DIAS: "... e eis que eu estou convosco, todos os dias, até a consumação dos séculos."- Jesus (Mateus, 28:20). Não te digas sem a inspiração de Jesus para adotar rumo certo. A atualidade terrestre mostra cientificamente que a comunhão espiritual não depende do espaço ou do tempo. Podes fitar um orientador da comunidade e colher-lhe a palavra, à longa distância, através da televisão... Conversar com um amigo, de um continente a outro, com auxílio do telefone... Escutar o cantor predileto, que atua de longe, por intermédio do rádio... Recolher a mensagem de alguém, na tira de um telegrama... Acompanhar , nas colunas da imprensa, o cronista simpático que nunca viste em pessoa... Assim também, nossas ligações com o Cristo de Deus. Jesus não é mestre ausente ou símbolo morto. Ainda e sempre, é para nós , os que declaramos aceitar-lhe a governança, o mentor vigilante e o exemplo vivo. Basta recapitular-lhe as lições para refleti-lo. E, ao retratá-lo em nós, segundo as nossas acanhadas concepções, receberemos dele a idéia ou o socorro de que careçamos, a fim de escolher com acerto e agir com justiça. Prometeu-nos o mestre, ao falar aos discípulos: -"Eis que eu estou convosco, todos os dias, até a consumação dos séculos." Como é fácil de perceber, o Senhor está conosco, esperando, porém, que estejamos com ele. (De "Palavras de Vida Eterna", de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel).

O lado de fora

Cena do Espetáculo “Branco - O Cheiro do Lírio e do Formol”.

No espetáculo Espetáculo “Branco - O Cheiro do Lírio e do Formol”, uma família de classe média, formada por um menino, seu pai e sua tia, vive um cotidiano comum, até que alguns acontecimentos externos forçam essas pessoas a terem que lidar com o que existe do lado de fora da casa. O espaço onde a peça se passa é formado por elementos pertencentes ao universo privado, sem uma unidade que gere a sensação de um lar. Alguns poucos móveis ocupam o espaço cênico de maneira descuidada e espalhada. Com André Capuano, Clayton Mariano, Janaina Leite.

Serviço: Centro Cultural São Paulo, R. Vergueiro, 1000, Paraíso. Sextas e sábados às 21h e domingos às 20h. Ingressos: Pague quanto puder, de R$ 1 a R$ 5 (somente na bilheteria a partir de 2 horas antes da peça) e de R$ 10 a R$ 30 pelo Ingresso Rápido. Atenção: Dias 28, 29 e 30 de abril não haverá espetáculo, excepcionalmente. Até 21/05.

Ritmos

Os próximos encontros das Rodas de Conversa, A Gente Submersa que contempla, respectivamente, os temas Catira, Palmeado, Sapateado e Viola e Samba de Umbigada apresenta os grupos, Os Favoritos da Catira (dia 4) e o Batuque de Umbigada (dia 18), com sua matriarca Dona Anicide Toledo. Os eventos reúnem, até o dia 10 de outubro, mestres da cultura popular e comunidades tradicionais do estado de São Paulo em bate-papos seguidos por vivências. A catira, também chamada de cateretê, é uma dança folclórica, cujo ritmo é marcado pela batida dos pés e das mãos dos dançarinos, acompanhados pela dupla de violeiros que cantam as modas. A Umbigada é uma dança afro-brasileira criada nos quilombos.

Serviço: Teatro do Incêndio, R. Treze de Maio, 48, Bela Vista, tel. 2609- 3730. Terças (04 e18) às 19h. Entrada franca.

Opressão feminina

Cena de Mil Mulheres e Uma Noite

O Grupo As Meninas do Conto amplia seus horizontes de pesquisa e criação em seu primeiro espetáculo dirigido ao público adulto. “Mil Mulheres e Uma Noite” estreia dia 7 de abril. A peça, tem como proposta fazer ecoar a voz de Sheerazade, que, para entreter o rei e salvar a própria vida, não se cansa de contar histórias, uma mulher que enfrenta a tirania dos homens com a potência das histórias. A perspectiva feminina é a força motriz para a dramaturgia. Na peça, a voz dessa mulher é multiplicada pelas vozes femininas que compõem o grupo de sete atrizes. A dramaturgia sobrepõe as narrativas do livro a notícias contemporâneas de opressão feminina. Com Danielle Barros, Helena Castro, Lilian de Lima, Lívia Salles, Norma Gabriel, Silvia Suzy e Simone Grande.

Serviço: Oficina Cultural Oswald de Andrade, R. Três Rios, 363, Bom Retiro, tel. 3221-4704. Sextas e sábados às 20h. Entrada franca. Até 22/04.