Estreia

Estreia

A peça “Branco, O Cheiro do Lírio e do Formol” estreia no dia 17 de março

O espetáculo aborda tema polêmico, onde a tentativa de criticar o racismo naturalizado do branco a partir do seu próprio ponto de vista autodestrutivo e autocrítico dá ensejo à criação de uma narrativa fragmentária, estruturada em camadas complementares e contraditórias. Uma família de classe média, formada por um menino, seu pai e sua tia, vive um cotidiano comum, até que alguns acontecimentos externos forçam essas pessoas a terem que lidar com o que existe do lado de fora da casa. Essa trama lacunar e incompleta é contada de forma fragmentária alternando com uma outra camada narrativa que conta o próprio processo de criação da peça, trazendo as diversas tentativas de estruturar um olhar autocrítico, do próprio branco, sobre o seu racismo naturalizado. Uma terceira camada, ainda, traz fragmentos de outros textos, foram três ao todo, escritos ao longo do processo de criação. Com André Capuano, Clayton Mariano, Janaina Leite.

Serviço: Centro Cultural São Paulo, R. Vergueiro, 1000, Paraíso, tel. 3397-4002. Sextas e sábados às 21h e aos domingos às 20h. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Atenção: Dias 28, 29 e 30 de abril não haverá espetáculo, excepcionalmente.

REFLEXÃO

Ação e Reação: Observa as flores humanas que assomam chorando nos torturados berços do sofrimento. Feridas congeniais lhes assinalam a contextura. Despontam na árvore familiar, agitadas pela ventania de agitadas flagelações, reclamando assistência e socorro, compaixão e entendimento. Diante delas, muita vez, o filósofo invigilante recusa a fé no burilamento final do gênero humano, e o religioso incompleto começa a indagar sem razão, quanto à eqüidade na Justiça de Deus. É que nessas criancinhas, sob o ferrete da expiação, voltam ao campo da experiência terrestre quantos se fizeram no mundo instrumentos da crueldade para os outros e para consigo mesmos. Aqui é o juiz venal que regressa com cérebro embaciado, incapaz do pensamento correto. Ali, é o cirurgião que abusou dos próprios recursos, para estender homicídios inconfessáveis, reaparecendo sem mãos para novas lutas na vida. Acolá, encontraremos o esportista elegante que se valeu de donsrespeitáveis para furtar a felicidade dos outros, retomando oindumento carnal com as doenças inquietantes a lhe curar oscentros nervosos intoxicados por ele mesmo e, mais adiante,surpreendemos a mulher vaidosa e insensata, que aproveitou a própria beleza para destruir a paz de lares promissores, ressurgindo no corpo retardado e disforme para rude estação na penúria e na idiotia. Diante do berço martirizado, lembremos as nossas próprias dívidas e auxiliemos as avezinhas do infortúnio a refazerem as próprias asas, no visco da provação a que ase atiraram, desprevenidas, porque todos detemos compromissos enormes na contabilidade Divina e todos, no tempo justo, seremos inevitavelmente chamados ao justo acerto, necessitando igualmente da dor mais alta, a fim de que sejamos conduzidos à harmonia maior. Livro: Plantão da Paz - Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Amigos

Hermeto Pascoal

Hermeto Pascoal e Heraldo do Monte, dois amigos que se conheceram no conjunto Trio Novo, banda instrumental formada em 1966, que foi criada para acompanhar o cantor Geraldo Vandré, apresentam show onde prometem um show inusitado, cheio de improvisos que somente dois gênios da música popular brasileira poderiam fazer.

Serviço: Teatro Paulo Autran (Sesc Pinheiros), Sábado (11) às 21h e domingo (12) às 18h. R. Paes Leme, 195. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia).

Infantil

A peça “Branca de Neve e Zangado” foi inspirado no clássico conto dos Irmãos Grimm e aponta novos caminhos para os personagens e o único anão que aparece em cena é o Zangado. A montagem é cheia de humor, mas também aborda assuntos como o respeito às diferenças. Com Juliana Baroni, Giovanni Venturini, Tania Bondezan, Thiago Amaral, Murilo Meola e Danielle Di Donato.

Serviço: Teatro Frei Caneca, R. Frei Caneca, 569, tel. 3472-2229. Sábados e domingos às 15h. Ingressos: R$ 60 e R$ 30 (meia). Até 26/3.


Silêncio rompido

Cena de “Pater”.

O espetáculo “Pater” convida o público a conhecer a estória de Fátima, que sofreu abuso sexual do pai quando criança, e, além de carregar as consequências desse acontecimento por toda vida, é tomada por recordações, repletas de contradições, lutas, resignações e silêncios. Quando esses silêncios são rompidos, tudo ganha uma proporção que a leva para situações extremas. Com Camila Ribeiro e Amabile Luz.

Serviço: Espaço N de Arte e Cultura, R. José Garcia de Souza, 692, Jardim Imperador, Suzano. Quartas (15, 22 e 29). Ingresso: R$ 6.

Alma humana

A peça “Amazônia, Zona Imaginária” retrata, por meio de imagens, as histórias de uma Amazônia adormecida dentro da alma humana: uma metáfora sobre a imensidão da mente, do corpo e do espírito. Montada em ambiente escuro e visualizada com o uso de lanternas, a mostra serve de cenário para a apresentação, cujas cenas podem ser visualizadas conforme a vontade do espectador: o público escolhe o que vê e cria a sua própria narrativa. Com, Lucas Scalco, Jorge Mesquitta, Ana Tardivo, Arthur Alavarse, Alle Denardini, Felipe Brum, Barbara Pereira e Maurício Belfan.

Serviço: Casa Mário de Andrade, R. Lopes Chaves, 546, Barra Funda, tel. 4116-3665. Quintas às 20h. Ingresso: R$ 40. Até 23/03.