Visitando o Sr. Green

Cena de “Visitando o Sr. Green”.

Um pequeno acidente de trânsito nas ruas de Nova York, que quase resultou num atropelamento, acaba provocando a aproximação entre o Sr Green, um velho e solitário judeu ortodoxo, e Ross Gardner, um jovem executivo de 29 anos que, graças ao juiz Kruger, foi acusado de negligência na direção e considerado culpado pela ocorrência na peça Visitando o Sr. Green

A pena consiste em fazer com que Ross deva prestar serviço comunitário junto à vítima uma vez por semana, pelos próximos seis meses. A ação da peça se passa no velho apartamento do Sr. Green, atulhado entre outras coisas de inúmeras edições de listas telefônicas já em desuso, jornais espalhados, pilhas de correspondências e um buquê de flores secas. Tudo parece ter sido adquirido nos anos 50 e mantido intocável desde então. Com Sergio Mamberti e Ricardo Gelli/Gustavo Haddad.

Serviço: Teatro Jaraguá, R. Martins Fontes, 71, Bela vista, tel. 3255.4380. Sextas às 21h30, sábados às 21h e aos domingos às 19h. Ingresso: R$ 20. Até 29/03.

REFLEXÃO

"O Céu e o Inferno"

Em matéria de prêmio e castigo, a se definirem por céu e inferno, suponhamo-nos à frente de um pai amoroso, mas justo, dividindo a sua propriedade entre os filhos, aos quais se associa, abnegado, para que todos eles prestigiem e cresçam, de maneira a lhe desfrutarem os bens totais. O genitor, compassivo e reto, concede aos filhos, em regime de gratuidade, todos os recursos da fazenda Divina:
a vestimenta do corpo;
a energia vital;
a terra fecunda;
o ar nutriente;
a defesa do monte;
o refúgio do vale;
as águas circulantes;
as fontes suspensas;
a submissão dos vários reinos da natureza;
a organização da família;
os fundamentos do lar;
a proteção das leis;
os tesouros da escola;
a luz do raciocínio;
as riquezas do sentimento;
os prodígios da afeição;
os valores da experiência;
a possibilidade de servir...
Os filhos recebem tudo isso, mecanicamente, sem que se lhes reclame esforço algum, e o pai apenas lhes pede para que se aprimorem, pelo dever nobremente cumprido, e se consagrem ao bem de todos, através do trabalho que lhes valorizará o tempo e a vida.

Nessa imagem, simples embora, encontramos alguma notícia da magnanimidade do Criador para nós outros, as criaturas. Fácil, assim, perceber que, com tantos favores, concessões e doações, facilidades e vantagens, entremeados de bênçãos, suprimentos, auxílios, empréstimos e moratórias, o céu começará sempre em nós mesmos e o inferno tem o tamanho da rebeldia de cada um.

(De "Justiça Divina", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Comédia

comedia temporario

A comédia “Trair e Coçar é Só Começar” comemora 30 anos de sucesso ininterrupto. A peça gira em torno de meras hipóteses de adultérios, geradas por equívocos e confusões provocadas por uma empregada, que se aproveita da desconfiança geral entre os casais do enredo para subornar seus patrões e amigos. A estória conta com três casais, um padre e um vendedor de jóias que se torna, sem querer, o pivô de uma série de suspeitas de traição. É uma comédia de costumes com todas as confusões do gênero. Tem como fio condutor a empregada Olímpia que complica e descomplica a ação e uma série de personagens à beira de um ataque de nervos. A peça acumula números impressionantes: Mais de 6 milhões de espectadores, mais de 9 mil apresentações, 4 vezes no Guiness Book, Prêmio Quality Cultural e homenagem pela Assembleia Legislativa de São Paulo. Com Anastácia Custódio, Renato Scarpin, Mario Pretini, Tânia Casttello, Carla Pagani, Miguel Bretas, Ricardo Ciciliano, Siomara Schröder e Ivan de Almeida.

Serviço: Teatro Bibi Ferreira, Av. Brigadeiro Luis Antônio, 931, Bela Vista, tel. 3105-3129. Sextas e sábados às 21h e domingos às 20h. Ingressos: R$ 70 e R$ 80. Até 26/02.

ATENDIMENTO

A peça “Dona Cleide, Uma Funcionária Por Um Fio” conta estória de uma funcionária desleixada que após se contratada por uma empresa, passa por vários setores que envolvem o atendimento telefônico. Descubra e aprenda as melhores práticas de atendimento telefônico nesta divertida comédia. Com Mony Gester, Mitsuro Yamada, Gabriel Vaccaro, Avilo Anziliero.

Serviço: Teatro União Cultural, R. Mario Amaral, 209, Paraíso, tel. 2148-2904. Quintas às 21h. Ingresso: R$ 40. Até 30/03.

Suspense

Donizeti Mazonas em “Osmo”.

“Osmo”, um serial killer com pretensões literárias, está mergulhado na difícil e intrincada tarefa de escrever sua história, quando é interrompido pelo telefonema de uma amiga que o convida para dançar. Um anti-herói que busca compreender a dimensão da vida e da morte. Com Donizeti Mazonas e Érica Knapp.

Serviço: Oficina Cultural Oswald de Andrade, R. Três Rios, 363, Bom Retiro, tel. 3222-2662. Quintas e sextas às 20h e sábados às 18h. Entrada franca. Até 11/02.

Enxergando a literatura

A proposta da exposição Paginário no Mirante provoca reações que não se pode imaginar, específicas em cada pessoa. O Paginário cria um fato novo no trajeto de cada pessoa, se inserindo num lugar não específico, entre artes visuais e artes literárias. Assim, ele proporciona uma nova forma de enxergar a literatura, os muros e ruas da cidade. Uma forma que estimula o cidadão a agir sobre o espaço público, da mesma forma que estimula o cidadão a tratar a leitura como uma atividade física, que demanda que ele circule por entre textos e que ele atue sobre os livros que lê. Tudo isso de uma maneira original, criativa, curiosa e livre.

Serviço: Mirante 9 de Julho, R. Carlos Comenale, s/n, Cerqueira Cesar. De segunda a domingo das 10h às 22h. Entrada franca. Até 05/03.