“Se Eu Fosse Iracema”

Divulgação

Uma carta escrita pelos índios guarani kaiwoá, em 2012, despertou o interesse do diretor Fernando Nicolau para a condição indígena no país

No texto, pediam que sua morte fosse decretada, em vez de tirarem sua terra. Sensibilizado, convidou o dramaturgo Fernando Marques e a atriz Adassa Martins para mergulharem numa densa pesquisa. Juntos, iniciaram o processo de criação do monólogo “Se Eu Fosse Iracema”, que estreia dia 13 de janeiro. A peça propõe um olhar sobre o universo indígena brasileiro, transitando entre a tradição e a sua situação atual.

Serviço: Sesc Ipiranga, R. Bom Pastor, 822, tel. 3340-2000. Sextas às 21h30 e sábados às 19h30 e domingos às 18h30. Ingressos: R4 20 e R$ 10 (meia). Até 12/02.

REFLEXÃO

SEMEADURA: Portanto comerão do fruto do seu procedimento e dos seus próprios conselhos fartarão. Pv. 1:31. Pela qualidade dos grãos que semeias, conheceremos o sabor do fruto do teu plantio. Na hora da semeadura é conveniente lembrar do alimento que te convém. As idéias que alimentas no convívio interno são sementes de luz ou de trevas que podes plantar na lavoura mental do teu próximo. Cuida ao falar aos outros porque os teus pensamentos retornarão imantados de todos aqueles com os quais se afinizam. A sementeira fala muito alto ao semeador. Sê o chão mental do teu irmão somente naquilo que tens em ti. O tempo e o progresso dar-te-ão a força da seleção, para que possas plantar grãos de luz nos corações carentes de paz. Enquanto não saíres da indagação filosófica, a dúvida não te deixará. A vivência da verdade estabiliza a alma para uma serenidade imperturbável. Os conselhos ofertados aos outros, exigir-te-ão os mesmos procedimentos. Admira um milharal em imensos campos, embelezando a natureza e percebe que foram grãos do mesmo milho entregues à fertilidade do solo. Se queres admirar idéias ilustres, pensamentos superiores, páginas iluminadas - planta as sementes da sabedoria e do amor; elas te retornarão com frutos  enriquecidos. O egoísmo é o teu próprio inimigo porque te impede de viver feliz. O desprendimento é capaz de levar a alma à abundância por fazer parte integrante do reino de luz. Faze alguma coisa pelos outros, onde a vida te situou. A tua capacidade é imensurável no campo de ajudar, embora não o percebas. O teu coração bate  usando energia divina cedida por Deus, assim como os teus pensamentos nascem da mente pelos arcanos do Senhor. A vida é uma troca incessante de forças que desconhecem exigências, pelo amor que circula livremente no infinito. (De "Gotas de Fé", de João Nunes Maia, pelo Espírito Carlos)

Literatura infantil

André Neves é um dos principais nomes da literatura infantil contemporânea.

“Literatura infantil para além do livro”. O que isso quer dizer? Para o escritor e ilustrador André Neves, é o caminho para ampliar a ideia que a maior parte das pessoas têm do que é “livro infantil”. Afinal, livros infantis são só para as crianças? Imagem também é literatura? Com essas e outras interrogações para provocar acontece a exposição “Nuno e as coisas incríveis. O título da mostra é o próprio nome do livro.

Serviço: Livraria NoveSete, R. França Pinto, 97, Vila Mariana, tel. 5573-7889. De segunda a sábado dàs 10h às 18h. Entrada franca. Até 30/01.


Sagrado

Obra da exposição “As Cores do Sagrado”, do artista Carybé.

Após recesso de final de ano, a exposição As Cores do Sagrado, do artista Carybé reabre esta semana. A curadoria está a cargo da filha do artista, Solange Bernabó. No total, são 50 obras do artista que tem como principal fonte de inspiração as tradições do candomblé. A seleção buscou privilegiar a sintonia entre técnica e fases do artista. As imagens presentes na exposição foram produzidas ao longo de 30 anos de pesquisas, entre 1950 e 1980, e são registros de vivências pessoais do artista nos terreiros de candomblé que frequentava.

Serviço: Caixa Cultural São Paulo, Praça da Sé, 111, Centro. De terça a domingo das 9h às 19h. Entrada franca.

“Bruta Flor”

Intolerância e homofobia marcam “Bruta Flor”, na trama, os atores mergulharam sem rede de proteção em um texto denso que trata da homofobia internalizada e sua possível consequência trágica. A dramaturgia aborda o relacionamento de dois homens, Lucas e Miguel que se encontram presos em um lugar desconhecido e começam a relembrar a trajetória deles, desde a adolescência.

Serviço: Teatro Viga Espaço Cênico. Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros (ao lado da Estação Sumaré do metro linha verde). De 18 de janeiro a 23 de fevereiro - Quartas e Quintas às 21h. Ingressos: R$70,00 e $35,00 (meia entrada)