Sagrado

Imagens: Reprodução

Exposição reúne 50 obras do artista que tem como principal fonte de inspiração as tradições do candomblé.

As Cores do Sagrado, a exposição de Carybé apreenta 50 obras do artista que tem como principal fonte de inspiração as tradições do candomblé. A seleção buscou privilegiar a sintonia entre técnica e fases do artista. As imagens presentes na exposição foram produzidas ao longo de 30 anos de pesquisas, entre 1950 e 1980, e são registros de vivências pessoais do artista nos terreiros de candomblé que frequentava.

Serviço: Caixa Cultural São Paulo,Praça da Sé, 111, Centro, tel. 3321-4400. De terça a domingo das 9h à 19h. Entrada franca. Até 28/02.

REFLEXÃO

A HISTÓRIA DA CHAVE: Com a saída do chefe da casa e dos filhos mais velhos para o tra­balho e com a ausência das crianças na escola, Dona Cidália era obri­gada, por vezes, a deixar a casa, a sós, porque devia buscar lenha, à distância. Aí começou uma dificuldade. Certa vizinha, vendo a casa fechada, ia ao quintal e colhia as verduras. A madrasta bondosa preocupou-se. Sem verduras não haveria dinheiro para o serviço escolar. Dona Cidália observou... Observou... E ficou sabendo que lhes subtraía os recursos da horta; entretan­to, repugnava-lhe a ideia de ofender uma pessoa amiga por causa de repolhos e alfaces. Chamou, então, o Chico e lembrou. — Meu filho, você diz que, às vezes, encontra o Espírito de Dona Maria. Peça-lhe um conselho. Nossa horta está desaparecendo e, sem ela, como sustentar o serviço da escola? Chico procurou o quintal à tardinha e rezou e, como das outras vezes, a mãezinha apareceu. O menino contou-lhe o que se passava e pediu-lhe socorro. D. Maria então lhe disse: — Você diga à Cidália que realmente não devemos brigar com os vizinhos que são sempre pessoas de quem necessitamos. Será en­tão aconselhável que ela dê a chave da casa à amiga que vem talando a horta, sempre que precise ausentar-se, porque, desse modo a vizinha, ao invés de prejudicar os legumes, nos ajudará a tomar conta deles. Dona Cidália achou o conselho excelente e cumpriu a determinação. Foi assim que a vizinha não mais tocou nas hortaliças, porque passou a responsabilizar-se pela casa inteira. Do livro LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER, de Ramiro Gama

Música étnica

Duo Marcos Mohan Das Monteiro e Alexandre Calóri.

Marcos Mohan é multi-instrumentista com formação em música popular brasileira, jazz e música indiana nos instrumentos Sarod, Harmônio e voz. Apresenta atualmente um trabalho de música meditativa indiana e também de lounge eletrônico numa fusão entre a música indiana e a música moderna. Alexandre Calóri é tablista e tem se apresentado regularmente em instituições culturais e festivais.

Serviço: Sesc Carmo, R. do Carmo, 147, Centro, tel. 3111-7000. Entrada franca. Até 09/12.

Jeitinho brasileiro

João Teité, especialista em “malas-artes”, tenta melhorar na vida a qualquer custo, mesmo que para isso precise enganar seu patrão e a mulher ou lançar mão de “poderes obscuros” para seduzir a filha-herdeira do patrão no espetáculo O Anel de Magalão. Teité ainda conta com seu aliado, Matias Cão, que também tenta se dar bem de qualquer maneira. Outros personagens vão aparecendo ao longo da trama, que são Fabrício e Rosaura, que não confessam sua paixão, uma vidente, um italiano muquirana e uma dupla de militares decadentes. Através de elementos da cultura popular, o texto apresenta aspectos da nossa sociedade deixando evidente o tão famoso jeitinho brasileiro.

Serviço: Teatro Escola Macunaíma, R. Adolfo Gordo, 238, Campos Elíseos, tel. 3217-3400. De terça a quinta às 19h e às 21h. Ingresso: R$ 20

Circo

O espetáculo faz referências aos elementos do circo e aos quatro elementos da natureza, essenciais para a sobrevivência do ser humano, Terra, Ar, Fogo e Água. Os quatro elementos da natureza são integrados aos números, como por exemplo, a Água na brincadeira dos palhaços e no tecido acrobático, onde as artistas representam lavadeiras. O Fogo é inserido na dança das índias, a Terra na apresentação de força e o Ar nos números aéreos, que desafiam a lei da gravidade. Brincando com elementos circenses e da natureza, o espetáculo apresenta trapezistas, malabaristas, acrobatas, mágicos e palhaços, entre outras atrações. Ao final, com muito movimento e expressão, os quatro elementos se fundem provocando reações e sensações únicas e intensas no respeitável público.

Serviço: Circo Spacial, Av. Atlântica, 2.800, Interlagos,tel. 98234-3381. De quinta a domingo às 20h30. Ingressos: De R$ 30 a R$ 60. Até 18/12.

Mais Lidas