Comédia

Cena da comédia “Morte Acidental de um Anarquista”.

Um louco cuja doença é interpretar pessoas reais é detido por falsa identidade na comédia “Morte Acidental de um Anarquista”

Na delegacia, se passa por um falso juiz na investigação do misterioso caso do anarquista. A polícia afirma que ele teria se jogado pela janela do quarto andar. A imprensa e a população acreditam que foi jogado. O que teria acontecido realmente? O louco vai enganando um a um, assume várias identidades e, brincando com o que é ou não é real, desmonta o poder e acaba descobrindo a verdade de todos nós. Com Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich, Maíra Chasseraux, Marcelo Castro e Rodrigo Bella Dona.

Serviço: Teatro Folha 2 (Shopping Pátio Higienópolis), Av. Higienópolis, 618, Higienópolis, tel. 3823-2323. Sextas às 21h30, sábados, às 20h e 22h30, domingos às 20h. Ingressos: De R$ 40 a R$ 70. Até 18/12.

REFLEXÃO

LIBERDADE EM CRISTO. “Estais pois firmes na liberdade com que o Cristo nos libertou e não vos submetais de novo ao jugo da escravidão”. – Paulo. (Gálatas, 5:1). Meditemos na liberdade com que o Cristo nos libertou das algemas da ignorância e da crueldade. Não lhe enxergamos qualquer traço de rebeldia em momento algum. Através de todas as circunstâncias, sem perder o dinamismo da própria fé, submete-se, valoroso, ao arbítrio de nosso Pai. Começa a Missão Divina, descendo da Glória Celestial para o estreito recinto da manjedoura desconhecida. Não exibe uma infância destacada no burgo em que se acolhe a sua equipe familiar; respira o ambiente da vida simples, não obstante a Luz Sublime com que supera o nível intelectual dos doutores de sua época. Inicia o apostolado da Boa Nova, sem constranger as grandes inteligências a lhe aceitarem a doutrina santificante, contentando-se com a adesão dos pescadores de existência singela. Fascinando as multidões com a sua lógica irresistível, não lhes açula qualquer impulso de reivindicação social, ensinando-as a despertar no próprio coração os valores do espírito. Impondo-se pela grandeza única que lhe assinala a presença, acenam-lhe, ao invés disso, “dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Sabe que Judas, o companheiro desditoso, surge repentinamente possuído por desvairada ambição política, firmando conchavos com perseguidores da sua Causa Sublime, contudo, não lhe promove a expulsão do círculo mais íntimo. Não ignora que Simão Pedro traz no âmago da alma a fraqueza com que o negará diante do mundo, mas não se exaspera, por isso, e ajuda-o cada vez mais. Ele, que limpara leprosos e sarara loucos, que restituirá a visão aos cegos e o movimento aos paralíticos, não se exime à prisão e ao escárnio público, à flagelação e à cruz da morte. Reflitamos, pois, que a liberdade, segundo o Cristo, não é o abuso da faculdade de raciocinar, empreender e fazer, mas sim a felicidade de obedecer a Deus, construindo o bem de todos, ainda mesmo sobre o nosso próprio sacrifício, porque somente nessa base estamos enfim livres para atender aos desígnios do Eterno Pai, sem necessidade de sofrer o escuro domínio das arrasadoras paixões que nos encadeiam o espírito por tempo indeterminado às trevas expiatórias. Livro Palavras de Vida Eterna – F.C. Xavier.

Solidão

Cena do espetáculo “Só”.

O espetáculo “Só” aborda a solidão de forma delicada e, ao mesmo tempo, contundente, através das vulnerabilidades e sonhos de pessoas que buscam algo que nunca poderão alcançar. Os cinco personagens transformam objetos como cadeiras em miniaturas e pequenos aviões em elementos poéticos e metafóricos, dando vida à situações distintas e não sequenciais, que terminam por encontrar-se em suas solidões particulares. Com Sandra Vargas, Sueli Andrade, Liana Yuri, Daniel Viana e Maurício Santana.

Serviço: Espaço Sobrevento, R. Coronel Albino Bairão, 42, (Mooca, tel. 3272-9684. Sábados e domingos às 20h. Entrada ranca. Até 18/12.

Masculino

Comemorando os seus 50 anos de carreira, Ronaldo Ciambroni resolveu contar, no espetáculo solo “No Meu Não! - Uma Comédia QUASE Azul” a experiência que teve ao operar um câncer de próstata. Pela ótica do humor, interpretando e cantando, Ciambroni vai desfilando personagens hilários que fizeram parte dessa trajetória. O espetáculo começa com o famoso exame de toque que todo homem se apavora em fazer e viaja por todo processo da operação e resulta numa divertida comédia. “No Meu Não” é uma comédia azul por falar do universo masculino e “quase” por mostrar a importância das mulheres nesse tratamento. Com Ronaldo Ciambroni.

Serviço: Teatro Bibi Ferreira, Av. Brigadeiro Luis Antônio, 931, Bela Vista, tel. 3105-3129. Quarta (30) às 21h30. Ingresso: R$ 50.

Relações

Espetáculo estreia dia 1º de dezembro, dia da luta contra a Aids e promove debates sobre gêneros e HIV aos sábados.

Em “Pobre Super-Homem – Avesso do Herói”, conta a história de David, um artista plástico bem-sucedido, mas em crise de criatividade. Ele decide então retomar a profissão do passado: garçom. Shannon é uma mulher transgênero infectada pelo HIV, que sonha em fazer uma cirurgia de mudança de sexo. Kryla, Violet e Matt, Tom, Benita, Murray, Ellio e Bill completam o círculo de pessoas pelas quais as duas personagens centrais mantém relações ao longo de suas existências. Juntos, remontam memórias e vivem o presente, para assim prosseguirem seus caminhos em busca de uma transformação e um novo sentido para suas vidas na metrópole, tão demarcada pelo caos e solidão. Com Danilo Miniquelli (Corifeu e Tom), Fernando Benicchio (David), Filipe Miller (Coro e Ellio), João Chianello (Coro e Bill), Keila Ribeiro (Violet), Luiza Lio (Kryla), Renata Peron (Benita), Ricardo Almeida (Shannon), Rodrigo Schorts (Matt) e Victor Hugo Barbosa (Coro e Murray).

Serviço: Centro Compartilhado de Criação (CCC), R. James Rolland, 57, Barra Funda. Quintas e sextas às 21h, sábados às 20h30 e aos domingos às 19h. Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia).