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Forró e poesia

Forro temporario

Quase três anos após o lançamento do seu último trabalho, Chico César retorna  para encerrar a turnê “Estado de Poesia”

Samba, forró, frevo, toadas, reggae, morna, a voz cabocla de Chico César se apropria de uma vasta escala das formas rítmicas com maestria e inegável sotaque harmônico nordestino levado por um time maciço de músicos paraibanos da gema: Xisto Medeiros no baixo, Gledson Meira na bateria, Helinho Medeiros no piano. Contrastando esses acentos rurais, as percussões delicadamente urbanas de Simone Sou (salvo em Negão onde entra Felipe Roseno), o acordeon moldavo (isso mesmo!) de Oleg Fateev, a guitarra de Michi Ruzitschka e um punhado de convidados especiais: as vozes de Escurinho em Sumaré, de Seu Pereira em Alberto, de Lazzo Matumbi em Negão, o trombone de Raul de Souza em Miaêro e… Confirmo: sou fã de carteirinha desse paraibano que, não há duvida, está profundamente em estado de poesia!”, afirma Dominique Dreyfus (jornalista e pesquisadora francesa, autora do livro “Vida do Viajante”, uma biografia de Luiz Gonzaga. Inspirado pelo registro de um dos momentos mais felizes de sua carreira, que começou de forma independente e lúdica, Chico César elaborou uma série de shows comemorativos ao término da turnê do seu último disco. Durante essas apresentações, Chico revisita as faixas do disco, ao lado de sua banda e convidados.

Serviço: Sesc Pompeia, R. Clélia, 93. Sexta (15) e sábado (16), às 21h30. Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia).

REFLEXÃO

Repita hoje, amanha e sempre que puder:
Liberto tudo e todos que não fazem mais parte do plano divino da minha vida.
Agora me elevo ao plano divino da minha vida, onde todas as condições são permanentemente perfeitas.
Catherine Ponder em “Abra sua mente para receber”

Tropicália

tropicalia temporario

Alice Caymmi e Rubi. interpreta, na íntegra, o álbum “Tropicália ou Panis et Circensis”, obra importante para o cenário cultural da década de 60 no show “Tropicália, O Disco”, com. Lançado em 1968, o disco manifesto uniu música popular e artes visuais em um momento de tensão política e social. Já passado quatro anos da ditadura militar instaurada no país, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes, Tom Zé, Rogério Duprat e Torquato Neto se juntaram para apresentar as melodias esteticamente inovadoras e letras questionadoras de “Tropicália ou Panis et Circensis” que ainda reverberam nos dias atuais.

Serviço: Sesc Santo Amaro, R. Amador Bueno, 505. Quinta (14) e sexta (15), às 21h e sábado (16), às 20h. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia).

Homenagem 

Aracy de Almeida (1914-1988), uma das mais importantes cantoras da história da música brasileira, sobretudo, da primeira metade do século passado. Essa é a proposta do show “A Rainha dos Parangolés”, que o cantor e compositor Marcos Sacramento apresenta ao lado do violonista Luiz Flavio Alcofra. Aracy é uma personagem multifacetada. Amiga de artistas e intelectuais, ela se consagrou na história da música popular brasileira como uma estilista do samba, sendo considerada uma das maiores intérpretes das canções de Noel Rosa. Para celebrar sua obra, o show, que a dupla também registrou em disco, apresenta histórias saborosas de Aracy de Almeida, entremeadas com músicas de seu inestimável repertório. Entre as músicas que serão apresentadas estão “O orvalho vem caindo” (Noel Rosa e Kid Pepe), “Camisa amarela” (Ary Barroso), “Quando tu passas por mim” (Antonio Maria e Vinicius de Moraes), “Filosofia” (Noel Rosa), “São coisas nossas” (Noel Rosa), “Onde está a honestidade?” (Noel Rosa e Francisco Alves) e “Ganha-se pouco mas é divertido” (Wilson Batista).

Serviço: Sesc Avenida Paulista, 119, Bela Vista. Sexta (15) e sábado (16), às 21h. Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).




Estreia

A ópera O Cavaleiro da Rosa, de Richard Strauss, com libreto de Hugo von Hofmannsthal, estreia no dia 15 de junho. Sob a direção cênica de Pablo Maritano e musical do maestro titular da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Roberto Minczuk. O elenco traz, entre os principais solistas, Carla Filipcic Holm no papel da Marechala Marie Therese von Werdenberg, uma mulher madura e experiente que tem como amante o jovem Octavian (papel travestido, escrito por Strauss para ser interpretado por cantoras). Neste espetáculo, a mezzo-soprano Luisa Francesconi vive o personagem. Dirk Aleschus é o Barão Ochs, primo da Marechala, e Elena Gorshunova representa Sophie von Faninal, dama por quem Octavian se apaixona. Quando o Barão Ochs, nobre das províncias que se encontra em dificuldade econômica, visita a prima Marechala para contar-lhe sobre sua proposta de noivado à Sophie (filha única do rico burguês Faninal), não imagina que está interrompendo um momento íntimo entre a parente e seu jovem amante Octavian. Para escapar da situação constrangedora, o rapaz veste-se com roupas femininas. Ao ser apresentado como a nova dama de companhia da Marechala, desperta no Barão um interesse amoroso. Entre encontros e desencontros, esta ópera, com tom de comédia, evidencia um dos maiores interesses de Strauss: a psicologia feminina.

Serviço: Theatro Municipal de São Paulo, Praça Ramos De Azevedo, s/n, República, tel. 3053-2100. Sexta (15), terça (19), quinta (21), sábado (23) e segunda (25), às 20h e domingo (17), às 18h. Ingressos: de R$ 40 a R$ 150.

Juvenil

A Companhia Casa da Tia Siré apresenta o espetáculo Adoráveis Criaturas Repulsivas . O espetáculo juvenil tem texto e músicas de Juh Vieira, que também assina a direção musical e está em cena ao lado de Andressa Ferrarezi, Arthur Chacon, Breno Barros, Clara Kok, Felipe Pan Chacon e Glauber Pereira. A direção é de Rogério Tarifa. Dentro de um circo decadente as atrações são criadas e executadas por uma banda de insetos, um corvo e dois palhaços. O jogo entre os palhaços, o Sr. Realejo Amargus (Glauber Pereira) e Tunico (Andressa Ferrarezi) são utilizados para deflagrar a opressão existente no mundo do trabalho.Na trama, o circo Pantaleon está decadente mas o show não pode parar. Os números passam a ser executados por um palhaço desempregado que se oferece para trabalhar no circo em condições precárias. Ele traz em suas confusas memórias as lembranças seu parceiro Sequela, um palhaço que se perdeu no mundo por não caber mais nele. Com cerca de 8 músicas compostas para o espetáculo a trilha sonora costura a dramaturgia fazendo a função de um narrador relacionando os temas abordados em cena.

Serviço: Espaço Pyndorama, R. Turiassú, 481, Perdizes. Tel.3871-0373. Terças, às 20h. Entrada franca. Até 26/6.


Rua Vergueiro, 2949, 12º andar – cjto 121/122
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