“Rose, a doméstica do Brasil”

Depois do sucesso na internet e em duas temporadas paulistanas, o ator e humorista Lindsay Paulino reestreia a comédia “Rose, a doméstica do Brasil”

“Rose, a doméstica do Brasil”

Rose é uma mulher simples e batalhadora, que enfrenta os problemas típicos de uma dona de casa no interior de Minas Gerais. Além de trabalhar duro limpando o lar de outras famílias, ela precisa se preocupar com o marido, os filhos e a própria casa. Ela ficou famosa depois de postar um vídeo na internet cantando “Grelo”, uma paródia da música Halo, da consagrada cantora pop norte-americana Beyoncé. Rose conta para o público aspectos de sua vida antes da fama, como a infância, suas desilusões amorosas, os filhos, um sonho com seu ídolo Amado Batista e sua rotina de trabalho. Tudo isso é contato com muito humor e música ao vivo. A personagem surgiu quando Paulino fez um vídeo engraçado apenas para seus amigos, sem qualquer pretensão de ficar famoso. À medida que Rose ficava conhecida na internet, o ator criou mais vídeos, até que surgiu a oportunidade de levar esse sucesso ao teatro e à televisão, em séries como Treme Treme, do canal Multishow. Em 2017, o espetáculo comemorou 4 anos em cartaz em Belo Horizonte e já foi visto por mais de 50 mil pessoas.

Serviço: Teatro Jaraguá, R. Martins Fontes, 71, Bela Vista, tel. 3255-4380. Quartas e quintas às 21h. Ingressos: R$ 50 e R$ 25 (meia). Até 14/12.

REFLEXÃO

Você é único!
“No mundo moderno, estamos condicionados a nos compararmos com os outros. Assim como vemos, comparamos; assim como comparamos, desejamos. E, como desejamos, perdemos a habilidade de sermos contentes com o que somos e temos. Que tal dar um fim a esse hábito da comparação? Para isso, tenha em mente que: você é singular, único, e é impossível ser igual a outro alguém. Lembre-se, ainda, que a sua vida é um presente e uma oportunidade de criar o seu próprio caminho e de moldar o seu destino. E pra completar, não esqueça que você já tem o que precisa.”
Brahma Kumaris

Apaixonado

Cena de “Oliver”.

O enredo de “Oliver” revela o quebra cabeça da vida do protagonista homônimo, um homem que se apaixona perdidamente por sua vizinha e não mede esforços para conquistá-la. Inspirado livremente na lenda germânica Doppelgänger e em jogos como L.A. Noir (Rockstar) e Heavy Rain (Quantic Dream), o espetáculo propõe uma experiência sensorial única ao convidar o público a imergir em um universo de realismo fantástico com o auxílio da holofonia, técnica de som 3D que reproduz a qualidade e sensação da audição humana.

Serviço: Oficina Cultural Oswald de Andrade, R. Três Rios, 363, Bom Retiro, tel. 3222-2662. De segunda a quarta às 20h. Entrada franca.

Reunião

A morte do pai provoca algo que há tempos não acontecia na vida de três irmãos: o seu reencontro no drama a Herança. A reunião acontece no apartamento da família, onde o irmão adotivo reside atualmente - e onde passou a vida inteira para dedicar-se a cuidar do pai na velhice - e onde os três irmãos cresceram, passaram boa parte da adolescência e viram a mãe morrer. Com Luiz Hirschmann, Artenisio Teixeira, Diogo Cintra e Juliana D’faria.

Serviço: Teatro do Ator, Praça Roosevelt, 172, Consolação, tel. 3257-3207. Quintas às 21h e aos domingos às 19h. Ingresso: R$ 40. Até 10/12.

Imaginário

Cena da peça “Lampião no Céu”.

A história desta peça começa pelo fim: a perseguição de Lampião, lendária figura da história nordestina, pelo tenente João Bezerra. O cangaceiro leva um tiro no coração e cai morto. No céu, dois anjos muito atrapalhados são convocados. A missão deles é descer à terra para resgatar o morto e preparar o possível novo hóspede das paragens celestiais. “Lampião no Céu” é uma divertida incursão pelo imaginário brasileiro.

Serviço: SESC Santo Amaro, R. Amador Bueno, 505, Santo Amaro, tel. 5541-4000. Domingos às 16h. Entrada franca. Até 17/12.

Tragédia rodrigueana

O núcleo de pesquisa do teatro Pequeno Ato traz sua versão da obra O Beijo no Asfalto (Nelson Rodrigues, 1912-1980), encenada a céu aberto. A apresentação faz parte do Teatro Fora da Caixa, projeto do Sesc Belenzinho que apresenta o teatro criado para fora dos espaços e formatos convencionais. A peça une técnicas do teatro de rua com o conceito do site specific. Depois de temporada de estreia na Praça Roosevelt, a peça transforma a praça do Sesc em cenário. As escadas serão as arquibancadas para o público. Na trama, Arandir sofre um massacre midiático por dar um beijo em um homem que morria após ser atropelado. A polícia, procurando abafar escândalos, encampa uma cruzada moralista seguindo a estética do linchamento, tão comum nos dias de hoje. Utilizando coros e elementos contemporâneos, essa versão revigora o impacto da tragédia rodrigueana. Na rua, a violência e homofobia estão muito mais latentes. O atropelamento é uma possibilidade real e a encenação joga com essa tensão entre a cena e o cotidiano ao redor. Os atores se revezam em vários personagens se multiplicando em cena. Com André Salama, Diego Dac, Fhelipe Chrisostomo, Gabriela Fontana, Gustavo Pompiani, Isabela Fikaris, Maria Eduarda Machado, Mariana Beda, Mau Machado e Roberto Garcia.

Serviço: Sesc Belenzinho, R. Padre Adelino, 1000,
Belenzinho, tel. 2076-9700. Sábado (9) e domingo (10) das 18h às 19h30. Entrada franca.