Intolerância

A montagem da Companhia Razões Inversas, com direção de Marcio Aurelio Agreste está de volta para uma curta temporada

Paulo Marcello e Juan Alba.

Na estória um casal de lavradores simples descobre o amor e fogem. Pressentem que “algo” de perigoso paira sobre seu amor. A esposa vem a compreender o porquê, anos depois, após a morte do marido. Essa mulher machucada pela perda, sem entender a dimensão de seus atos, acaba sendo vítima do horror da intolerância.A peça é um vigoroso manifesto poético, uma fábula sobre ignorância, preconceito e amor incondicional. Em cena, dois atores narram e representam as personagens de sua estória. Esses atores montam e desmontam a cena, com o mesmo domínio que assumem a passagem narrador-personagem para personagem-narrador. Com Marcio Aurelio e Juan Alba.

Serviço: Teatro de Contêiner, R. dos Gusmões, 43, Centro. Sexta a segunda às 20h. Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia). Até 31/07.

REFLEXÃO

NEM OS MORTOS REPOUSAM: Ninguém gasta nada por pensar bem, o pensamento é isento de taxas e impostos entre os homens. Toda criação de Deus é equânime. A qualquer hora o sol favorece o justo e o criminoso e tanto a erva má quanto a planta medicinal lhe recolhem o influxo criador. Só há uma seleção no reino do espírito. Se conquistamos suficiente clareza para discernir o melhor do pior, possuímos consciência de mordomia dos bens da alma e, investidos dessa responsabilidade, reconheceremos que milhares de irmãos nos esperam nos cursos da necessidade humana como se fossem estranhos em sua casa ou estrangeiro na própria terra, para se habilitarem com os diplomas de renovação da experiência. Todos somos chamados ao socorro mútuo. Tudo na existência terrestre converge para essa realidade, a começar da profissão que é uma forma livremente escolhida de ser útil. Quem se capacita dessa verdade jamais considera o supérfluo na base de aquisição proveitosa. A caridade por todos os títulos deve ser a estrela-guia do espírita. A felicidade constitui a ressonância dos atos bons e tão-somente os atos bons guardam pureza bastante para lavar os erros e culpas da consciência. Vida é atividade: nem os mortos repousam. Ninguém renasce sem passado espiritual e nem vive na carne sem futuro fora dela. A lei empresta o corpo ao espírito e não o espírito ao corpo. Na Terra, o tempo dedicado à fraternidade significa economia de tempo. Espírita sem ação no bem é qual fonte sem água: além de não construir, ocupa lugar e sugere a tristeza das charnecas improdutivas. Urge buscarmos segurança espiritual para sentir paz. As garantias da prosperidade material são as mais relativas. O crédito bancário é suscetível de descer à falência; o colar de pérolas por mais precioso pode romper-se. Reter a riqueza amoedada é comum, mais raro é saber usá-la. Como a aquisição de conhecimento, mais raro o seu emprego construtivo. Mais valem mãos puras que mãos cheias. Cabeça simples e tranqüila que inteligência complexa e primorosa comprometida em atos inconfessáveis. Criatura sem memória sofre mais por incapaz de fazer a estimativa de pessoas e fatos. Efetuemos o balanço de nossas possibilidades e apliquemos o saldo de nossos recursos a benefício dos outros. Sejamos agradecidos por todas as alegrias que desfrutamos estendendo-se aos menos felizes. Se até os animais expressam gratidão, por que as nossas consciências não serão igualmente reconhecidas perante a Consciência Maior? (De “Técnica de Viver”, de Waldo Vieira, pelo Espírito de Kelvin Van Dine)

Lançamento

A banda pop goiana Carne Doce.

Márcio Gomes conquistou público fiel na casa de shows Imperator, no Rio de Janeiro, onde apresenta há três anos o show Eternas Canções. Agora o cantor celebra o sucesso com o lançamento do CD com show inédito e mostra um interprete que bebe na fonte dos grandes cantores da era de ouro da MPB. Márcio apresenta um repertório com clássicos que marcaram a música brasileira, como Sentimental Demais e Somos Iguais (Altemar Dutra), Hoje (Taiguara), Porto Solidão (Jessé), Canção da Manhã Feliz (Elizeth Cardoso), Força Estranha (Caetano Veloso), Serenata Suburbana (Capiba), Eu Nunca Mais Vou Te Esquecer (Moacyr Franco), Devolvi (Adelino Moreira), além de uma música inédita composta para o show por Reinaldo Arias e Carlos Colla com o mesmo nome do espetáculo Eternas Canções.

Serviço: Teatro Porto Seguro, Al. Barão de Piracicaba, 740, Campos Elíseos, tel. 3226-7300. Terça (27) às 21h. Ingressos: R$ 60 e R$ 80.

Tão tá

Luiza Brina se apresenta em formato voz e violão, tocando canções de seu novo álbum, “Tão Tá”, além de algumas antigas e outras inéditas. Os convidados da noite serão a cantora e clarinetista Juliana Perdigão e o cantor e compositor Phill Veras. As pequenas e ordinárias odisseias humanas, as relações de afeto, as culturas populares, as histórias de viagens e o engajamento político, são inspirações para a compositora.

Serviço: Loki Bicho, R. Chácara do Carvalho, 109, Barra Funda. Quinta (22) às 20h. Ingresso: R$ 20.

“Steve Jobs, o Visionário”

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“Steve Jobs, o Visionário” apresenta o rico universo de Steve Jobs. Serão fotos, matérias de imprensa, objetos pessoais, filmes e produtos históricos que mostram a forma como pensava e criava uma das maiores personalidades do século XX.

Serviço: Museu da Imagem e do Som, Av. Europa, 158, Jd. Europa, tel. 2117-4777. De terça a sexta das 11h às 20h, sábados das 10h às 21h e aos domingos, das 10h às 19h. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia).

Samba

Dois dos maiores sambistas do Brasil, Zeca Pagodinho e Seu Jorge têm o encontro marcado com o show especial denominado Versão Brasileira e ambos cantarão músicas de carreira e outros grandes clássicos nascidos em rodas de samba no Cacique de Ramos, no Rio do Janeiro. Neste espetáculo, Zeca interpretará algumas músicas que fazem parte do 23º álbum de sua carreira. Dentre eles estão Amor pela Metade, Mangas e Panos, A Monalisa,Só na Manha, entre outras. Além desses, o público irá ouvir clássicos de seus 30 anos de carreira como Coração em Desalinho, Judia de Mim, Verdade, Maneiras, Seu Balancê, Não Sou Mais Disso, Vai Vadiar, entre outros. Seu Jorge também dominará o palco cantando alguns de seus grandes sucesso como Carolina, Amiga da Minha Mulher, Burguesinha, entre outras. Juntos, Zeca e Seu Jorge prometem cantar um repertório surpresa e colocar todos para dançarem.

Serviço: Espaço das Américas, R. Tagipuru, 795, Barra Funda. Sexta (30/06) às 23h30. Ingressos: de R$ 40 a R$ 250, com opção de meia entrada.

GUERRAS

“Inimigos”, novo espetáculo da Cia. de Feitos que estreia no dia 24 de junho, é uma livre adaptação do livro O Inimigo, de Davide Cali, com direção e dramaturgia de Carlos Canhameiro, propõe uma reflexão sobre a incoerência das guerras. A história se passa em algum lugar que poderia ser uma cidade, uma floresta ou um deserto onde existem dois buracos. Neles, dois soldados. Eles são inimigos. A guerra os colocou em lados opostos. E assim brincam de inimigos conforme ensinou o manual (que diz tudo sobre o inimigo). Encenada sobre rolos de papeis, atores, atrizes e músicos desdobram as muitas formas do inimigo, com quase tudo parecendo ser criado na hora. Tinta, papelão, papel, escadas dão o tom da cena, recheada de cantos e reflexões sobre a guerra de cada dia, que se passa não só no campo de batalha. Com Cia. de Feitos.

Serviço: Sesc Belenzinho, R. Padre Adelino, 1000, Belenzinho, tel. 2076-9700. Sábados e domingos 12h. Ingressos: R$ 20 e 10 (meia). Até 23/07.