Homenagem

Lançamento do CD “Fruta Gogoia” traz 18 canções da carreira da artista baiana, com arranjos de Dori Caymmi e produção artística de Luiz Nogueira

Gal Costa é homenageada com o CD “Fruta Gogoia”  por Jussara Silveira e Renato Braz.

Homenagear uma cantora como Gal Costa não é tarefa das mais fáceis. Com 50 anos de carreira, a cantora faz parte da história de muita gente e dá voz a uma série de compositores que vão de Tom Jobim a Caetano Veloso, passando por Dorival Caymmi, Jards Macalé, Chico Buarque, Luiz Melodia entre muitos outros, conferindo sua visão pessoal aos mais diferentes estilos e ritmos, em mais de 40 discos de estúdio, outros tantos ao vivo e, ainda, com parceiros. Luiz Nogueira topou o desafio e em junho chega à cena musical “Fruta Gogoia – Uma Homenagem a Gal Costa”. No palco, Renato e Jussara estarão acompanhados por um time especial de músicos para reproduzir, ao vivo, as músicas do disco. São eles: Toninho Ferragutti, no acordeon; Itamar Assieri, no piano; Mario Gil, no violão; Bré Rosário, na percussão; Edu Ribeiro, na bateria; Rodrigo Usaia, no sax e na flauta; Zé Alexandre, no baixo acústico; e Vana Bock, no cello.

Serviço: Sesc Vila Mariana, R. Pelotas, 141, Vila Mariana. Sábado (08/07) e domingo (09/07). Ingressos: R$ 25 e R$ 12,50 (meia).

REFLEXÃO

NEM OS MORTOS REPOUSAM: Ninguém gasta nada por pensar bem, o pensamento é isento de taxas e impostos entre os homens. Toda criação de Deus é equânime. A qualquer hora o sol favorece o justo e o criminoso e tanto a erva má quanto a planta medicinal lhe recolhem o influxo criador. Só há uma seleção no reino do espírito. Se conquistamos suficiente clareza para discernir o melhor do pior, possuímos consciência de mordomia dos bens da alma e, investidos dessa responsabilidade, reconheceremos que milhares de irmãos nos esperam nos cursos da necessidade humana como se fossem estranhos em sua casa ou estrangeiro na própria terra, para se habilitarem com os diplomas de renovação da experiência. Todos somos chamados ao socorro mútuo. Tudo na existência terrestre converge para essa realidade, a começar da profissão que é uma forma livremente escolhida de ser útil. Quem se capacita dessa verdade jamais considera o supérfluo na base de aquisição proveitosa. A caridade por todos os títulos deve ser a estrela-guia do espírita. A felicidade constitui a ressonância dos atos bons e tão-somente os atos bons guardam pureza bastante para lavar os erros e culpas da consciência. Vida é atividade: nem os mortos repousam. Ninguém renasce sem passado espiritual e nem vive na carne sem futuro fora dela. A lei empresta o corpo ao espírito e não o espírito ao corpo. Na Terra, o tempo dedicado à fraternidade significa economia de tempo. Espírita sem ação no bem é qual fonte sem água: além de não construir, ocupa lugar e sugere a tristeza das charnecas improdutivas. Urge buscarmos segurança espiritual para sentir paz. As garantias da prosperidade material são as mais relativas. O crédito bancário é suscetível de descer à falência; o colar de pérolas por mais precioso pode romper-se. Reter a riqueza amoedada é comum, mais raro é saber usá-la. Como a aquisição de conhecimento, mais raro o seu emprego construtivo. Mais valem mãos puras que mãos cheias. Cabeça simples e tranqüila que inteligência complexa e primorosa comprometida em atos inconfessáveis. Criatura sem memória sofre mais por incapaz de fazer a estimativa de pessoas e fatos. Efetuemos o balanço de nossas possibilidades e apliquemos o saldo de nossos recursos a benefício dos outros. Sejamos agradecidos por todas as alegrias que desfrutamos estendendo-se aos menos felizes. Se até os animais expressam gratidão, por que as nossas consciências não serão igualmente reconhecidas perante a Consciência Maior? (De “Técnica de Viver”, de Waldo Vieira, pelo Espírito de Kelvin Van Dine)

Dança

Núcleo Artérias estreia “Protesto”.

Com direção de Adriana Grecchi, “Protesto” é o novo trabalho do Núcleo Artérias, que estreia dia 15 de junho. Para gerar um novo ponto de vista imagético e sensorial, o grupo convida o público a fruir a obra a partir do palco, perto dos bailarinos. O antropólogo escocês Ioan Lewis, usa o termo “Protesto Oblíquo” para descrever estados de transe em diferentes culturas como estratégias para pessoas marginalizadas (na maioria das vezes mulheres em sociedades dominadas por homens) encontrarem algum tipo de visibilidade, reconhecimento e espaço de existência social. Lewis estuda, entre outros fenômenos, o “Carnaval de Mulheres” (forma de Tarantismo propagada pelo sul da Itália), rituais dionisíacos realizados por mulheres na antiga Grécia, possessão feminina no vodu haitiano, Indian Shakers nos EUA, culto Zar no norte do Sudão, entre muitos outros. O Núcleo Artérias, formado por mulheres, inventou suas próprias práticas para gerar vitalidades corporais em tempos de crise, ativando e reconhecendo o corpo como matéria perceptiva, viva (sensorial e emocional), integrada a outras matérias, e em constante transformação.

Serviço: Centro Cultural Olido, Av. São João, 473, Centro. Sexta e sábado às 20h, e domingo às 19h. Entrada franca. Até 18/06.

Cine

Acontece no dia 19 de junho o lançamento do longa-metragem História & Estórias. O filme tem roteiro e direção de Vicentini Gomez e participação de atores entre eles Antonio Petrin, Carlo Briani, Gésio Amadeu, Genézio de Barros, Jaime Leibovitch, Barbara Bruno, Cléo Ventura, Carlos Meceni, Maximiliana Reis, Pascoal da Conceição, Norival Rizzo, Roberto Arduin, Carla Masumoto, Edson Montenegro, Marcelo Aquino, Dan Rosseto, Marcelo Galdino, Luiz Carlos Felix, Helio Cicero, Calixto de Inhamuns, Diaulas Ullysses, Pedro Paulo Vicentini, Marcos Oliveira, Eduardo Acaiabe e Vanessa Carvalho. O olhar experiente do diretor retrata a história da cidade, desde a origem de seu povoamento com a chegada do Cel. Goulart e seus agregados para a construção do primeiro rancho. E também a forte presença do Cel. Marcondes, cuja rivalidade com o Cel. Goulart ajudou a impulsionar o desenvolvimento do povoado. A mescla de registros oficiais com as encenações, baseadas em fatos reais e nas lendas (ainda vivas na memória da população), favorece a compreensão do processo histórico do desbravamento do Oeste Paulista e a história social e política do Brasil em relação à história local, a partir de um modesto povoado, fundado em torno de uma estação ferroviária, que atingiu o status atual de capital da 10ª região administrativa do Estado de São Paulo.

Serviço: Cine Olido (Galeria Olido), Av. São João, 473, São Paulo, tel. 3331-8399. Segunda (19) às 18h30. Entrada franca.


“Deu a Louca No Museu”

Cena da peça “Deu a Louca no Museu”.

O espetáculo infantil “Deu a Louca no Museu” reestreia dia 17 de junho. Encenada pelo Grupo Teatro de La Plaza, peça mistura a linguagem do Teatro de Bonecos, Objetos e Animação com a mágica para narrar as aventuras de um guarda de um museu que irá receber uma importantíssima obra de arte. Montagem tem direção de Héctor López Girondo, que assina a dramaturgia junto com Miguel Nigro.No infantil um museu vai receber uma importantíssima obra de arte e o funcionário encarregado terá que usar toda a sua esperteza para evitar que as obras de arte sejam roubadas. Porém, um estranho visitante irá colocar em risco a valiosa coleção artística. O que o visitante nem imagina é que este não é um guarda comum, pois ele conta com uma arma secreta especial: os poderes da mágica e das habilidades para os truques.

Serviço:Teatro Alfredo Mesquita, Av. Santos Dumont, 1770, Santana, tel: 2221-3657. Sábados e domingos às 16h. Entrada franca. Até 09/07.

Exposição

Uma das mais importantes artistas plásticas contemporâneas, Luise Weiss, apresenta a mostra “Labirinto e Memória: A poética visual de Luise Weiss” .A exposição reune cerca de 130 trabalhos. O público pode apreciar desenhos, gravuras e fotografias, em trabalhos que marcaram os 40 anos de trajetória da gravadora, pintora, fotógrafa e professora, desvendando todo o seu processo de criação e produção gráfica.

Serviço: Caixa Cultural São Paulo, Praça da Sé, 111, Centro, tel. 3321-4400. De terça a domingo das 9h às 19h. Entrada franca. Até 23/07.

Imaginário

No drama “A Janela de Plínio”, o personagem nada mais é do que um jovem como muitos de nosso tempo: isolado em um mundo comunicativo, não possui necessidade de se relacionar com outras pessoas, apenas deseja manter a situação atual. Sua irmã, Marcela, para se tornar livre do compromisso de cuidar do irmão, o convence da necessidade de arranjar um casamento, se adequando assim à formatação social na qual o homem deve se casar com alguém que o sirva. A partir daí a realidade começa a ser alterada de modo que não sabemos mais quais personagens realmente existem e quais fazem parte do imaginário de Plínio. Com Alexandre Simão de Paula, Daniel Prata, Karina Scott, Lucas Figueiredo e Thais Maria.

Serviço: Teatro Studio Heleny Guariba, Praça Roosevelt, 184, Centro, tel. 3259-6940. Sábados às 23h. Ingresso: R$ 30. Até 24/06.