Conversa silenciosa

O espetáculo “Conversas com Meu Pai” estreia no proximo dia 2

Cena de “Conversas com Meu Pai”.

O ponto de partida da peça é uma caixa que guarda uma infinidade de bilhetes recolhidos por Janaina Leite e que trazem frases escritas por Alair, seu pai, que sofreu uma traqueostomia, perdeu a capacidade da fala e passou a se comunicar unicamente por escrito. A atriz, do Grupo XIX de teatro, em parceria com o dramaturgo Alexandre Dal Farra flagra nesses papéis, rascunhados o mote para a dramaturgia de uma comunicação silenciosa entre pai e filha. Alguns anos mais tarde, é a vez da filha descobrir que sofre de uma doença degenerativa e está ficando surda. Nesse novo contexto, em silêncio, pai e filha, “conversam”. Em cerca de sete anos de trabalho, mais de 500 páginas de escritos e 60 horas de vídeos e áudios compõem a memória de uma espécie de performance de longa duração que teve seu término em outubro de 2011, quando Alair veio a falecer.

Serviço: Oicina Cultural Oswald de Andrade, R. Três Rios, 363, Bom Retiro, tel. 3221-4704. Sextas às 20h e sábados às 18h. Entrada franca. Até 24/06.

REFLEXÃO

CONQUISTA ÍNTIMA: Todos os estados enfermiços da alma se assemelham, no fundo, aos estados enfermiços do corpo, solicitando remédio adequado que lhes patrocine a cura. E a impaciência que tantas vezes gera rixas inúteis é um deles, pedindo o específico da calma que a desterre do mundo íntimo. Como, porém, obter a serenidade, quando somos impulsivos por vocação ou por hábito? Justo lembrar que assim como nos acomodamos, obedientes, para ouvir o professor trazido a ensinar-nos, é forçoso igualmente assentar a emotividade, na carteira do raciocínio, a fim de educá-la, educando-nos; e, aplicando os princípios de fraternidade e de amor que abraçamos, convidaremos os nossos próprios sentidos à necessária renovação. Feito isso, perceberemos que todo instante de turvação ou desequilíbrio, é instrumento de teste para avaliação de nosso próprio aproveitamento. Aprenderemos, por fim, que, diante da crítica, estamos convocados à demonstração de benevolência; diante da censura, é preciso exercer a bondade; à frente do pessimismo, somos induzidos a cultivar a esperança; ante a condenação, somos indicados à bênção; e que, renteando com quaisquer aparências do mal, é imperioso pensar no bem, dispondo-nos a servi-lo. Entregando-nos com sinceridade a semelhantes exercícios de compreensão e tolerância, estaremos em aula profícua, para a aquisição de valores eternos no terreno do espírito. É assim que, em matéria de paciência, se a paciência nos foge, urge reconhecer que, perante as circunstâncias mais constrangedoras da vida, estamos, todos nós, no justo momento de conquistá-la. (De “Rumo Certo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel).

Separados

Candido Damm e Ana Velloso.


A peça “Vianinha Conta o Último Combate do Homem Comum” apresenta a essência do drama de Oduvaldo Vianna Filho, originalmente Nossa Vida em Família. A história gira em torno de um casal idoso obrigado, por questões financeiras, a viver separado. Cada um mora com um filho. Com Ana Velloso, Gillray Coutinho, Beth Lamas e outros.

Serviço: Auditório Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Parque Ibirapuera. Sábado (27) às 21h e domingo (28) às 19h. Ingresso: R$ 20.

Foto

Exposição internacional Tohoku, através do olhar dos fotógrafos japoneses apresenta 123 fotografias de Tohoku, a região noroeste do arquipélago japonês, que é dividida em seis províncias: Aomori, Iwate, Akita, Yamagata, Miyagi e Fukushima. Participam da mostra registros de fotógrafos como Teisuke Chiba, Ichiro Kojima,Hideo Haga, Masatoshi Naito e Masaru Tatsuki, entre outros.

Serviço: Centro Cultural São Paulo. R. Vergueiro, 1000. De terça a sexta-feira das 10h às 20h, e sábados, domingos e feriados das 10h às 18h. Entrada franca. Até 12/06.


Comemorando

Cena de “Pagliacci”.

O projeto LaMínima 20 anos conta com várias ações para a comemoração dessa data: a estreia do espetáculo “Pagliacci”, uma mostra de repertório com apresentações de montagens marcantes da carreira do grupo (À La Carte, Luna Parke, Reprise, A Noite dos Palhaços Mudos, Rádio Variété e Classificados) e uma exposição com fotos, objetos e figurinos. Pagliacci também faz circulação pelos bairros da cidade, nos CEUS.

Serviço: Centro Cultural Fiesp, (Ruth Cardoso), Av. Paulista, 1313, Cerqueira César, tel. 3146-7405. Quintas, sextas e sábados às 20h; domingos às 19h. Entrada franca. Até 02/07.

A herança

A peça O Nome Dela é Valdemar é uma comédia do dramaturgo brasileiro, Aziz Bajur. O espetáculo conta a história de Valdemar, que veio para São Paulo e virou Desirrê, uma vedete de sucesso. A confusão começa quando um primo do interior chega de surpresa trazendo uma herança, que só pode entregar nas mãos do primo. Para não ser descoberta, Desirré tenta enganar o caipira que acaba revelando segredos, deixando a personagem à mercê de sua maldosa empregada. Muitas confusões acontecem, e a chegada de sua tia Finoca, uma senhora carola e quase cega, só piora tudo, provocando as mais diversas insólitas e hilárias situações. Com Kaká de Lyma, Marcello Iazzetti, Danillo Branco e Márcio Marinello.

Serviço: Teatro Santo Agostinho, R. Apeninos, 118, Liberdade, tel. 3209-4858. Sábados às 19h (exceto 10/6). Ingresso: R$ 60.