J. B. Oliveira

 

A importância histórica da Grafotécnica e Documentoscopia

J. B. Oliveira

 

No exato momento em que este texto é lido, milhões de falsificações estão ocorrendo ao redor do mundo, causando danos, problemas, confusões e prejuízos para pessoas físicas e jurídicas. Cheques, recibos, escrituras, testamentos, certidões, certificados, carteiras de identidade, carteiras profissionais e funcionais, crachás, cartões de visita, cartões de crédito ou débito, plantas, mapas, livros, notícias, vídeos, filmes, quadros e uma infinidade de coisas sofrem adulteração, contrafação, falsificação a cada instante.

No Brasil do século passado, uma carta falsa teve desdobramentos impressionantes, importantes e imprevisíveis. Aproximavam-se as eleições de 1922, na plena vigência da chamada “política do café com leite”, em que paulistas e mineiros se alternavam no governo da república. O candidato da vez era o mineiro Artur Bernardes. Entretanto, políticos de outros estados, inconformados com a situação, lançaram candidato Nilo Peçanha, fluminense. Foi aí que, em outubro de 1921, o jornal Correio da Manhã publicou uma carta atribuída a Artur Bernardes, contendo injúrias contra Nilo Peçanha e os militares. Posteriormente reconhecida como falsa – hoje seria “fake news” – ela não impediu que Bernardes se elegesse e cumprisse integralmente o mandato (coisa que não tem acontecido nos dias atuais...). Contudo, o documento falsificado gerou sérias consequências. Seus desdobramentos levaram à Revolta do Forte de Copacabana (Os “18 do Forte”), em 1922 e, dois anos depois, à Revolução Paulista de 1924. Ainda nessa esteira, seguiu-se, no Rio Grande do Sul, de 1925 a 1927, o movimento denominado “Coluna Prestes”, que percorreu 11 estados do país e, por fim, deu origem à Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder!

No panorama mundial, causou sensação, em 1983, esta fantástica manchete estampada na capa do semanário alemão Stern: “Descobertos os diários de Hitler”! Os editores diziam ter adquirido diários inéditos do ditador nazista e prometiam que depois entregariam os mais de 60 volumes, escritas à mão, ao Arquivo Nacional da Alemanha Ocidental... Haviam pago milhões de marcos ao repórter Gerd Heidemann para adquirir as “preciosidades”. Os tais “diários” também foram comprados pelo noticioso britânico Sunday Times. Entretanto, PERITOS da Polícia Criminal da Alemanha constataram que tudo não passava de falsificação, levada a efeito por um traficante de relíquias nazistas de Stuttgart chamado Konrad Kujau.

Breves, embora, essas reminiscências demonstram quão importante e indispensável é a atividade do Perito Judicial em Grafotécnica e Documentoscopia, tanto na esfera judicial quanto na extrajudicial.

O que é mais interessante: para atuar nesse nobilitante campo profissional não há outra exigência além da VONTADE e da PREPARAÇÃO! Não há necessidade de se ter formação jurídica nem nível universitário, científico, técnico ou qualquer outra exigência. Basta querer aprender os procedimentos que permitem verificar onde foi que o falsário errou! E isso é mais simples do que possa parecer: considerando que “não existe crime perfeito” e que “todo criminoso deixa rastro”, um exame atento permite encontrar os vestígios presentes nos documentos submetidos à ótica experiente do Perito em Grafotécnica e Documentoscopia!

O Instituto JBOliveira de Educação e Capacitação Profissional vem, há anos, preparando e colocando no mercado de trabalho – especificamente a serviço do Poder Judiciário e da Sociedade – Peritos Judiciais em diversas áreas, como Perícia Veicular, Perícia Aeronáutica, Grafotécnica e Doumentoscopia e outras.

Completando a informação, o Instituto ministrará, no próximo sábado, dia 28, dois CURSOS EXPRESSOS de Perícia Judicial e Grafotécnica e Documentoscopia. Informações: www.institutojboliveira.com.br

 

*Dr. J. B. Oliveira, Consultor Empresarial e Educacional, é

Advogado, Professor e Jornalista. Pertence à Academia Cristã

de Letras e ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

www.jboliveira.com.br

Mais artigos...

  1. Sociedade Amigos da Cidade e o Zoneamento Urbano
  2. Influências americanas na língua italiana...
  3. Conteúdo e Forma
  4. “Toda a mulher sábia edifica a sua casa”
  5. Licitude, Moral, Ética... e algo mais!
  6. Silêncio...
  7. Verbos diferentes para seres diferentes...
  8. E “O homem do tempo”, heim?
  9. Ela o chamou pelo nome completo? Hum...!
  10. EDUCAÇÃO: OBJETIVOS E RECURSOS. E NOSSA REALIDADE
  11. O turismo descollorido
  12. Haviam ou havia?
  13. Entendeu? ... Ou quer que eu desenhe?
  14. “Aquele acentozinho enjoado chamado crase...”
  15. “O pior cego é o que não quer ver”
  16. “Fale agora ou cale-se para sempre...”
  17. “...muitas pessoas que sofrem de depressão sentem-se melhores...”
  18. É um momento 'onde' só a acusação tem vez e tem voz
  19. “Esse corretor mais atrapalha do que ajuda”!
  20. Línguas parecidas...I
  21. Os pronomes possessivos. E o comportamento dos filhos
  22. Comunicação visual: o que elas fazem. E eles não entendem...
  23. O JOVEM E A EDUCAÇÃO : UM BINÔMIO CRÍTICO
  24. Jerry Lewis, Ruy Castro e Amar e gostar...
  25. A prolixidade castigada...
  26. Pó... ou Vida?
  27. “20% das mais de 18 milhões de moedas...”
  28. Codificação e decodificação
  29. Grama: no jardim ou na balança?
  30. Uma arroba de história...
  31. Um sério RUÍDO na comunicação interpessoal...
  32. Alternativas. Na aviação e na Oratória...
  33. HÁ 39 ANOS...
  34. IMPROVISO!
  35. Recordar é viver...
  36. Variações do mesmo tema ...
  37. SAUDOSISMO... E CIVISMO!
  38. Afinal, é Este ou Esse?
  39. É PÁSCOA. ONDE ESTÃO O COELHINHO E OS OVOS?
  40. A EDUCAÇÃO E A ÉTICA
  41. Que palavra usar: Humanização ou Fragilização da lei?
  42. Comunicação e Relacionamento Humano
  43. Línguas parecidas
  44. Duas fases da PALAVRA no grupo de Cristo
  45. DUAS PERGUNTAS PERTINENTES. E PREOCUPANTES
  46. No princípio era o Verbo
  47. O PODER DA IMPRENSA LIVRE
  48. A EDUCAÇÃO E A IMPRENSA
  49. EM ORATÓRIA, É PRECISO ESTAR SEGURO!
  50. PLEONASMOS: ESCRACHADOS, DISSIMULADOS E SUTIS...
  51. Travas e entraves da comunicação
  52. A vírgula... ah! a vírgula!
  53. BENEFÍCIO, PREVIDÊNCIA E PROVIDÊNCIA...NA GRAMÁTICA
  54. DELITOS NOVOS versus LEIS ANTIGAS...
  55. Uma palavra para ser usada... com cuidado!
  56. Juizeco e Chefete...
  57. UM POUCO DO DESCALABRO EDUCACIONAL
  58. O xis da questão...
  59. Inibição! Como e porque surge!
  60. COMO ANDA SUA ORATÓRIA FAMILIAR?
  61. PREMEIO ESSE EXCECIONAL SECTOR, SEM DECECIONAR NEM INDEMNIZAR!
  62. OS DOZE TRABALHOS DE...HÍFEN!
  63. COMO É QUE É MESMO?
  64. A Polissemia e o trágico fim do guia de turismo!
  65. A QUADRA QUE ENQUADRA...
  66. PALAVRAS “DENOREX”: PARECEM ... MAS NÃO SÃO!
  67. Oratória Negocial
  68. Quando o PLURAL não é o plural do SINGULAR...!
  69. “AMANHÃ EU VÔ NUM VIM TRABALHÁ....”
  70. A velha questão do “VOCÊ”...
  71. PALAVRINHAS que dão vontade de dizer um PALAVRÃO!
  72. “AS PREPOSIÇÕES E AS CONJUNÇÕES NA GRAMÁTICA E TAMBÉM NA PRÁTICA”
  73. “AS EMPRESAS SE ADEQUAM ÀS NOVAS CONDIÇÕES”
  74. A IMPORTÂNCIA DO LAZER
  75. Agüentar tranqüilo nunca mais. Trema, trema!
  76. PLEONASMO NOS OLHOS
  77. “ESTOU CORRENDO ATRÁS DO PREJUĺZO…”
  78. UM MAGNO EQUÍVOCO
  79. SAVOIR FAIRE: COMO AS ÉPOCAS MUDAM AS PALAVRAS...
  80. BRIGADO POR QUÊ?
  81. “DIGITATORE TRADITORE”
  82. VOCÊS SABEM O QUE É DOCE DELEITE?
  83. NÓS E A PÁTRIA
  84. Afinal, qual é a posição correta das bandeiras?
  85. ANUNCIARAM O HINO NACIONAL! O QUE DEVO FAZER?
  86. EXÓRDIO... QUE REMÉDIO É ESSE?
  87. Por conta dos vícios de linguagem...!
  88. O ÓPTIMO ACTO DE ADOPTAR OBJECÇÕES
  89. No novo acordo, acentuação rima com recordação...