NÓS E A PÁTRIA

Em frase que se internacionalizou e imortalizou-se disse, certa feita, o Presidente John Fitzgerald Kennedy: “não devemos perguntar o que a Pátria pode fazer por nós, mas o que nós podemos fazer pela Pátria”.

Permito-me parafrasear o grande estadista norte-americano para dizer, neste instante: “Não devemos perguntar em que nós precisamos da Pátria, mas em que a Pátria precisa de nós”.

HÁ, NESTE MOMENTO, PÁTRIAS QUE PRECISAM DE GUERREIROS!

Não são poucos os países mergulhados na tragédia da guerra. Ali, a Pátria roga aos filhos que criou que deixem as enxadas, as penas, as máquinas de produção de alimentos e de bens de consumo, as bigornas e as forjas, as oficinas, as fábricas, os escritórios e também o Lar — descanso sagrado do trabalhador — e empunhem o fuzil, a metralhadora, o canhão, as armas da destruição e da morte, para defendê-la...

HÁ PÁTRIAS QUE PRECISAM DE MERCENÁRIOS!

Contratam-nos a mancheias, pagando seu infame salário com os recursos que deveriam ser destinados à compra de pão, para matar a fome — geralmente crônica e aguda — que vitima seus filhos mais débeis, suas crianças...

HÁ PÁTRIAS QUE PRECISAM DE FRATRICIDAS!

Carrascos tão desalmados que não hesitem em abater seus próprios irmãos de sangue, seus compatriotas, nascidos no mesmo solo, bafejados pela mesma brisa, abrigados pela mesma bandeira. Matam-se, entretanto, com fuzis, bombas, metralha e explosivos, como se fossem — uns para os outros — as mais hediondas bestas-feras...

HÁ PÁTRIAS QUE PRECISAM DE TERRORISTAS!

Seres desumanos, bestiais, que não vacilem em sacrificar crianças, mulheres e velhos indefesos na pira sem sentido e louca de seu ódio irracional, de sua fúria genocida...

HÁ PÁTRIAS, AINDA, QUE PRECISAM DE MÁRTIRES!

Criaturas que sejam sacrificadas no altar, nem sempre sublime, nem sempre puro, nem sempre patriótico da política de bastidores internacionais, visando conquistar, pelo engodo e pelo sensacionalismo, a simpatia das demais nações. Muitos são os filhos que tais pátrias assim ceifam no vigor da vida, no verdor dos melhores anos, na doce inocência da imaturidade — quais ovelhas para o matadouro — em nome de suas causas, muitas vezes, escusas.

A Pátria Brasileira, porém, esta “boa terra que jamais negou a quem trabalha o pão que mata a fome e o teto que agasalha” nada disto nos pede. O Brasil, “Pátria do Evangelho e Coração do Mundo”, não precisa que sejamos GUERREIROS, nem MERCENÁRIOS, nem FRATRICIDAS, nem TERRORISTAS, nem MÁRTIRES! Precisa, sim, que sejamos IDEALISTAS! Não requer que morramos por uma aspiração, mas que VIVAMOS por um ideal — o mais belo, o mais sublime, o mais glorioso — aquele que aprendemos a entoar na infância e seguimos cantando pela vida afora: “Paz no futuro e glória no passado”!

A Pátria Brasileira precisa de filhos que, Professores ou Operários; Médicos ou Serviçais; Engenheiros ou Lavradores; Intelectuais ou Braçais assumam a causa pura e insuperável de — com “ORDEM E PROGRESSO”, em suas áreas de atividade, qual imenso Exército do Labor, da Integração e do Desenvolvimento — efetivar a transformação do Brasil grande que recebemos de nossos pais no GRANDE BRASIL que entregaremos a nossos filhos!

J. B. Oliveira é Advogado, Jornalista e Cerimonialista. Autor

de vários livros, é membro da Academia Cristã de Letras.

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