Mais de 10 mil pessoas foram presas por contrabando no país em 5 anos

Diretora-geral da PRF, Maria Alice Nascimento; ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o diretor executivo da PF, Rogério Galloro, em entrevista sobre contrabando.

Balanço divulgado ontem (28) pelo Ministério da Justiça mostra que, entre 2010 e 2015, as ações contra o contrabando e descaminho (crime contra a ordem tributária) prenderam, em operações como a Sentinela e a Ágata, mais de 10,3 mil pessoas e 711 termos circunstanciados foram registrados

No mesmo período, foram apreendidos 10,38 milhões de pacotes de cigarro, 748 mil produtos farmacêuticos e medicamentos, 1.477 armas de fogo, ao menos 168 mil munições e 6,6 mil veículos foram recuperados.
Os dados mostram que o número de inquéritos instaurados para investigar a prática de contrabando e descaminho cresceu mais de quatro vezes entre 2010 e 2014, passando de 1.109 para 4.692, respectivamente. O levantamento mostra que entre 2011 e 2015 foram promovidas pela Polícia Federal 69 operações para coibir esses crimes, resultando na prisão de 597 pessoas.
Apesar do crescimento expressivo das ações de combate aos crimes na última década, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reconheceu que o Brasil precisa aperfeiçoar os instrumentos e as ações de segurança para impedir que produtos entrem de forma ilegal no país. “Temos intensificado as ações por meio do Plano de Fronteira. Mas temos absoluta clareza de que é necessário aperfeiçoar o que estamos fazendo. Se olharmos os números relativamente ao que tem sido feito vemos que os resultados são impactantes e impressionantes”, disse Cardozo.
O combate ao contrabando também conseguiu apreender mais de 442 mil produtos eletrônicos, entre máquinas fotográficas, celulares e similares. O ministro lembrou que o país tem 16 mil quilômetros de fronteiras terrestres e mais de 8 mil quilômetros de fronteira marítima. Acrescentou que para conseguir fiscalizar toda essa área é preciso ainda mais coordenação entre as forças de segurança e também estabelecer um diálogo maior com os países vizinhos.
Nos últimos meses, segundo Cardozo, além dos aparelhos que permitem fazer um “raio-X” de veículos, estão sendo comprados veículos aéreos não tripulados, conhecidos como vants, para ampliar a capacidade de fiscalização das forças de segurança que atuam nas fronteiras (ABr).

Número de fumantes no país caiu 30,7% em nove anos

numero temporario

Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) indicam que 10,8% dos brasileiros mantêm o hábito de fumar. O índice é maior entre os homens - 12,8% contra 9% entre as mulheres. Os números, divulgados pelo Ministério da Saúde, representam uma queda de 30,7% no total de fumantes no país nos últimos nove anos. Ainda de acordo com o estudo, o consumo de cigarros no Brasil é maior na faixa entre 45 anos e 54 anos de idade (13,2%) e menor entre jovens com idade entre 18 anos e 24 anos (7,8%).
Os homens fumam mais nas cidades de Porto Alegre (17,9%), Belo Horizonte (16,2%) e Cuiabá (15,6%) e as mulheres, em Porto Alegre (15,1%), São Paulo (13%) e Curitiba (15,6%). O tabagismo é menos frequente em Fortaleza (8,6%), Salvador (9%) e São Luís (9,3%) entre os homens e em São Luís (2,5%), Palmas (3%) e Teresina (3,1%) entre as mulheres. A pesquisa mostra também que 21,2% dos brasileiros se declaram ex-fumantes, sendo 25,6% dos homens e 17,5% das mulheres. Dados inéditos do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que o consumo de cigarro ilegal cresceu de 2,4% em 2008 para 3,7% em 2013.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, avaliou como expressiva a redução de 30% no número de fumantes nos últimos nove anos. “Há 20 anos, mais de um terço da população adulta no Brasil fazia uso do tabaco. Tivemos uma expressiva resposta do Brasil”, disse. “Não se trata de coibir a liberdade, mas de ter uma política pública”, completou. A pasta alerta que o tabagismo é responsável por 200 mil mortes todos os anos no Brasil - 25% delas por angina e infarto do miocárdio, 45% por infarto agudo do miocárdio (abaixo de 65 anos) e 85% das mortes por bronquite e enfisema pulmonar.
O hábito também responde por 90% dos casos de câncer de pulmão no país, sendo que, entre o restante, um terço é fumante passivo. Esse tipo de tumor é considerado o mais letal e umas das principais causas de morte no Brasil. A estimativa do governo é que 27.330 novos casos de câncer de pulmão sejam registrados no país este ano (ABr).

Putin diz que EUA querem tirar Blatter da presidência da Fifa

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, criticou ontem (28) as prisões de dirigentes e ex-dirigentes da Fifa. Para ele, trata-se de uma manobra dos Estados Unidos para tirar o suíço Joseph Blatter da presidência do organismo. “É uma clara tentativa de bloquear a reeleição de Blatter como presidente da Fifa e uma séria transgressão aos princípios de como funcionam as organizações internacionais”, disse o governante russo.
Putin acusou ainda os Estados Unidos de tentarem “impor sua jurisdição a outros países”. “Se algum deles violou alguma lei, não sei, mas os Estados Unidos não têm nada a ver com isso. Esses dirigentes não são cidadãos norte-americanos. E se algo aconteceu, não aconteceu em território dos Estados Unidos”. Na sua opinião, as eleições de hoje(29) devem ser mantidas e Blatter, que concorre ao quinto mandato, tem todas as possibilidades de ser reeleito.
“Também sabemos que lhe foram feitas pressões para proibir a realização do Mundial 2018 na Rússia”, acrescentou Vladimir Putin.
A Fifa suspendeu provisoriamente 11 pessoas de toda a atividade ligada ao futebol: os nove dirigentes ou ex-dirigentes indiciados e ainda Daryll Warner, filho de Jack Warner, e Chuck Blazer, ex-membro do Comitê Executivo e supostamente informante da Procuradoria norte-americana. As autoridades suíças abriram investigação sobre a escolha das sedes dos mundiais de 2018 e 2022, na Rússia e no Catar, respectivamente (Ag. Lusa).

Frio aumenta internações de crianças pequenas com bronquiolite

A bronquiolite, no início, pode ser confundida com um resfriado comum.

As temperaturas baixas do mês de maio anteciparam doenças respiratórias que são comuns durante o inverno. Atualmente, o Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP registra casos de bronquiolite em 50% dos seus pacientes internados. A bronquiolite, no início, pode ser confundida com um resfriado comum, pois apresenta sintomas como tosse, coriza e febre. No entanto, após três dias, a segunda fase da doença começa a se manifestar causando desconforto respiratório.
A doença, que afeta as pequenas vias respiratórias, é causada por um vírus que se aloja nos objetos e não no ar. Segundo o pediatra Roberto Tozze, as crianças pequenas estão mais suscetíveis, pois têm o hábito de levar brinquedos e demais objetos à boca. “Outro grupo de risco são os bebês prematuros, pelo fato de seu aparelho respiratório não estar totalmente desenvolvido”, explica.
Em 2014, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, 13,3 mil casos de bronquiolite foram registrados na rede pública em crianças de até quatro anos. Deste total, 10,7 mil pacientes eram em bebês com menos de um ano. E cerca de 40% dos casos foram concentrados nos meses de maio, junho e julho. Após o diagnóstico, os pais devem se preocupar com a hidratação e o repouso da criança. O tratamento é feito por meio de inalação e medicamentos receitados pelo pediatra. Tozze alerta que crianças menores precisam de atenção redobrada, caso o bebê não reaja aos remédios.
Como evitar a
bonquiolite:
higienize as mãos sempre que for cuidar da criança;
mantenha os ambientes ventilados, principalmente quando houver muitas pessoas nele;
os locais onde as crianças brincam ou dormem devem estar livres de poeira e mofo;
use o umidificador moderadamente, apenas entre 12h e 17h. Durante a noite a umidade do ar normalmente atinge níveis satisfatórios. O aparelho contribui para a proliferação de fungos (SES).

A compra de armas pela população

Na reunião de ontem (28) da comissão especial que discute proposta de mudanças no Estatuto do Desarmamento, todos se manifestaram favoráveis à revisão como forma a facilitar a compra de armas pela população civil. Entre palestrantes e deputados, não houve quem se colocasse contra o rearmamento da sociedade, apresentada como desprotegida contra a criminalidade – mais armada, através do contrabando, e mais agressiva, por não encontrar resistência –, o que explicaria o aumento de latrocínios, invasões a residências e fazendas, assaltos com armas brancas e crimes com explosivos.
Entre os expositores, o coronel Marco Antônio Santos, presidente da Confederação Brasiliense de Tiro, observou que, mesmo longe dos grandes centros, o brasileiro, espalhado num Brasil continental, “só tem Deus e ele próprio para defendê-lo, em geral com as mãos, no máximo facão, pois arma de fogo ele não consegue comprar”. E concluiu: “Quem desarma o cordeiro, privilegia o lobo”. O diretor de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército, general Luís Henrique de Andrade, fez um histórico da atuação de sua arma na área, apontando que 4,5 milhões de armas já foram apreendidas e destruídas pelo Exército (Ag.Câmara).

 
 
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