Ministério Público lança campanha para localizar desaparecidos em SP

 Ministerio teste

O Ministério Público de São Paulo lançou duas peças publicitárias sobre o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos

Os filmes serão veiculados em dez estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A campanha, focada especialmente na localização de crianças, prevê ainda com a fixação de cartazes em 92 estações de trem. A ação marca o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas. Entre 2011 e 2015, foram registrados, no estado de São Paulo, 1.701 desaparecimentos de crianças de até 12 anos.

Segundo a coordenadora do programa, a promotora Eliana Vendramini, o material vai ajudar na conscientização da população sobre o tema. "A ideia é fazer com que as pessoas entendam que isso existe, porque muita gente acredita que isso é uma lenda urbana, e participem da forma que puderem na busca por essas crianças", disse ela, ao destacar a importância das denúncias anônimas para a solução dos casos.

O programa foi idealizado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e implantado pelo MP-SP em novembro de 2013. Na ocasião, o órgão paulista criou um canal para divulgação desses casos. Atualmente, o MP recebe denúncias e informações até pelo Facebook. De acordo com Eliana, desde a implantação, o programa já conseguiu diversos avanços no aperfeiçoamento da busca por desaparecidos. Uma das principais conquistas foi a resolução da Polícia Civil de abrir inquérito sempre que houver notificação do desaparecimento de uma criança ou pessoa com deficiência mental. Normalmente, a investigação só é aberta quando há indício de prática de crime.

A pedido do MP, a Polícia Civil também descentralizou os inquéritos sobre desaparecidos, que antes eram feitos somente pela Delegacia Especializada na capital. "Não tem cabimento investigar desaparecimentos do estado inteiro através de São Paulo", enfatizou a promotora. Atualmente, está sendo montado um banco de dados para centralizar as informações de todos os órgãos que possam ajudar na localização dessas pessoas. " A gente acredita que, só quando todos os órgãos dialogarem dentro de um banco único, que cadastre o desaparecido, vamos achar com mais facilidade", destacou Eliana. O sistema pretende juntar as informações da polícia, do SUS, do IML, do Sistema de Verificação de Óbitos e do Ministério Público (ABr).

 

Caíram os gastos de brasileiros no exterior

 

Os gastos dos brasileiros em viagens internacionais caíram 16% nos quatro primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2014. De janeiro a abril do ano passado, essas despesas somaram US$ 8,187 bilhões. No mesmo período de 2015, ficaram em US$ 6,876 bilhões. Levando-se em conta somente o mês de abril, também houve queda. As despesas de brasileiros no exterior ficaram em US$ 1,644 bilhões no mês passado e em US$ 2,34 bilhões em abril de 2014, o que significa recuo de 29,7%.

As informações foram divulgadas ontem (26) pelo Banco Central (BC). O recuo dos gastos de brasileiros no exterior deve-se ao dólar mais alto, que encarece as passagens e as diárias de hotéis calculadas em moeda estrangeira. Analistas do mercado financeiro projetam que o dólar encerrará este ano cotado a R$ 3,20. Com relação aos gastos de estrangeiros no Brasil, eles deixaram US$ 444 milhões no país em abril de 2015 e US$ US$ 2,081 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano. Houve queda de 18,38% em relação aos US$ 544 milhões de abril do ano passado, e de 8,2% em relação aos US$ 2,267 bilhões registrados para o primeiro quadrimestre de 2014 (ABr).

Balanço do Ministério da Saúde mostra redução nos casos de dengue

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Boletim da dengue, divulgado pelo Ministério da Saúde, mostra que o pico de transmissão da doença já passou. De março para abril houve uma redução de 27% dos casos de dengue no Brasil. No mês de março foram registrados 337,7 mil casos, período considerado como o pico da transmissão. Já em abril a doença recuou para 246,6 mil notificações. A tendência é continuar a redução da transmissão com a chegada do inverno, mas as medidas de prevenção devem ser mantidas durante todo o ano.

Ao todo, 13 estados apresentaram redução dos casos na comparação da transmissão de março para abril. As maiores reduções foram nos estados do Amapá (79,3%), que teve 682 casos em março e caiu para 141, em abril; São Paulo - que reduziu a transmissão em 51,3%, de 192,2 mil casos, em março - para 93,7 mil, em abril; e Maranhão (47,2%), com queda de 2,2 mil para 1,2 mil.

Neste ano, foram registrados 845,9 mil casos de dengue até dia 9 de maio. A região Centro-Oeste apresentou a maior incidência de casos, com 653,1/100 mil habitantes (99.403 casos); seguida pelas regiões Sudeste, com 648,1/100 mil habitantes (551.657 casos); Nordeste, com 221,4/100 mil habitantes (124.376 casos); Sul, com 163,9/100 mil habitantes (47.554 casos); e Norte, com 133,3/100 mil habitantes (23.007 casos). O Ministério da Saúde também foi notificado de 290 óbitos e 505 casos graves no mesmo período de 2015.

Na comparação com 2014, o número de casos de dengue representa um aumento de 155,5% e uma redução de 30% na comparação com 2013 no mesmo período. Em 2013 foram registrados 1,2 milhão de casos da doença, neste mesmo período. Com relação aos óbitos, o número deste ano representa um aumento de 25% na comparação com 2014 e uma redução de 33,3% na comparação com 2013. Naquele ano, foram registradas 435 mortes, neste mesmo período (Agência Saúde).

 

A situação financeira dos micros e pequenos industriais

A 26ª rodada do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, Simpi/Datafolha, mostra que houve recuo de 13% e 14%, respectivamente, na taxa de dirigentes que declararam que a situação financeira e a sua vida de modo geral melhoraram, valores que mostram o período de grande desafio que o micro e pequeno industrial enfrenta atualmente.

Em fevereiro do ano passado 68% dos entrevistados diziam que sua situação financeira havia melhorado, porém, com os efeitos da crise sob seu negócio, em abril deste ano o índice caiu para 55%. Por outro lado, havia os que diziam que as finanças teriam piorado; em 2014, foram 14% os que fizeram a afirmação, hoje este número subiu para 29%.

A insatisfação se estende à qualidade de vida dos empresários, uma vez que, para sobreviver a este período difícil, a jornada de trabalho dos dirigentes aumentou consideravelmente, afetando sua estabilidade física, mental e psicológica. Em abril, 55% viram melhora na qualidade de vida, ante 69% em fevereiro do ano passado. Entre os que sentiram alguma deterioração houve aumento de 8%, sendo 13% em 2014, para 21% no mês passado.

Para o presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria, Joseph Couri, "os proprietários de MPI’s estão passando por uma onda de desafios jamais vista no país. Isso se deve, essencialmente, ao aumento de custos como impostos, combustível, energia elétrica e etc, que não podem ser repassados. Mas ainda assim, devem buscar a sobrevivência acima de tudo".

Os Jogos Olímpicos vão mudar o Rio de Janeiro, segundo Paes

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, declarou que o Brasil ainda não entendeu o que é sediar os Jogos Olímpicos. "Mais do que um evento esportivo, a Olimpíada é um evento geopolítico, um momento para mostrar a capacidade do Brasil", afirmou durante seminário sobre "Os Jogos Olímpicos e o Legado para o Brasil", promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais.

Paes vê nos Jogos Olímpicos uma ótima oportunidade de transformar a cidade, de ter um legado intangível. "Já perdemos a chance de transformação na Copa do Mundo. Será que vamos perder agora também?", indaga. "O Rio sediará o evento por conta dos seus problemas. E nós vamos usar a Olimpíada para mudar o Rio". A cidade de Barcelona foi seu modelo para os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. De acordo com o prefeito, "vamos ter muito mais legado que em Barcelona" por causa de suas particularidades, e o legado para a cidade já pode ser sentido nas obras que estão sendo feitas.

Ainda segundo Paes, Pasqual Maragall, ex-prefeito de Barcelona, contou que "há dois tipos de Jogos Olímpicos, os que usam a cidade e aqueles que a cidade usa os Jogos", referindo-se ao fato de que ele pretende que o Rio se transforme em um local melhor com o evento. Muitas intervenções estão sendo feitas na cidade, segundo o prefeito. O transporte de alta capacidade chegará a 63% da população; avanços nas obras do metrô, do BRT (corredores expressos de ônibus) e do VLT (veículo leve sobre trilhos) são exemplos de melhorias que vão deixar uma marca de progresso na cidade após os Jogos Olímpicos.

"Buscamos trazer recursos privados para a Olimpíada, que vai custar R$ 38,2 bilhões, só que 57% desse valor advém de recursos privados e 43% de recursos públicos. Como legado, R$ 24,6 bilhões ficarão para a cidade. Para se ter uma ideia, na construção dos estádios, dos R$ 6,6 bilhões, R$ 4,2 bi - ou seja 64% - são de recursos privados. Não temos que nos envergonhar das PPPs. Este é um exemplo de Brasil que produz", afirmou.