Empréstimo para negativados foi alternativa para 16% dos inadimplentes limparem o nome

Em muitos casos, é aúltima saída para honrar compromissos em atraso.Tipo de crédito que tem se popularizado por meio de propagandas, o empréstimo para negativados é uma alternativa que muitos consumidores inadimplentes recorrem como última saída para honrar compromissos em atraso

Um levantamento feito em todas as capitais realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 16% dos consumidores que estão ou estiveram com o CPF restrito nos últimos 12 meses admitem ter procurado instituições financeiras que prestam esse tipo de serviço. O percentual sobe para 21% entre os consumidores inadimplentes das classes A e B.
Indagados sobre o porquê de terem contratado esse tipo de empréstimo, que de modo geral, não realiza consultas em serviços de proteção ao crédito, três em cada dez (29%) ouvidos disseram que era a única maneira que eles encontraram para quitar as dívidas. Outros 27% justificaram a rapidez do processo de limpar o nome, ao passo que 25% não conseguiram obter crédito em bancos convencionais.
“De olho nesse mercado de milhões de inadimplentes, muitos bancos e financeiras se especializaram em conceder crédito para quem está negativado. Como é um tipo de empréstimo concedido de forma ágil e que exige o mínimo de burocracia, os juros cobrados nessa modalidade costumam ser elevados, o que requer cuidado do consumidor, que na urgência de contrair uma dívida para quitar outra, pode se atrapalhar ainda mais e ver sua dívida se tornar praticamente impagável”, alerta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
A propaganda na televisão, jornais e revistas foi a forma mais comum pela qual os entrevistados tomaram conhecimento desse tipo de serviço, opção mencionada por dois em cada dez (21%) consumidores que recorreram ao empréstimo para negativados. A internet serviu de fonte para outros 21% das pessoas ouvidas, seguida da indicação de amigos e parentes (17%) e panfletagem na rua (16%).
“Embora existam muitos bancos e financeiras que operam regularmente e que possuem credibilidade, o consumidor deve ficar atento na hora de contratar esse tipo de serviço. Em parte dos casos, instituições falsas ou não autorizadas oferecem facilidades fora da realidade de mercado e exigem depósito prévio para liberarem o dinheiro, principalmente em contas de pessoas físicas”, alerta a economista Marcela Kawauti.

‘Fake news’ podem levar a ‘ditadura’, diz papa Francisco

Papa Francisco denuncia a utilização de “comunicações caluniosas”.

O papa Francisco denunciou a utilização de “comunicações caluniosas” para destituir instituições e pessoas e advertiu que é dessa maneira que se chega à “ditadura”. O alerta foi dado durante a homilia em uma missa na Casa de Santa Marta, residência oficial do Pontífice no Vaticano.
“Começa com uma mentira e, depois de ter destruído uma pessoa ou uma situação com essa calúnia, se julga e se condena. Ainda hoje, em muitos países, se usa esse método: destruir a livre comunicação”, disse Francisco. Para exemplificar, o Pontífice narrou a história de Nabot, de quem o rei Acab tirou a coroa através de mentiras.
Segundo o Papa, esse é o modo como muitas pessoas destituem “tantos chefes de Estado e de governo”. Contudo, ele não citou ninguém ou um governo em específico. “Por exemplo, há uma lei de mídia, de comunicação. Se essa lei é anulada, e todo o aparelho de comunicação é dado a uma empresa, a uma sociedade que mente, se enfraquece a vida democrática”, disse Jorge Bergoglio.
“Depois, chegam os juízes para julgar essas instituições debilitadas, essas pessoas destruídas, condenam, e assim acontece uma ditadura”, acrescentou Bergoglio. “São assim que as ditaduras começam, adulterando a comunicação, para colocá-la nas mãos de uma pessoa sem escrúpulos, de um governo sem escrúpulos”, concluiu. O Papa ainda lembrou de episódios históricos baseados na calúnia e como ela influenciou negativamente.
“Pensemos, por exemplo, nas ditaduras do século passado. Pensemos nas perseguições aos judeus. Uma comunicação caluniosa contra os judeus e eles terminaram em Auschwitz”, recordou. O Pontífice também condenou os “escândalos” midiáticos. “E comunicar escândalos é algo de uma sedução enorme. Seduzimos com escândalos. As boas notícias não são sedutoras. Mas um escândalo é algo como ‘Você viu isso? Viu aquilo?’, e não podemos continuar assim” (ANSA).

Estreia do Brasil na imprensa internacional

Os dois lances polêmicos que determinaram o empate do Brasil por 1 a 1 contra a Suíça, pelo grupo E da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, gerou debates e muita repercussão na imprensa internacional. Na Espanha, o conflito por conta do polêmico gol do meio-campista Steven Zuber, que empurrou o zagueiro Miranda, e o pênalti não marcado em cima de Gabriel Jesus, estampou as capas dos jornais espanhóis.
O “Marca” trouxe a manchete “O gol de Zuber deveria ser anulado por deslocar Miranda com suas mãos”. Já o “Diario Sport” deu destaque para a penalidade não marcada em Gabriel Jesus, que foi segurado dentro da área e o juiz não pediu o auxílio do árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês). “Indignação no Brasil por um possível pênalti sobre Gabriel Jesus. Havia contato”, escreveu o periódico catalão. O jornal argentino “Olé” trouxe como manchete: “Reclamou todo o Brasil!”, e discutiu sobre o controverso gol de cabeça da seleção da Suíça.
“Árbitro mexicano validou o gol e negou até pedido de Neymar, que solicitava o VAR”, escreveu o periódico.
O diário português “Record” escolheu a manchete “Suíça empata num lance em que brasileiros pediram falta”, discutindo sobre os dois lances polêmicos não marcados pelo juiz mexicano Cesar Arturo. O britânico “The Guardian” também destacou o gol suíço, alegando que Zuber empurrou Miranda para balançar as redes do goleiro Alisson. Buscando sua primeira vitória no Mundial, o Brasil volta a campo nesta próxima sexta-feira (22) para enfrentar a Costa Rica, em São Petersburgo (ANSA)

Quase 16% dos idosos já sofreram abusos

ONU calcula que mundo terá 2 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais em 2050.

Uma entre seis pessoas com 60 anos ou mais foi vítima de algum tipo de abuso no último ano, mas a ONU acredita que o número real possa ser bem maior, já que apenas 1 entre 24 casos é reportado. A população global de pessoas a partir de 60 anos deverá dobrar até 2050, chegando a 2 bilhões de pessoas. Em 2015, haviam 900 milhões de idosos. Com isso, os abusos físicos e verbais também deverão aumentar.
Apesar do tema estar ganhando visibilidade no mundo, as Nações Unidas lembram que esse tipo de violência ainda é pouco mencionado nas pesquisas e não é prioridade dos planos nacionais de ação. O abuso de idosos pode causar ferimentos físicos graves, além de consequências psicológicas. A especialista independente da ONU sobre direitos humanos das pessoas mais velhas, Rosa Kornfeld-Matte, alerta também para uma outra situação: o abuso financeiro.
Segundo ela, muitos idosos sofrem nas mãos dos próprios parentes ou cuidadores. Rosa destaca que na maioria dos casos, os abusadores são pessoas da família, o que torna difícil diferenciar uma transação financeira legítima de uma exploração com o dinheiro do idoso. A especialista pede mais vigilância e apoio às vítimas, para que os casos sejam reportados (Onu News).

Escrituras de compra e venda de imóveis pela internet

Realizar uma compra e venda de imóveis em Cartório de Notas ficou muito mais simples e eletrônica a partir deste mês de junho. Isso porque entrou no ar o portal Escritura Simples, que permite ao cidadão realizar sua escritura pública pelo computador ou telefone, preenchendo os dados básicos do imóvel, dos compradores e dos vendedores.
A iniciativa é uma ação do Colégio Notarial do Brasil (CNB), entidade representativa de todos os Tabelionatos de Notas brasileiros. A tecnologia é baseada em ambiente web, rodando em plataforma Microsoft, possibilitando a redução de etapas, tempo e custo na contratação imobiliária. Somente em 2017 foram realizadas mais de 1,5 milhões de escrituras de compra e venda de imóveis em Tabelionatos de Notas dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
O Escritura Simples é executado totalmente via internet. Após o preenchimento dos dados, o usuário recebe um número de identificação da solicitação para acompanhar todo o procedimento pela interface do portal. Posteriormente, o tabelião entra em contato para as orientações necessárias e sequência dos procedimentos até a lavratura da escritura, que será impressa. Somente neste momento, o usuário deve ir ao tabelionato, ou solicitar que este vá ao seu encontro, para as assinaturas. Todas as certidões e emissões de guias de pagamento serão providenciadas pelo tabelião, facilitando todo o procedimento para o usuário.
“O Escritura Simples permitirá ao cidadão realizar todo o processo de compra e venda de imóveis de forma eletrônica, reduzindo etapas, deslocamentos, tempo e dinheiro, tornando assim a aquisição de imóveis um procedimento mais simples, mas com a mesma segurança jurídica que permanece sendo proporcionada pelos Tabelionatos de Notas brasileiros”, diz Paulo Roberto Gaiger Ferreira, presidente do CNB.
Com a expansão para as demais cidades brasileiras, o próximo passo do projeto é consolidar o uso da plataforma pelo mercado imobiliário efetuando melhorias contínuas do sistema para a melhor experiência dos cidadãos e do setor da construção civil. O objetivo é integrar, até o final do ano, os 8,5 mil tabelionatos de notas presentes em 4.869 cidades do Brasil.

Fonte: Colégio Notarial do Brasil (www.notariado.org.br).

 
 

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