Desemprego na Grande São Paulo subiu para 17,9% em fevereiro

O contingente de desempregados foi estimado em 1,9 milhão de pessoas, 99 mil a mais do que em janeiro.

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo passou de 17,1% em janeiro para 17,9% em fevereiro, a maior registrada para o mês desde 2005

Os dados foram divulgados pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em fevereiro de 2016, o desemprego era de 14,7%.
O contingente de desempregados foi estimado em 1,9 milhão de pessoas, 99 mil a mais do que em janeiro. Houve redução do nível de ocupação, com eliminação de 39 mil postos de trabalho, o equivalente a 0,4% de queda. A População Economicamente Ativa (PEA) registrou alta de 0,5%, com 60 mil pessoas passando a fazer parte da força de trabalho.
O desemprego aberto, ou seja, pessoas que buscaram trabalho nos últimos 30 dias e não trabalharam nos últimos sete dias, variou de 14,1% para 14,8%. A taxa de desemprego oculto, que se refere a pessoas que fizeram trabalhos eventuais, não remunerados em negócios de parentes e tentaram mudar de emprego nos últimos 30 dias ou que não buscaram emprego em 30 dias, variou de 3% para 3,1%.
Na comparação entre setores, a indústria de transformação eliminou 42 mil postos de trabalho em fevereiro, queda de 3,2% em relação a janeiro. Nos serviços, houve retração de 0,6%, ou 32 mil postos de trabalho. No mesmo período, o comércio e o setor de reparação de veículos automotores e motocicletas apresentaram alta de 2,2%, com 38 mil postos de trabalho cada. Na construção, foi registrado aumento de 1,2%, com 7 mil postos de trabalho.
O rendimento médio real no mês de janeiro (quando foi feita a última aferição do indicador) caiu 3,7% entre os ocupados e 3,9% entre os assalariados. Os salários médios foram de R$ 1.974 para os ocupados e R$ 2.032 para os assalariados da Grande São Paulo (ABr).

Brexit é um “ponto sem volta”, afirma primeira-ministra britânica

Manifestante fantasiada de primeira-ministra britânica, Theresa May, protesta contra a saída do Reino Unido da UE, o Brexit.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse ontem (29) no parlamento que o Brexit é um “ponto sem volta”, após confirmar que o Reino Unido ativou o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que inicia as negociações para a retirada do país da União Europeia (UE). Na Câmara dos Comuns, May afirmou que esse é um momento “histórico” e que o governo respondeu à “vontade democrática” expressa pelo povo britânico no referendo de 23 de junho.
“Agora que a decisão de deixar a UE foi tomada, é o momento de nos unirmos”, afirmou May, insistindo que negociará como um “único Reino Unido”, mas levando em conta “os interesses de todas as regiões (Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte)”, em clara referência aos objetivos independentistas do governo autônomo escocês de Nicola Sturgeon. “Vamos tomar nossas próprias decisões e nossas leis, vamos assumir o controle das coisas que nos importam mais e vamos aproveitar esta oportunidade para construir um Reino Unido mais forte, mais justo, um país onde nossos filhos e netos sintam orgulho de chamar casa”, explicou May em seu discurso parlamentar.
Vários ativistas se postaram diante do parlamento britânico com uma marionente com o rosto de Theresa May para protestar contra o Brexit. Os manifestantes, membros do movimento cívico global Avaaz, protagonizaram uma performance na qual a marionete da primeira-ministra segurava uma coleira presa a vários cidadãos que atuaram como cachorros com as bocas amordaçadas. O diretor de campanhas do Avaaz, Alex Wilks, declarou que o protesto é um “símbolo do estado de ânimo de todo o país” e que rejeitam um “Brexit duro”, referindo-se à saída da UE sem acesso ao mercado único europeu (Agência EFE).

PF destrói 362 mil pés de maconha em Pernambuco

A Polícia Federal (PF) em Pernambuco divulgou ontem (29) o balanço da Operação Baraúna, realizada entre os dias 15 e 22 deste mês, que destruiu 362 mil pés de maconha e 159 mil mudas da planta em 97 áreas. Os plantios ilegais foram encontrados em ilhas do Rio São Francisco localizadas nos municípios de Orocó, Cabrobó e Belém do São Francisco. Uma tática descoberta é a mistura de pés de mandioca e maconha no mesmo local, para ocultar a planta proibida dos helicópteros que fiscalizam a região.
A PF diz ainda que foi aguardado o período de colheita para ação dos policiais. Caso os 362 mil pés fossem colhidos, seria possível fazer 120 toneladas de maconha. Foram empregados 40 policiais na operação, entre federais, civis e militares. Três aeronaves - duas da PF e uma da Polícia Civil do DF – foram usadas, além botes infláveis do Corpo de Bombeiros. A polícia também apreendeu 2,1 toneladas da substância pronta para consumo. Ninguém foi preso.
Segundo levantamento da Polícia Federal, a erradicação de pés de maconha este ano já superou a do ano passado em Pernambuco. Foram 410 mil plantas desde janeiro até agora, contra 359 mil de todo o ano de 2016. A maconha pronta para venda já chegou ao mesmo patamar: em 2017, foram apreendidas 2.110 kg e, em todo o ano de 2016, 2.188 kg (ABr).

Participante do furto ao Banco Central em Fortaleza volta a ser preso

Galian estava escondido em um sítio em Borrazópolis.

Policiais militares do Paraná prenderam ontem (29), em Borrazópolis, no Vale do Ivaí, um dos assaltantes que participaram do furto ao Banco Central em Fortaleza, em agosto de 2005. O crime é considerado um dos mais ousados já registrados no país e apenas parte dos mais de R$ 164 milhões levado dos cofres do banco foram recuperados. Segundo a Secretaria de Segurança do Paraná, Jean Ricardo Galian, conhecido como “Gordo”, foi detido nas primeiras horas da manhã, em uma ação coordenada que mobilizou 15 policiais do 10º Batalhão e da 6ª Companhia Independente da PM.
Com cinco mandados de prisão em aberto expedidos pela Comarca de Araçatuba, Galian foi localizado no sítio de parentes, na zona rural de Borrazópolis. “Foi montada a ação deflagrada por volta das 6 horas da manhã de ontem (29)”, explicou o comandante do 2º Comando Regional da PM, coronel Marcos Antônio Wosny Borba, contando que o detento voltou a apresentar documentos falsos para evitar a prisão.
Galian foi detido em flagrante, em setembro de 2006, enquanto participava da escavação de um túnel que daria acesso aos cofres de agências da Caixa e do Banrisul. Após confessar ter ajudado a escavar o túnel de cerca de 75 metros de comprimento por meio do qual a quadrilha chegou ao cofre do BC, em Fortaleza, “Gordo” foi condenado, em dezembro de 2007, a 40 anos e seis meses de reclusão pelos crimes de furto, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Pouco tempo depois, a Justiça reduziu sua pena a oito anos e seis meses de prisão.
Durante seu julgamento, Galian afirmou à Justiça que pagou mais de R$ 2,4 milhões a policiais que o haviam detido e liberado após o pagamento de propina em pelo menos três ocasiões. Advogados de outros acusados chegaram a afirmar que, a exemplo de Galian, seus clientes também tinham sido soltos após pagar propina a policiais de São Paulo e do Ceará que já os tinham detido antes deles serem definitivamente presos e julgados (ABr).

Kassab confirma lançamento de satélite brasileiro

O ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, confirmou aos senadores ontem (29) que o primeiro satélite geoestacionário brasileiro será lançado até o fim da primeira quinzena de abril, o que permitirá em breve a cobertura de banda larga em 100% do território nacional. Ele participou de audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA).
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) é o primeiro equipamento geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Com vida útil de 18 anos, custou R$ 2,7 bilhões e ficará a 36 mil km da terra. Além de cobrir todo o país com banda de alta capacidade, vai permitir o uso militar na proteção do mar territorial, da Amazônia e de toda a faixa de fronteira com os dez países sul-americanos vizinhos do Brasil.
“A banda larga vai alcançar qualquer distrito ou cidade do país, levando inclusão social e digital aos brasileiros. Além disso, o Ministério da Defesa terá banda larga para monitorar nossas fronteiras, além de haver disponibilidade para oferecer melhorias da qualidade dos serviços nos setores de educação e saúde”, afirmou Kassab.
Kassab reconheceu que o modelo de telecomunicações brasileiro está deficiente, principalmente porque a privatização iniciada ainda no governo FHC previa o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para suprir lacunas que as operadoras não são obrigadas a cumprir. Todavia, o Fundo tem sofrido com contingenciamentos orçamentários, como observou (Ag.Senado).

 
 
 
Mais Lidas