Sinal analógico de TV em São Paulo será desligado amanhã

Apesar do percentual, um grande volume de pessoas ainda tem TV de tubo.

O sinal de TV analógico será desligado em São Paulo e em 38 municípios da região metropolitana amanhã (29)

Balanço parcial da Seja Digital, entidade responsável pela condução do processo de digitalização do sinal de TV, mostra que cerca de 1 milhão de kits com conversor e antena, dos 1,8 milhão disponíveis, foram entregues a pessoas inscritas nos programas sociais do governo federal. A entidade espera que o nível de digitalização chegue a pelo menos 93% para que o sinal seja de fato desligado.
Cecília Zanotti, gerente regional da Seja Digital, destacou que a digitalização de São Paulo é alta, com 86% dos domicílios adaptados ao novo sinal. Apesar do percentual, um grande volume de pessoas ainda tem TV de tubo. É o caso de Eldenias Xavier, 68 anos, que foi buscar, na última quarta-feira (22), o kit nos Correios. Ela disse ainda que, se tivesse que comprar, o custo seria alto para a família. “Perto de casa, eu vi de R$ 200. Vi gente reclamando que não vai receber. Acho que, se mudaram, deviam dar para todo mundo”, sugeriu.
A primeira cidade que teve o sinal analógico desligado foi Rio Verde, em Goiás, como um piloto da operação. Em seguida, vieram Brasília e cidades do entorno. “Em Rio Verde, 30 dias depois do desligamento, uma pesquisa mostrou que 98% dos domicílios estavam digitalizados. Com o aprendizado, fizemos uma capital, foram 4 milhões de pessoas afetadas. Sessenta dias depois, chegamos a 98,4% dos domicílios digitalizados. Foi acumulada muita experiência”, afirmou Cecília.
As próximas cidades a terem o sinal desligado ficam no entorno de Goiânia. A previsão é o dia 31 de maio. Em julho, será a vez da região metropolitana de quatro capitais: Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte e Recife. Também para a data de 26 de julho estão previstas as cidades cearenses de Sobral e Juazeiro do Norte. Em setembro, o sinal deve ser desligado em cidades do interior paulista: Campinas, Franca, Ribeirão Preto, Santos e municípios da região do Vale do Paraíba. Em outubro, serão o Rio de Janeiro e Vitória.
Para saber se tem direito ao kit gratuito, o beneficiário de programas sociais deve acessar o site (http://www.sejadigital.com.br/site/home?1490623319) da Seja Digital, e informar o Número de Identificação Social (NIS) ou CPF para fazer uma busca no sistema. A informação também pode ser obtida pelo telefone 147. A distribuição do kit na região metropolitana de São Paulo continuará mesmo depois do sinal desligado por pelo menos 45 dias (ABr).

Brasil precisa agir rápido, diz UE sobre exportação de carne

Comissário de Saúde e Segurança Alimentar da UE, Vytenis Andriukaitis.

A credibilidade da carne brasileira por parte da União Europeia depende apenas do Brasil, que precisa garantir o controle sobre a produção do setor agropecuário, declarou ontem (27) o comissário de Saúde e Segurança Alimentar da UE, Vytenis Andriukaitis, em visita à Fiocruz, em Manguinhos, zona norte da capital fluminense. “O Brasil precisa agir o quanto antes, tomar medidas rapidamente, com boa cooperação e entendimento mútuo”.
A visita de Andriukaitis ao Brasil estava marcada desde antes da Operação Carne Fraca e, segundo ele, será uma oportunidade para discutir estratégias de cooperação para solucionar o problema da queda das exportações das carnes brasilerias. A UE suspendeu a importação de frigoríficos investigados.
O representante do bloco europeu se reúne hoje (28) com vários ministros em Brasília, dentre eles o da Agricultura, Blairo Maggi. Um dos temas da pauta serão as medidas que estão sendo tomadas para melhorar os instrumentos oficiais de controle sanitário, de qualidade, transparência e fiscalização do setor.
“Sem isso, não há chance de manter um comércio comum”, disse ele ao ressaltar a importância da parceria com bloco: “O Brasil é um parceiro comercial muito importante, precisamos ver como continuar com essa boa parceria. A única forma é garantindo 100% de segurança alimentar, pois é um problema de saúde pública”. O comissário conversou com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, sobre doenças transmitidas por insetos (Zika, Dengue, Chikungunya, Malária e outros), desenvolvimento de tratamentos e vacinas, resistência antimicrobiana, pesquisa sobre novos antibióticos contra hanseníase, entre outros temas (ABr).

Produtores italianos cobram veto total a carnes brasileiras

A Confederação Nacional dos Cultivadores Diretos da Itália (Coldiretti) cobrou ontem (27) a União Europeia para proibir a importação de carne brasileira por conta das denúncias feitas pela Operação Carne Fraca. Segundo a entidade, que chamou o caso de “maior escândalo mundial” do setor, os produtos brasileiros representam um “risco para os cidadãos europeus”. “É preciso esclarecer isso imediatamente para não colocar em risco a saúde dos consumidores”, disse a Coldiretti.
A confederação também recomendou que as pessoas verifiquem a origem na etiqueta das carnes nos mercados e peçam garantias sobre a natureza “made in Italy” dos produtos em restaurantes. Segundo a PF, alguns dos maiores frigoríficos do país, como JBS e BRF, pagaram propinas para permitir a comercialização de carnes vencidas ou irregulares. “É necessário que da União Europeia chegue um bloqueio das importações de carne do Brasil, como já fizeram China e Coreia do Sul, enquanto o maior escândalo mundial da carne não é esclarecido”, afirmou a associação. Em 2016, a Itália importou mais de 30 milhões de quilos de carne brasileira.
O comissário europeu para Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, chegou ao Rio de Janeiro para discutir a crise e garantiu que quer ajudar o país a “recuperar a própria credibilidade”. No momento, a UE suspendeu apenas a compra das carnes dos frigoríficos envolvidos no escândalo, assim como a China, que até chegou a fechar seu mercado ao Brasil, mas agora proíbe apenas produtos das empresas citadas na Operação Carne Fraca. Já a Coreia do Sul não impõe mais restrições, após ter vetado temporariamente a importação de carne de frango (ANSA/COM ANSA).

Investimentos no Tesouro Direto atingem recorde

No mês, foram realizadas 184.091 operações de investimento no programa.

O estoque no Tesouro Direto chegou a R$ 42,9 bilhões em fevereiro, o maior valor já registrado, com um crescimento de 3% em relação a janeiro (R$ 41,7 bilhões) e de 53,2% sobre fevereiro de 2016 (R$ 28 bilhões). As aplicações alcançaram R$ 1,78 bilhão e os resgates, R$ 900,6 milhões, sendo R$ 777 milhões relativos às recompras ocorridas no mês e R$ 123,6 milhões aos vencimentos de fevereiro. Os valores foram divulgados pelo Tesouro Nacional.
No mês, foram realizadas 184.091 operações de investimento no programa. O valor médio por operação foi de R$ 9.667,61. Os investimentos de até R$ 5 mil corresponderam a 73,9% das vendas ocorridas no mês, maior percentual da série histórica, o que evidencia a utilização do programa por pequenos investidores. Os títulos mais demandados pelos investidores foram os indexados ao IPCA (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), cuja participação no volume total de investimentos atingiu 50,3%.
Os títulos indexados à taxa Selic corresponderam a 26,5% do total e os prefixados (Juros Semestrais), a 23,3%. Em relação ao prazo, 21,4% dos investimentos ocorreram em títulos com vencimentos acima de 10 anos. As aplicações em títulos com prazo entre 5 e 10 anos representaram 56,2% e as com prazo entre 1 e 5 anos, 22,3% do total. Em fevereiro, o acréscimo no número de investidores ativos foi de 18.538. Com isso, o total de investidores ativos no programa alcançou 441.969, uma variação de 69% nos últimos doze meses. Já o acréscimo mensal de investidores cadastrados foi de 50.478, totalizando 1.249.281 participantes inscritos, o que representa aumento de 85% nos últimos 12 meses (ABr).

Venezuela sofre com falta de gasolina

Um dos maiores países produtores de petróleo no mundo, a Venezuela, está enfrentando uma escassez de gasolina nos postos de diversos estados do país desde a última semana. Longas filas foram vistas em postos de combustíveis e alguns consumidores reclamavam que ficavam até uma hora para conseguir abastecer seus veículos. Os rumores disseminados nas redes sociais que a capital venezuelana, Caracas, iria também ficar sem gasolina levaram milhares de pessoas aos postos da cidade.
Ysmel Serrano, vice-presidente da companhia petrolífera estatal PDVSA, usou o Twitter para pedir calma à população e para que os venezuelanos “não caiam em falsos rumores de setores que querem jogar o país no caos”. Segundo Serrano, houve um problema no recebimento do combustível importado, mas que já estava sendo resolvido. “Contamos com gasolina suficiente produzida em nossas refinarias, seguiremos redobrando e despachando até estabilizar a distribuição”.
Apesar de produzir muito petróleo e ter a gasolina mais barata do mundo, a Venezuela vem cada vez mais importando produtos refinados (ANSA/COM ANSA).

Raio-x da educação privada

Análise global da Bain & Company comparou a quantidade de alunos matriculados em escolas privadas em 10 países desenvolvidos e 10 em desenvolvimento. O levantamento mostrou que o Brasil é um dos que tem menor índice de alunos em instituições particulares da América Latina (16% no ensino fundamental e 13% no ensino médio).
Enquanto no Chile e na Argentina esse número é de 62% e 25%, quando se trata do 1.º ao 9.º ano, e de 61% e 26%, no Ensino Médio, respectivamente. “O Reino Unido é o país desenvolvido que registra a maior quantidade de estudantes em escolas particulares: 69% na educação primária e 31% na secundária.
Em contrapartida, os alemães apostam no ensino público, já que o índice de crianças e adolescentes matriculados na educação básica privada é de 5%”, destaca o sócio da consultoria, Alfredo Pinto.