Primeiras mulheres a votar no Brasil foram transgressoras

Celina Guimarães Viana foi a primeira mulher a votar no Brasil.

Antes mesmo da instituição do primeiro Código Eleitoral do Brasil, em 1932, que permitiu o voto às mulheres, algumas transgressoras conquistaram esse direito, segundo Fátima Pacheco Jordão, socióloga, fundadora e conselheira do Instituto Patrícia Galvão

Como a constituição da época não proibia o voto feminino, em 1928, Celina Guimarães Viana foi a primeira mulher a obter o direito de votar no Brasil, na cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte.
“Esses comportamentos transgressores, que são muito típicos do feminismo do Século XX, antecipam outras mudanças. A inciativa dessa professora marca, de fato, a inserção do voto feminino”, explicou. De acordo com Luciana de Oliveira Ramos, professora de pós-graduação e pesquisadora da Escola de Direito da FGV, o argumento contra o voto de mulheres era de que as casadas não expressariam uma voz diferente da de seus maridos, o que geraria uma duplicação de votos.
No Brasil, as mulheres com renda puderam votar a partir de 1932. Em 1934, a lei tornou o voto obrigatório, mas ainda apenas para aquelas que exerciam função remunerada. Apenas em 1946, o direito ao voto estendeu a obrigatoriedade a todas as mulheres. Em 1948, a ONU inseriu na Declaração Universal dos Direitos Humanos que os governos devem fazer eleições periódicas com voto secreto e igualdade de gênero.
A próxima conquista feminina é a igualdade de direitos na área política. Para a socióloga Fátima, os maiores obstáculos das mulheres estão dentro dos próprios partidos políticos e do sistema eleitoral. No Senado, 17,3% dos representantes são mulheres. Na Câmara, 9,9% são mulheres. No âmbito estadual, 11,4% de mulheres estão nas assembleias legislativas e apenas uma mulher é governadora. Nas Câmaras Municipais, 13,3% são mulheres e 11,6% prefeitas.
A socióloga avalia que a “luta pelo óbvio”, os direitos iguais entre homens e mulheres, sempre encontrou resistência. “Eu não me lembro na história de resistências que encontraram tantos subterfúgios para contornar uma marcha civilizatória como esta. Por isso, explodiu esta força do feminismo agora”. Fátima cita a recente Marcha de Washington, que levou ao mundo a pauta feminista por manutenção de direitos e combate a retrocessos, diante das perspectivas da nova era do presidente americano Trump. “A mensagem é: se vocês não cederam, vão ter que correr” (ABr).

A desigualdade salarial entre homens e mulheres

Diferença salarial entre homens e mulheres atesta a desigualdade entre gêneros.

Se não bastassem todos os problemas vividos, as mulheres também têm de enfrentar outra adversidade no dia a dia: a desigualdade salarial. É o que comprova recente pesquisa conduzida pela Catho, que aponta que as mulheres continuam ganhando menos que os homens - mesmo ocupando os mesmos cargos – e desenvolvem a carreira de forma mais lenta, se comparada com o gênero masculino.
Já na distribuição das mulheres entre diferentes cargos, houve melhora desde 2011, mas as desigualdades são notórias. Levantamento da Catho feito com 13.161 profissionais mostrou que as mulheres têm desvantagens em quase todas as áreas, chegando, a alguns casos, a ganhar quase a metade do salário dos homens. É o caso das áreas administrativas, comerciais e financeiras.
O salário médio masculino na área financeira contábil, por exemplo, é de R$ 6.099,53, enquanto as mulheres ganham, em média, R$ 3.361,38. As exceções ocorrem nos segmentos de academia e esportes e comunicação social, em cujas áreas as mulheres levam ligeira vantagem. Em se tratando de evolução na carreira, as mulheres apresentaram melhora entre os anos de 2011 e 2017, mas ainda assim elas se destacam, de fato, em cargos inferiores.
Em 2011, 22,91% dos cargos de presidente eram ocupados por mulheres. Em 2017, esse número passou a ser de 25,85%. No entanto, em 2011, 54,99% das vagas de encarregado eram destinadas às mulheres. Em 2017, esse número saltou para R$ 61,57%. E quanto mais o cargo evolui, menor é a presença feminina. “É visível a inferioridade feminina na ocupação de cargos de destaque, tais como presidente, diretora e gerente. Isso mostra que há uma ruptura na evolução da carreira feminina, dando preferência aos homens”, conclui a gerente de relacionamento com cliente da Catho, Kátia Garcia (Catho).

Brasil tem o pior PIB entre 39 países

Rio - O Brasil amargou o pior resultado no Produto Interno Bruto (PIB) num ranking de 39 países que já divulgaram seus dados oficiais de atividade econômica, segundo informações compiladas pela Austin Rating.
O PIB brasileiro registrou queda de 3,6% em 2016 ante 2015. O resultado foi inferior ao de países que notadamente enfrentam desafios na área econômica, como a Grécia (0,3%), ou passaram por guerras recentes, como a Ucrânia (2,0%) e a Rússia (-0,8%).
A Rússia foi o único país a fazer companhia ao Brasil no território negativo em 2016, dentro do ranking da Austin, que utiliza informações preliminares sobre o fechamento do ano passado fornecidas pelos países listados. A Índia liderou o ranking com um crescimento de 6,9% no ano passado, enquanto a economia chinesa avançou 6,7%, no segundo lugar da lista. Segundo a agência de classificação de risco, a média de crescimento dos Países que formam os BRICs - Brasil, Rússia, Índia e China - foi de 2,3% em 2016.
No quarto trimestre do ano passado, o desempenho do PIB brasileiro ficou também na lanterna do ranking, o pior resultado entre os 38 países que forneceram informações referentes à comparação com o quarto trimestre de 2015 (-2,5%) (AE).

Brasileiros continuam desaparecidos nas Bahamas

Quatro meses depois do desaparecimento de 12 brasileiros que tentavam entrar ilegalmente nos Estados Unidos pelas Bahamas, as famílias continuam sem novidades sobre o paradeiro de seus parentes. Marta Gonçalves, mãe de Diego Gonçalves Araújo, um dos brasileiros que integram a lista de desaparecidos, afirmou que até o momento não surgiu nenhuma novidade. O último contato que ela teve com o filho foi em 5 de novembro, um dia antes da data prevista para o embarque do grupo nas Bahamas em direção à costa da Flórida, nos Estados Unidos.
“Ninguém tem notícia nenhuma. Para dizer a verdade, acho que a gente não pode esperar muita coisa, está tudo muito lento”, disse Marta. Desde 6 de novembro do ano passado, um grupo de 19 imigrantes (entre brasileiros, dominicanos e cubanos) é considerado desaparecido depois de tentativa de travessia ilegal das Bahamas para os Estados Unidos. Segundo o Itamaraty, desde o momento em que foi feita a primeira solicitação de familiares, em 15 de novembro, autoridades policiais, migratórias e marítimas dos três países investigam o que pode ter ocorrido com eles.
Contudo, até o momento não há informação oficial de registro nas Bahamas ou nos Estados Unidos de detenção de nenhum dos integrantes do grupo. Em janeiro, a Polícia Federal fez uma operação em três estados onde residiam alguns dos desaparecidos. A operação resultou na detenção de pelo menos três suspeitos de integrar a quadrilha de traficantes de pessoas que intermediou a viagem. Os desdobramentos das ações não foram divulgados pois a investigação corre sob sigilo (ABr).

Facebook inicia sinalização de ‘fake news’ nos EUA

Após anunciar o lançamento de uma medida para combater a publicação de notícias falsas em dezembro do ano passado, o Facebook começou a sinalizar as “fake news” que circulam na rede social dos usuários norte-americanos. A marcação é feita através de uma pequena etiqueta vermelha acompanhada da mensagem “contestada” e de um sinal de perigo (triângulo com um ponto de exclamação em seu interior), que explica quais são as organizações que contestam a veracidade da notícia.
A primeira notificação foi realizada com uma notícia falsa envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que informava que o Android do magnata foi o responsável por vazamentos de informação da Casa Branca. Segundo a publicação, o magnata usa um smartphone, galaxy S3, lançado em 2012 que não recebe mais atualizações de segurança. A matéria foi divulgada pelo “The Seattle Tribune” no dia 26 de fevereiro, conhecido por ser um jornal sátirico. No entanto, segundo o site de análises de conteúdos jornalísticos Recode, durante cinco dias não houve nenhuma contestação.
Atualmente a notícia possui mais de 81 mil curtidas, compartilhamentos e comentários. A primeira contestação foi realizada pelo site Snopes apenas no dia 2 de março. O plano para combater notícias falsas teve origem após a empresa de Mark Zuckerberg receber uma sequência de acusações de que a disseminação das notícias falsas interferiram no resultado das eleições norte-americanas (ANSA).