Estudo inédito do Observatório da Mulher traz indicadores da violência nos estados

O estudo analisou o número de homicídios de mulheres registrados em 2014 no Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde.

Em todo o país, 4.832 mulheres foram assassinadas em 2014. Só no estado de São Paulo, onde foi registrado o maior número de casos, foram 613 homicídios

Em quase todos os estados, à exceção do Paraná, a maioria das vítimas eram pretas e pardas. É o que revela o Panorama da Violência contra as Mulheres no Brasil, uma compilação inédita de indicadores nacionais e estaduais realizada pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), ligado ao Instituto de Pesquisa DataSenado.
O estudo analisou o número de homicídios de mulheres registrados em 2014 no Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde. A taxa foi de 4,6% de assassinatos para cada 100 mil mulheres no país. Do total de vítimas, 62% eram pretas ou pardas. Os estados do Amapá, Pará, Roraima, Pernambuco, Piauí e Espírito Santo apresentaram taxa de homicídio de mulheres pretas e pardas mais de três vezes superior à de mulheres brancas.
Foram registrados 58.438 estupros no Brasil em 2014. Foram 48,1 casos a cada 100 mil mulheres. As Regiões Norte e Sul apresentaram os maiores índices de estupro, quando comparadas com o restante do país. Acre, Mato Grosso do Sul e Roraima apresentaram registros de ocorrências superiores ao dobro da média nacional. O estudo também mostrou uma disparidade: no Espírito Santo, Goiás, Paraíba e Rio Grande do Norte, os quatro estados em que as taxas de homicídios de mulheres foram superiores à média nacional, os registros de estupro são inferiores à metade da média no país.
“É imprescindível aprofundar a análise para entender se isso é retrato de uma distinta configuração da violência nesses estados, ou se é consequência de outras variáveis, como questões culturais ou operacionais que podem influenciar nos níveis de registro ou subnotificação das ocorrências de violência sexual”, avalia a pesquisa.
A análise dos registros de ocorrências policiais sobre a configuração da violência contra as mulheres no âmbito estadual ficou comprometida pela ausência de informações de 12 dos 27 estados. Para o Observatório da Mulher uma avaliação rigorosa das particularidades estaduais da violência contra as mulheres passa por uma uniformização e uma melhor sistematização e transparência dos registros administrativos desse tipo de violência, especialmente em relação às ocorrências registradas pelos polícias civis dos estados (Agência Senado).

PF destrói 48 mil pés de maconha no sertão pernambucano

PF destrói plantação de maconha em Pernambuco.

A Polícia Federal (PF) destruiu 48 mil pés de maconha e 53 mil mudas da planta em ilhas da União, localizadas no Rio São Francisco. A Operação Carcará Branco foi deflagrada na semana passada. De acordo com a PF, ninguém foi preso. Segundo nota divulgada pela assessoria de comunicação da PF em Pernambuco, como as ilhas, localizadas nos municípios de Orocó, Cabrobó e Ibó, são pertencentes à União, os produtores se aproveitariam desse fato para plantar - assim, não há proprietário a ser incriminado.
“Nessas operações, geralmente ninguém é preso porque quando se monta toda a logística com viaturas e policiais no local, os trabalhadores braçais saem dos terrenos porque são avisados”, diz a nota. “O objetivo da operação é evitar que maconha seja vendida no mercado consumidor”. Caso os 48 mil pés de maconha fossem colhidos e preparados para venda, o material pesaria 16 toneladas. Também foram encontrados 10 quilos da planta já preparada para venda e consumo, além de um acampamento precário com roupas, um colchão e até uma melancia já aberta.
Os pés de maconha foram retirados do solo e incinerados, conforme imagens enviadas à imprensa pela corporação. A operação contou com o apoio da Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Esta é a primeira operação do ano, de erradicação da maconha no sertão pernambucano. Em 2015 foram destruídos 806 mil pés de maconha, 361 mudas, 260 plantios e 546 quilos (kg) da planta já processada. Em 2016, o total de plantios e pés de maconha encontrados caiu, enquanto a apreensão da planta pronta subiu. Foram 359 mil pés, 137 mil mudas, 151 plantios e 2.188 quilos kg da substância preparada para venda (ABr).

Espanha desmantela quadrilha que falsificava Ferraris

A polícia da Espanha prendeu três pessoas na cidade de Sils, na província de Girona, por serem responsáveis por uma montadora clandestina que “transformava” carros comuns em réplicas de veículos esportivos de luxo, como Ferraris e Lamborghinis, e que depois as vendiam na internet.
De acordo com um comunicado da Polícia Nacional, responsável pela investigação, 14 carros foram apreendidos no local, entre eles quatro Ferraris já prontas para a venda. Segundo oficiais que conduziram as prisões, também foram recuperadas “várias peças, elementos distintivos das marcas afetadas, moldes de fibra de vidro para peças da carroceria das marcas, odômetros e documentação relacionada aos veículos”.
A “transformação” dos carros se dava com uma mudança nos chassis e os veículos falsificados eram vendidos na internet por preços de cerca de 40 mil euros. A investigação do caso começou quando uma Ferrari falsa, que violava as patentes da marca italiana, foi parada na cidade de Benidorm pela polícia espanhola (ANSA).

Cão assistente para paratleta olímpico

Cachorra doada ao paratleta Lucas França, da Seleção Paralímpica de Rugby.

O governador Geraldo Alckmin doou ontem (13), o primeiro cachorro do Projeto Genocão - desenvolvido pela AACD e financiado pelo Fundo Estadual de Interesses Difusos. O programa treina cachorros para exercer a função de cão-assistência e coterapeutas às pessoas com deficiência.
“Está sendo entregue a cachorra Paçoca para o paciente Lucas, que tem distrofia muscular progressiva, que limita muito a pessoa. O cão treinado vai ajudá-lo a apagar e acender a luz, pegar alguma coisa que sair no chão. Enfim, ela consegue ajudá-lo nas tarefas domesticas, além de ser uma ótima companhia”, comentou o governador.
Batizado de Paçoca, o animal, uma fêmea da raça golden retriever, de dois anos de idade, foi doado ao paratleta Lucas França Couto Junqueira, da Seleção Brasileira Paralímpica de Rugby Masculino, que sofreu um acidente de mergulho na praia de Ponta Negra - RN, em janeiro de 2009, e ficou tetraplégico (SCI).

Imagem de morte de embaixador russo vence World Press Photo

A foto do assassinato do embaixador russo na Turquia venceu o World Press Photo 2017, anunciaram os organizadores do prêmio ontem (13). Em dezembro do ano passado, um policial atirou contra o diplomata Andrei Karlov na inauguração de uma mostra em galeria de arte em Ancara, capital turca. O episódio foi registrado pelo fotógrafo Burhan Ozbilici, da agência Associated Press.
Na fotografia vencedora, o assassino, Mevlut Mert Altintas, aparece vestindo um terno, com a pistola nas mãos e o dedo em riste. Mais de cinco mil fotógrafos de 125 países enviaram 80 mil imagens para concorrer ao prêmio. “Foi uma decisão muito, muito difícil, mas, no final, sentimos que a imagem do ano era uma foto explosiva que realmente reflete o ódio da nossa época”, afirmou em um comunicado a fotojornalista Mary F. Calvert, membro do júri (ANSA).

 
 
 
 
 
 
Mais Lidas