Espírito Santo indicia 703 policiais militares por revolta

Mulheres e familiares de policiais acampam na porta dos batalhões da Polícia Militar.

A Polícia Militar do Espírito Santo indiciou 703 policiais militares (PMs) pelo crime de revolta. Se condenados, a pena é de 8 a 20 anos de detenção em presídio militar e a expulsão da corporação

Esses policiais tiveram o ponto cortado desde sábado (4) e não vão receber salário. O secretário de Segurança Pública, André Garcia, informou que eles foram indiciados pelo crime militar de revolta por estarem armados e aquartelados nos batalhões.
O comandante-geral da PM, coronel Nylton Rodrigues, disse que o número de indiciamentos “com certeza” irá aumentar. O comando da PM identificou que os homens que estão participando do movimento grevista são os que têm menos tempo de serviço na corporação. “Esse movimento é realizado pelos praças. Não é um movimento dos oficiais”, afirmou o comandante-geral. “Nossa tropa escolheu a forma errada [de negociação]. Não se negocia com a arma na cabeça”.
O secretário de Segurança também afirmou que o governo está identificando, por meio de imagens, as mulheres e os parentes dos policiais que estão participando das manifestações e bloqueiam a entrada dos quartéis para evitar a saída das viaturas. O objetivo é responsabilizar civilmente essas pessoas. “Essas pessoas vão pagar os custos da mobilização das tropas federais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O recado está dado para os familiares. Não vão sair isentos desse processo”, disse Garcia.
O secretário disse que as tropas das Forças Armadas e da Força Nacional não serão mobilizadas em um primeiro momento para retirar as mulheres que bloqueiam a entrada dos batalhões, mas não descartou essa possibilidade. Desde segunda-feira (6), o patrulhamento no estado tem sido feito pelas Forças Armadas e pela Força Nacional. O Ministério da Defesa anunciou o reforço na segurança em todo o estado. O comandante da força-tarefa da Operação Capixaba, general Adilson Katibe, disse que, até o fim de semana, o número total de militares deve chegar a 3 mil homens (ABr).

Irã celebra Revolução Islâmica e denuncia ameaças de Trump

Mulher iraniana carrega uma caricatura em manifestação na capital do país, Teerã.

Milhares de iranianos se reuniram nas ruas do Teerã na sexta-feira (10) para celebrar o 38º aniversário da Revolução Islâmica. Aos gritos de “Morte aos Estados Unidos” e exibindo cartazes de protesto, os cidadãos presentes aproveitaram o manifesto para denunciar as “ameaças” contra o país representadas pela política do presidente norte-americano, Donald Trump.
O presidente do Irã, Hassan Rouhani, afirmou que “é necessário falar com o povo iraniano com respeito. O povo iraniano fará com que se arrependa qualquer um que use linguagem ameaçadora. Nós iremos confrontar fortemente qualquer política belicosa”, acrescentou Rouhani. Na semana passada, o governo dos Estados Unidos implementou sanções contra cidadãos e empresas do país após o regime iraniano realizar um teste de míssil balístico. Recentemente, Trump disse que o Irã é o “Estado terrorista número um”, e incluiu o país no decreto que proíbe a entrada de cidadãos de sete países nos Estados Unidos. No entanto, a medida foi suspensa pela Justiça.
Durante o protesto, os manifestantes também exibiram imagens do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e da primeira-ministra britânica, Theresa May, com o lema “Os iranianos não temem as ameaças”.
A mobilização é uma resposta às “mentiras dos novos dirigentes da Casa Branca”, ressaltou Rouhani. Além disso, “a presença da população é uma mensagem a Trump: se cometer um erro, o povo fará com que lamente”, disse o deputado reformista Mostapha Kavakebian, presente no protesto (ANSA).

Erdogan sanciona lei que impõe presidencialismo na Turquia

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, sancionou na sexta-feira (10) uma reforma que introduz o presidencialismo no país, hoje uma república parlamentarista. A medida será submetida a referendo popular. A mudança do sistema político é uma promessa antiga de Erdogan, que foi primeiro-ministro entre 2003 e 2014.
Seu objetivo é unificar na figura do presidente os cargos de chefe de Estado e de governo, o que lhe dará ainda mais poder e força para continuar no posto até 2023, quando completam-se os 100 anos da fundação da República da Turquia por Kemal Ataturk. Segundo o primeiro-ministro Binali Yildirim, o referendo sobre o presidencialismo deve ser no próximo dia 16 de abril. A consulta ocorrerá sob estado de emergência, que está em vigor desde a tentativa fracassada de golpe de julho passado no país.
Com isso, a autoridade nacional das comunicações não será obrigada a fazer as emissoras privadas respeitarem as regras de paridade de divulgação, que distribuiriam igualmente o tempo de propaganda entre os partidários do “sim” e do “não”. De acordo com a oposição, o objetivo é favorecer Erdogan (ANSA).

Abolida pena de morte para fiéis que deixam o Islã

O Conselho Superior de Ulemas, a mais alta autoridade religiosa do Marrocos, anunciou que os fiéis que se converterem a uma religião diferente do Islamismo não serão mais condenados à pena de morte, informou o site marroquino “Morocco World News”.
Segundo a publicação, de acordo com as regras em vigor em todos os países muçulmanos, não era permitido que nenhum cidadão mudasse de crença religiosa. No entanto, a nova medida foi definida pelo Conselho “não como uma questão religiosa, mas como um postura política mais alinhada com a alta traição”.
“O entendimento mais preciso e o mais consistente com a legislação islâmica e a maneira prática do Profeta”, diz a fatwa, pronunciamento legal sempre emitido por um jurista religioso (o mufiti) em países islâmicos. O islamismo é uma religião regida pelo Alcorão, livro sagrado que contém textos revelados ao profeta Maomé, e que tem Alá como Deus (ANSA).

Trump muda tom e promete honrar política da ‘China única’

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, conversaram pela primeira vez por telefone na noite da última quinta-feira (9) e o norte-americano prometeu que irá honrar a política da “China única”. A mudança de tom veio depois do magnata telefonar para a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, no início de dezembro, e irritar os chineses - que chegaram a fazer um protesto formal.
Segundo a Casa Branca, o telefonema “foi longo e extremamente cordial” e os dois mandatários fizeram convites mútuos para visitas aos seus respectivos países. “Os dois líderes discutiram sobre diversos temas e o presidente Trump, sob pedido do presidente Xi, concordou em honrar a nossa política de ‘um China única’”, destacou o porta-voz do governo. Trump e Xi Jinping ainda confirmaram que “irão se empenhar em discussões e negociação sobre várias questões de recíproco interesse” e expressaram “os melhores desejos ao povos dos dois países”.
Do lado chinês, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lu Kang, emitiu nota em que confirma a “mudança” de posição de Trump. “Deve ser bem notado, que trata-se de um princípio com base nas relações entre China e EUA. Trump expressou esse compromisso e nós o apreciamos”, informou Kang. O porta-voz ainda acrescentou que permanece invariado o compromisso de Pequim “para definir um novo tipo de laços com as maiores potências” e lembrou que as duas nações “representam um quarto da população mundial, um terço do PIB global e um quinto do comércio global (ANSA).

Empresas acreditam em melhora dos resultados comerciais já em 2017

A Câmara Americana de Comércio (Amcham) entrevistou 326 empresários e executivos durante Seminário Perspectivas Comerciais, Econômicas e Políticas na última quarta-feira (8). A maioria (95%) das empresas acredita em resultados comerciais mais positivos já em 2017. Uma parcela 88% deles consideram que o ano será de cenário de recuperação, e outros 7% apostam em novo contexto de crescimento expressivo em relação a 2016. Já a fatia minoritária dos 5% restante acredita em números comerciais ainda negativos e sem sinais de recuperação neste ano.
Sobre a recente afirmação do Ministro Henrique Meirelles que “o país sairá da recessão ainda no primeiro trimestre do ano”, 64% dos executivos informaram já constatar algum nível de melhora no humor econômico do país. A recuperação depende de três principais fatores, de acordo com os entrevistados pela Amcham. A maioria (54%) citou como aspecto prioritário o aumento da competitividade da economia, exigindo firmeza na condução das reformas estruturais. Os outros dois pontos citados foram: aumento do consumo, com estímulos ao crédito e retomada da confiança do consumido, sendo mencionado por 32%; e o crescimento das exportações, exigindo uma taxa de câmbio relativamente estável e competitiva para o setor industrial; sendo citado por 14%.
No varejo, 69% acreditam também em retomada ainda neste ano. Para 49%, a recuperação acontecerá no segundo semestre, e outros 20% apostam na concretização ainda no primeiro semestre. Outros 27% enxergam recuperação só em 2018. Levando em consideração o cenário de recuperação, três pontos serão prioritários quando se fala em investimentos comerciais da própria companhia: produtividade em processo, produção e equipe (54%); inovação do portfólio de produtos e serviços (26%); e treinamento e capacitação da força de vendas (11%) (Amcham).