Google, Uber, Starbucks e Airbnb ajudarão imigrantes nos EUA

Medidas recentes de Trump sobre imigração e refugiados vêm despertando forte polêmica e reações nos EUA.

Grandes empresas dos Estados Unidos - como Starbucks, Google, Uber e Airbnb – decidiram adotar políticas de apoio a imigrantes

O tema ganhou destaque recentemente após a polêmica decisão do presidente Donald Trump de suspender a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos nos EUA por pelo menos 90 dias.
A famosa cadeia de cafeterias Starbucks afirmou que empregará 10 mil refugiados em suas lojas em todo o mundo e dará preferência, nos EUA, a imigrantes que serviram às Forças Armadas do país. “Existem mais de 65 milhões de cidadãos do mundo reconhecidos como refugiados pelas Nações Unidas e nós estamos desenvolvendo planos de contratar 10 mil deles em 75 países onde a Starbucks faz negócios”, afirmou o CEO da companhia, Howard Schultz.
A gigante Google também se mostrou indignada com as restrições apresentadas pelo mandatário republicano e anunciou que criou um fundo de US$ 4 milhões - dos quais US$ 2 milhões são oriundos de doações de funcionários da empresa - estinado a quatro organizações que lidam com imigrantes: a American Civil Liberties Union, a Immigrant Legal Resource Center, o International Rescue Comittee e o Acnur. Em um comunicado aos funcionários, o CEO da companhia, Sundar Pichai, afirmou que altos executivos da Google também farão doações para o fundo dos funcionários atingidos pelo decreto do presidente norte-americano.
Já o Uber disse que criará um fundo de defesa legal de US$ 3 milhões para ajudar seus motoristas afetados por medidas de Trump relacionadas à imigração. O CEO da empresa, Travis Kalanick, disse que o Uber pressionará o governo dos EUA a devolver o direito de viajar de qualquer cidadão americano, independente da sua nacionalidade de origem. No entanto, muitos consideram hipócrita a decisão de Kalanick, já que ele se reunirá com Trump na próxima sexta (3) para tratar de negócios.
A plataforma de hospedagem Airbnb informou, através do seu CEO, Brian Chesky, que providenciará moradia gratuita para refugiados e para qualquer pessoa que não puder entrar nos EUA. “Nós temos 3 milhões de casas. Então nós definitivamente podemos encontrar um lugar para essas pessoas ficarem”, afirmou Chesky, em nota oficial, ressaltando que impedir a entrada de pessoas como decidido por Trump “não está certo” (ANSA).

Filipinas suspende polêmica política contra drogas

Polêmico presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte.

O polêmico presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, mandou suspender a “guerra contra as drogas” no país para aprofundar o combate à corrupção policial. Até o momento, estima-se que a ação militar determinada por Duterte tenha provocado a morte de mais de sete mil pessoas. Muitas dessas mortes são contestadas pela oposição ao governo e por grupos de defesa dos direitos humanos, dizendo que policiais estavam matando rivais políticos do presidente e pessoas que nada tinham a ver com as drogas.
Uma dessas mortes foi o motivo que levou Duterte a ordenar a pausa no programa. Em outubro, o empresário sul-coreano Jee Ick-joo e uma de suas assistentes foram sequestrados em sua casa em Manilla e levados para um posto da polícia sob o pretexto de que eles tinham envolvimento com tráfico.
Lá, liberaram a mulher, mas espancaram Ick-joo até a morte. Os policiais ainda tentaram pedir um resgate à esposa do sul-coreano, fingindo que ele ainda estava vivo.
Duterte fez um pronunciamento em que afirmou que a Polícia do país é “corrupta até a raiz” e que fará uma “limpeza” na corporação antes de continuar com a ação anti-drogas. Aqueles que foram acusados de corrupção, serão enviados ao sul das Filipinas para enfrentar grupos terroristas. Anunciou ainda que irá prorrogar o plano de combate aos traficantes até 2022, quando termina seu mandato. Essa é uma das promessas de campanha de Duterte que, apesar de ter matado pessoas inocentes, é aprovada pela maioria dos filipinos (ANSA).

Único suspeito de ataque em Quebec é franco-canadense

O único suspeito do atentado contra uma mesquita em Quebec, no Canadá, é um cidadão franco-canadense identificado como Alexandre Bissonnette.
Pouco antes, outro homem, supostamente um marroquino, havia sido detido, mas ele já foi liberado e não é considerado um suspeito, de acordo com o diário “Le Journal de Québec”. Bissonnette tem 27 anos, vive no bairro de Cap-Rouge e estuda ciências políticas na Universidade Laval, vizinha ao local do ataque. Ele já foi interrogado e não tinha passagens pela polícia.
Ocorrido na noite do último domingo (29), o atentado teria sido cometido por dois homens e deixou pelo menos seis pessoas mortas, inclusive um imã. Ainda de acordo com o “Journal de Québec”, o balanço inclui dois argelinos, um marroquino, um tunisiano e dois cidadãos da África Subsaariana. A mesquita fica no Centro Cultural Islâmico de Quebec, no leste do Canadá, e já tinha sido alvo de ameaças no passado. Em junho de 2016, uma cabeça de porco foi deixada na entrada do templo islâmico, com a frase “Bom apetite” - muçulmanos não comem carne de porco.
O ataque aconteceu um dia depois de o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, ter escrito no Twitter que seu país sempre estaria aberto a pessoas fugindo de perseguições e guerras. “Diversidade é a nossa força. Bem-vindos ao Canadá”, disse o premier. A declaração foi uma resposta à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de barrar a entrada de muçulmanos provenientes de sete países: Iraque, Iêmen, Irã, Síria, Líbia, Somália e Sudão (ANSA).

Eike Batista: estratégia de defesa ainda não está definida

Advogado de Eike, Fernando Martins, ainda não tinha conversado com seu cliente para estudar a estratégia da defesa.

O advogado do empresário Eike Batista, Fernando Martins, disse após a prisão do cliente, que ainda não conversou com Eike e que a estratégia de defesa ainda não foi definida. “A gente não conseguiu traçar a linha de defesa. Vamos aguardar para conversar com o cliente e aí a gente posiciona melhor a linha de defesa. Estamos tomando as medidas jurídicas cabíveis no sentido de preservar sua integridade física. Este é nosso primeiro objetivo”, afirmou.
Segundo Martins, o empresário ainda não se posicionou sobre um possível acordo de delação premiada. “Ele deu entrevista de que passaria a limpo. Eu entendi daquela entrevista que é prestar os esclarecimentos necessários. Nós vamos agora definir a linha de defesa em conjunto”. O avião que trouxe o empresário Eike Batista para o Rio de Janeiro pousou às 9h54 no Galeão. Em seguida, foi levado para o IML onde fez exame de corpo de delito.
Eike, 60 anos, proprietário do grupo EBX, é suspeito de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção que também atinge o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que está preso. Eike e o executivo Flávio Godinho, seu braço direito no grupo EBX e vice-presidente do Flamengo, são acusados de terem pago US$ 16,5 milhões a Cabral em troca de benefícios em obras e negócios do grupo, usando uma conta fora do país. Os três também são suspeitos de terem obstruído as investigações (ABr).

OAB: homologação de delações atende a anseio da sociedade

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se posicionou favoravelmente à decisão da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, de homologar as delações de 77 executivos e ex-funcionários da empresa Odebrecht, nas quais eles detalham o esquema de corrupção na Petrobras investigado na Operação Lava Jato. Por meio de nota, o presidente da entidade, Claudio Lamachia, disse que Cármen Lúcia atendeu ao anseio da sociedade por justiça ao homologar as delações.
“A homologação é um ato de justiça não apenas à memória do ministro Teori Zavascki, mas de garantia à sociedade de que o julgamento da Lava Jato não será interrompido ou mesmo atrasado, beneficiando corruptos e corruptores”, afirmou Lamachia. A OAB já havia se manifestado pela não paralisação do procedimento em razão da morte do relator da matéria no STF, Teori Zavascki. Com a homologação das delações, os mais de 800 depoimentos prestados se tornaram válidos juridicamente e podem ser utilizados como prova.
Na nota, o presidente da OAB defendeu a retirada do sigilo das delações. “É preciso que fique bastante claro a toda sociedade o papel de cada um dos envolvidos, sejam da iniciativa privada ou dos setores públicos. Nessas horas, a luz do sol é o melhor detergente”, destacou. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) também se posicionou a respeito da determinação de Cármen Lúcia. O presidente da entidade, Roberto Veloso, disse que a decisão permite que o processo não seja paralisado (ABr).

Estátua pelos 20 anos de morte de Diana

Os príncipes William e Harry encomendaram uma estátua da princesa Diana para lembrar os 20 anos da morte de sua mãe, informaram os dois herdeiros em nota. Segundo os membros da realeza, “chegou a hora de reconhecer o seu impacto positivo na Grã Bretanha e no mundo” com a construção de uma estátua que ficara no palácio de Kensington, residência da família de William.
“Nossa mãe tocou a vida de muitas pessoas. Esperamos que essa estátua ajudem aqueles que visitam o palácio de Kensington a refletir sobre sua vida e sobre seu legado”, escreveram os dois ressaltando que a rainha Elizabeth II apoia a ideia. Lady Di morreu em um acidente de trânsito em Paris, no dia 31 de agosto de 1997, quando William tinha 15 anos e Harry 12 (ANSA).

 
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