Tamanho e quantidade de fossas dificultam busca por corpos em Alcaçuz

Atualmente existem quatro corpos dos 26 mortos no massacre do dia 14 de janeiro que ainda não foram identificados.

A busca por mais corpos na penitenciária estadual de Alcaçuz, em Nísea Floresta, Rio Grande do Norte, esbarra em um obstáculo invisível às câmeras da imprensa que, desde o massacre de 26 presos na semana passada, vigiam diariamente a unidade

São 40 fossas de 18 metros cúbicos espalhadas pela área do presídio. Até mesmo procurar pelas cabeças de 13 corpos decapitados já retirados do local é uma tarefa difícil e, segundo o diretor-geral do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), Marcos Brandão, sendo provável que algumas nunca sejam encontradas.
Na primeira operação depois do massacre, 15 corpos foram resgatados sem cabeça e duas cabeças sem corpo. Identificadas as combinações entre as partes, restaram 13 mortos a serem completados. O ITEP recolheu mais duas – uma delas incompleta – e um fragmento de crânio já em estado avançado de decomposição. O material será analisado para saber se correspondem a algum dos cadáveres já recolhidos ou se seriam de mortos ainda não contabilizados. Com o resultado positivo restariam ainda 11 cabeças a serem encontradas.
Os presos apontaram uma fossa onde estaria mais uma delas. Ainda se espera a confirmação do local para que seja feita uma nova operação de resgate. No entanto, a grande quantidade de fossas e o tamanho delas, segundo Marcos Brandão, vai dificultar esse tipo de trabalho, a ponto de tornar provável que algumas cabeças fiquem para sempre debaixo daquele solo. “São fossas muito grandes, 18 metros cúbicos, e são muitas. Demorou um dia inteiro só para esgotar uma delas. Lógico que as buscas vão continuar, mas acredito que não vamos achar todas”, afirma Brandão.
Atualmente existem quatro corpos dos 26 mortos no massacre do dia 14 de janeiro que ainda não foram identificados. Três deles, de presos que foram carbonizados, precisam de exames mais complexos. Na avaliação de Brandão, é pouco provável que existam mais cadáveres ainda no interior do presídio, pois a área onde poderiam estar foi mapeada e analisada e nada foi encontrado. A vistoria, no entanto, só pôde ser feita nos prédios onde não há presos, já que os detentos controlam alguns pavilhões (ABr).

Presídio de Roraima volta a registrar tumulto

Um novo tumulto entre presos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo voltou a ocorrer.

Um novo tumulto entre detentos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo voltou a ocorrer na noite de domingo (22). Segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania, a confusão foi rapidamente contida por agentes penitenciários treinados para lidar com essas situações. No último dia 6, a penitenciária foi local do assassinato de 33 presos, mortos por outros detentos integrantes de facções criminosas rivais. Desde então, agentes da Força Nacional de Segurança Pública estão no estado, ajudando a Polícia Militar a fazer o policiamento ostensivo. Apesar da presença da tropa especial, ao menos três fugas foram relatadas nos últimos dias.
De acordo com a secretaria estadual, um grupo de internos sacudiu fortemente as grades das celas. Agentes penitenciários do Grupo de Intervenção Tática (GIT) foram acionados e controlaram a situação, sem a necessidade da presença de efetivos do Bope, que só ingressaram no presídio na manhã de ontem (23), para garantir a segurança dos agentes penitenciários que faziam uma varredura em busca de armas, drogas e outras substâncias e produtos proibidos.
Além da presença da Força Nacional, o governo estadual também pediu ao governo federal o auxílio de equipes das Forças Armadas. A solicitação foi feita um dia após o Palácio do Planalto autorizar, em caráter emergencial, o envio de militares do Exército, Marinha e Aeronáutica para revistar celas em busca de armas, drogas e celulares. Segundo a Sejuc, o governo ainda não teve respostas (ABr).

Trump mudará Embaixada para Jerusalém

O governo norte-americano de Donald Trump parece estar “sério” na sua intenção de mudar a embaixada dos Estados Unidos em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. A informação é do prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, ontem (23), durante uma entrevista à emissora de rádio “Army Radio”, e vem a apenas um dia da Casa Branca ter afirmado que as discussões sobre transferir a embaixada ainda estão no começo.
O político disse que já teve reuniões com funcionários dos EUA a respeito e que nelas, o país dispôs várias propriedades que tem na cidade que podem ser destinadas a esse uso. “Pelas conversas que tive com oficiais do governo dos EUA, eu sei que eles estão levando a sério as suas intenções. Mas eu definitivamente não penso que a transferência da embaixada possa ser feito em um dia”, disse Barkat.
A declaração do prefeito de Jerusalém também aconteceu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terem tido o primeiro telefonema oficial. Os assuntos da conversa, no entanto, não foram divulgados pela Casa Branca (ANSA).

 
Papa diz que dinheiro da máfia é ‘ensanguentado’

O papa Francisco ressaltou a importância da luta contra a corrupção e contra o tráfico de seres humanos.

O papa Francisco recebeu ontem (23), no Vaticano, representantes da Direção Nacional Anti-máfia e Antiterrorismo (DNA) e pediu que os mafiosos consigam “mudar de vida”. Durante o encontro, o Pontífice desejou que Deus tocasse “no coração dos homens e das mulheres das diversas máfias para que eles parem de fazer o mal, se convertam e mudem de vida”.
“O dinheiro dos trabalhos ilegais e dos crimes mafiosos é dinheiro ensanguentado e produz um poder perverso, e todos sabemos que o Diabo entra pelos bolsos, esta é a primeira corrupção”, denunciou Francisco relembrando aos presentes que a máfia é uma “expressão de morte, é para se opor a ela e combatê-la” já que ela “se opõe ao Evangelho”.
A Máfia, a Camorra e a ‘Ndrangheta “se aproveitam das carências econômicas, sociais e políticas, encontram um terreno fértil para realizar os seus deploráveis projetos”, explicou o argentino, que também ressaltou que o terrorismo assume “um aspecto cosmopolita e devastante”. O Papa também agradeceu o trabalho feito pela Direção Anti-máfia italiana.
O religioso argentino também ressaltou a importância, mais uma vez, da luta contra a corrupção e contra o tráfico de seres humanos, como o “contrabando de imigrantes”. “A sociedade tem que ser curada da corrupção, das extorsões, do tráfico ilícito de drogas de armas e de seres humanos, entre os quais crianças, reduzidas à escravidão”, afirmou o Papa (ANSA).

Elevado em 10% o salário de 18 mil professores da rede estadual

O governador Geraldo Alckmin anunciou ontem (23), o reajuste em 10% do piso salarial de 18.330 professores PEB I (1º ao 5º ano do Ensino Fundamental) que hoje estão na faixa I nível 1: passará de R$ 2.086,93 para R$ 2.298,80. Além dos educadores da categoria inicial, outros 775 de nível 2 terão aumento de 5%: de R$ 2.191,27 para R$ 2.298,80.
Assim, os valores do reajuste desde janeiro de 2017 serão pagos na folha de pagamento do mês de março, quando todos os docentes da rede estadual receberão valor igual ou superior ao piso nacional (R$ 2.298,80). “São Paulo será um dos poucos Estados do Brasil que vai cumprir a lei federal de estar igual ou acima do piso. Nenhum professor no Estado de São Paulo terá salário menor do que R$ 2.298,80. Investiremos, para o pagamento retroativo a janeiro, R$ 68 milhões”, afirmou o governador.
Em meio à crise econômica em todo o país, com algumas redes de educação inclusive atrasando o pagamento de salários, o aumento faz parte da política do governo paulista de reforçar e valorizar o magistério da maior rede de ensino da América Latina. O investimento será de R$ 68 milhões por ano. Em São Paulo, o valor base dos profissionais que atuam no Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio (PEB II) é 5% acima do estabelecido pelo governo federal: R$ 2.415,89.
O salário-base dos professores em São Paulo é acrescido de benefícios de acordo com as faixas e níveis da carreira, quinquênio, além de Bônus por Merecimento, pago anualmente de acordo com avanço do ensino nas escolas estaduais. Outra novidade para a rede estadual em 2017 é a chegada de novos professores. Em dezembro, foram nomeados 11,9 mil docentes. Os cargos são remanescentes do concurso realizado em 2013 e que já chamou 38 mil educadores. Na época, o certame registrou recorde com 322,7 mil inscrições (SEE).