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Pesquisa retrata agressões a profissionais de saúde no trabalho

Uma pesquisa realizada com enfermeiros, médicos e farmacêuticos do estado de São Paulo mostra que 71,6% desses profissionais já sofreram agressão física ou verbal no ambiente de trabalho.

Pesquisa temporario

Segundo estudo, 71,6% de enfermeiros, médicos e farmacêuticos do estado de São Paulo, já sofreram agressão física ou verbal. Foto: Rovena Rosa/ABr

Falta de estrutura, filas e demora no atendimento são apontados como principais motivos. Entre os enfermeiros, 21,1% foram vítimas de agressão física e 90,9% sofreram agressão verbal. O percentual de vítimas de agressão física é de 18,3% entre os médicos, e 47,2% responderam ser vítimas de ofensas.

No setor de farmácia, 7,2% já passaram por agressões físicas e 89,5% por agressões verbais. As agressões a farmacêuticos são motivadas, sobretudo, pela negação do fornecimento de medicamentos sem receita médica. A ausência de remédios em farmácias do SUS também é apontada como causa. A presidente do Coren-SP, Renata Pietro, cita outras razões para as agressões. “A fila, o material que está faltando, as condições de sucateamento do sistema de saúde. Esse cenário ocorre tanto na rede pública, como na privada”.

As profissionais mulheres estão mais sujeitas às agressões. Elas são 84% das vítimas em enfermagem, 57% em medicina e 77% em farmácia. Os mais jovens, com idade até 40 anos, também são as principais vítimas por estarem, geralmente, na linha de frente do atendimento. Em enfermagem, eles respondem por 76% dos casos; em medicina representam 63% das situações e, em farmácia, são 84%. Sônia Regina Espírito Santo, 56 anos, é técnica de mobilização ortopédica há 32 anos e trabalha num Pronto-Socorro público na cidade de Santos.

Ela disse ter sofrido muitos insultos no exercício da profissão, inclusive racistas por ser negra. Contou que, certa vez, foi agredida fisicamente por duas mulheres que acompanhavam o pai doente. A cirurgiã Edwiges Dias da Rosa, 61 anos, foi agredida por um sargento da PM. Ela se recusou a fornecer o prontuário de uma paciente, documento sigiloso que não pode ser entregue a terceiros, segundo a legislação. A médica trabalhava em plantão noturno na unidade de Pronto-Atendimento de São Bernardo do Campo.

Hospitais públicos, como os que Sônia e Edwiges trabalham, são onde os profissionais estão mais vulneráveis. Entre os médicos, 75,6% das agressões ocorreram no SUS. Entre os enfermeiros, o percentual é de 68,4% e, entre os farmacêuticos, é de 37%. O presidente do Cremesp, Lavínio Nilton Camarim, acredita que as agressões revelam um problema mais profundo do sistema de saúde brasileiro. Ele é contra a mera construção de hospitais sem planejamento. “Não adiantar sair construindo hospitais e postos de saúde se não tiver, depois, como tocar. Por isso, o sucateamente está ficando cada vez maior”.

Coca-Cola estuda lançar bebida à base de maconha

Coca temporario

Empresa tem negociado com uma produtora canadense da erva. Foto: EPA

A Coca-Cola anunciou na segunda-feira (17) que está estudando a possibilidade de usar o canabidiol (CBD), ingrediente não psicoativo da maconha, como um do componentes de um novo refrigerante. Em comunicado, o porta-voz da gigante do setor de bebidas, Kent Landers, disse à Bloomberg News, que a empresa está monitorando a indústria de cannabis, e tem mantido conversas com a produtora canadense de maconha Aurora Cannabis na tentativa de desenvolver o produto.

A empresa está "acompanhando de perto o crescimento do CBD como ingrediente em bebidas funcionais de bem-estar em todo o mundo", explicou Landers, ressaltando que, até o momento, nenhuma decisão foi tomada. A Aurora, por sua vez, disse que não discutirá as iniciativas de desenvolvimento de negócios até que sejam finalizados, mas acrescentou que a empresa "tem interesse" e "pretende entrar nesse mercado". O CBD traz em suas propriedades efeitos relaxantes, antioxidante e anti-inflamatório.

A substância química é frequentemente utilizada para fins medicinais e não servem para intoxicar os consumidores.
No início deste ano, a cervejaria Molson Coors Brewing disse que produziria bebidas com infusão de maconha com o Hydropothecary Corp, enquanto a Constellation Brands, fabricante de cerveja da Corona, investiu cerca de US$ 4 bilhões a mais na Canopy Growth, produtora canadense de maconha. Uma parceria entre a Coca-Cola e a Aurora marcaria a entrada de uma grande fabricante de bebidas não alcoólicas no mercado (ANSA).

África do Sul descriminaliza consumo privado de maconha

O Tribunal Constitucional da África do Sul declarou ontem (18) a anulação da lei que até agora proibia o consumo privado de maconha, assim como seu cultivo para uso pessoal, uma decisão histórica anunciada em Johanesburgo. A lei que proíbe o uso de maconha no lar é "inconstitucional e, portanto, nula", sentenciou o juiz Raymond Zondo em seu veredicto, segundo informou o jornal sul-africano "The Sowetan".

"Já não será crime um adulto consumir ou possuir maconha em casa para o uso pessoal", acrescentou o magistrado. No entanto, seu consumo em espaços públicos segue estritamente proibido, assim como a venda com fins lucrativos a terceiros. O tribunal não precisou a quantidade de maconha que pode ser consumida em privado e ordenou ao Parlamento que redija uma nova lei, em um prazo de dois anos, de acordo com a decisão unânime.

Durante o processo, foram apresentados estudos médicos que aprovam que a criminalização não reduz o consumo, e outros que apontam que o álcool é mais nocivo do que a planta. O caso sobre a descriminalização da maconha chegou aos tribunais através do líder do partido Dagga, Jeremy Acton, e do rastafari Garreth Prince. A Suprema Corte ratificou a decisão de um Tribunal da província de Cabo Ocidental, que em 2017 considerou que a proibição do consumo privado deste entorpecente restringia o direito constitucional à intimidade (Agência EFE).

Uma criança morre no mundo a cada 5 segundos, diz OMS

Um temporario

Apesar dos avanços no combate contra a pobreza no mundo, o número de mortes de crianças ainda é "inaceitável". Foto: Shehzad Noorani/Unicef

A cada cinco segundos, uma criança ou adolescente morre vítima de violência, doenças ou acidentes no mundo, informou ontem (18) um relatório elaborado em conjunto pelo Unicef, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Banco Mundial. Apesar dos avanços dos últimos 25 anos no combate contra a pobreza no mundo, o número de mortes de crianças ainda é "inaceitável".

Somente em 2017, 6,3 milhões morreram e grande parte dos falecimentos poderia ter sido evitada. Além disso, o boletim revelou que 5,4 milhões das vítimas eram crianças com menos de cinco anos de idade. Apesar da situação ser grave, o número é muito inferior às 12,6 milhões que morreram em 1990. "Sem uma ação urgente, 56 milhões de crianças morrerão até 2030. Fizemos enormes progressos para salvar crianças desde 1990. Mas milhões ainda estão morrendo por quem são e onde nasceram. Soluções médicas fáceis, água limpa, eletricidade e vacinas podem mudar a vida de muita gente", alertou Laurence Chandy, responsável pelo levantamento.

Metade das mortes registradas em 2017 aconteceu nos países da África Subsaariana, como Níger, Burundi, Chade e República Centro-Africana, que são algumas das nações com os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta. Nos países da Europa, por exemplo, uma em cada 185 crianças morre com menos de cinco anos. Na África, por sua vez, essa proporção é de uma para 13. Além disso, a pesquisa apontou que um recém-nascido na África ou em algum país do sudeste asiático possui nove vezes mais chances de morrer no primeiro mês de vida em comparação com crianças de países ricos.

"Devemos priorizar o fornecimento de acesso universal a serviços de saúde de qualidade para todas as crianças, particularmente no nascimento e nos primeiros anos, para que elas tenham a melhor chance possível de sobreviver e prosperar", disse Nono Simelela, diretora geral de saúde da família, da mulher e da criança da OMS.
Já o Brasil, por sua vez, registrou 25 mil mortes de crianças em 2017, nove para cada mil nascimentos. A taxa teve um pequeno aumento em relação a 2016, quando 23 mil mortes foram registradas (ANSA)

Cresce o número de crianças conectadas só pelo celular

Agência Brasil

O número de crianças e adolescentes que usa a internet apenas pelo celular cresceu. Segundo a Pesquisa TIC Kids Online divulgada ontem (18), o percentual de jovens entre 9 e 17 anos que acessa a rede somente pelo telefone móvel chegou em 44%. O estudo aponta que 85% da população nessa faixa etária utilizou a internet ao menos uma vez em três meses, um total de 24,7 milhões de crianças e adolescentes. Em movimento complementar, o uso do computador como forma de acesso à rede tem caído, de 60% na pesquisa anterior para 53% na atual.

A televisão ganhou importância, subindo de 18% para 25%. Para o gerente do Centro de Estudos sobre as TIC (Cetic.br), Alexandre Barbosa, essa expansão acompanha “um movimento da indústria” de oferecer novos produtos. “O surgimento das televisões inteligentes que já vêm com um conjunto de aplicativos”, ressaltou.
O acesso pela internet somente pelo telefone móvel é maior nas classes de renda mais baixa, D e E, nas quais houve um aumento de 61% no estudo anterior para 67%. Na classe C, esse uso exclusivo é de 43% e nas classes A e B, de apenas 15%. Esse tipo de acesso também é maior no Norte (59%) e menor no Sudeste (39%).

Segundo o pesquisador do Cetic, Fábio Senne, o uso da rede apenas pelo celular está ligado à falta de infraestrutura de conexão e a dificuldades econômicas das famílias. Barbosa enfatiza que o acesso feito unicamente por dispositivos móveis tem limitações. “O uso exclusivo pelo celular traz algumas limitações no que diz respeito ao desenvolvimento de novas habilidades digitais”. Em 12 meses, 39% das crianças e adolescentes disseram ter visto alguém ser discriminado na internet. O percentual chega a 54% na faixa de 15 a 17 anos. O preconceito por cor ou raça é o mais relatado (26%), seguido pelo de aparência física (16%) e pelo da opção sexual (14%).

 

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