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"Hey Jude", símbolo da "beatlemania", completou 50 anos

Lucía Gallo/Agência EFE

"Hey Jude", a balada composta por Paul McCartney que foi cantarolada milhões de vezes e é considerada um símbolo da "beatlemania", completou no último domingo meio século como uma das melhores músicas de todos os tempos.

Hey Jude temporario

Foto: wikipedia

Lançada no dia 26 de agosto de 1968 nos Estados Unidos e quatro dias depois no Reino Unido, a história desta canção de McCartney está intimamente ligada à vida pessoal de seu parceiro John Lennon.

Como o próprio McCartney confessou, a canção, cujo título original era "Hey Jules", foi composta para confortar Julian, filho de Lennon, após o divórcio dos seus pais. Foi em 1968 que McCartney, ao saber da separação de Lennon e Cynthia e da tristeza de Julian, pensou em uma música para o garoto enquanto dirigia seu carro. Desta forma, de repente, o tema base surgiu e mais tarde, quando já estava nos estúdios de gravação, o nome de "Jules" seria mudado por "Jude" por conta de seu ritmo e sonoridade.

"Eu já estava dirigindo há uma hora. Então desliguei o rádio e tentei compor uma melodia. Nesse momento, comecei a cantar: 'Hey Jules, don't make it bad. Take a sad song and make it better...' Tinha uma mensagem otimista e esperançosa para Julian: Vamos lá, rapaz, seus pais se divorciaram, eu sei que você não está feliz, mas você vai ficar bem", contou certa vez o beatle. Quando McCartney mostrou a música para John Lennon, ele pensou, em parte, que era dedicado a ele e Yoko Ono, com quem estava começando um relacionamento.

"É a melhor canção de Paul. Começou como um tema sobre meu filho Julian. Depois se transformou em 'Hey Jude'. Sempre pensei que era sobre mim e Yoko", declarou Lennon, em seu livro "All We Are Saying". A música não conquistou somente John Lennon, mas também os outros integrantes do grupo, George Harrison e Ringo Starr, que começou a gravar a canção no dia 29 de julho de 1968. No entanto, foi somente em 1987 que McCartney falou sobre a história de "Hey Jude" com seu protagonista: Julian Lennon.

"Ele me disse que estava pensando sobre minha situação todos esses anos, sobre o que tive que passar. Paul e eu costumávamos passar bastante tempo juntos, inclusive mais do que eu passava com meu pai. Tínhamos uma boa amizade e, de fato, parece que há mais fotos minhas quando criança brincando com Paul do que com o meu pai", destacou Julian, em fevereiro de 2002, em entrevista para a revista britânica "Mojo Magazine".

Em 1996, o filho de John Lennon pagou cerca de 25 mil libras pelas notas de gravação de "Hey Jude" em um leilão e outras 35 mil libras por objetos que pertenciam ao seu pai. "Ele tem um par de fotos de seu pai, mas não o suficiente. Ele as coleciona por razões pessoais e são heranças de família", declarou naquela ocasião o representante de Julian, John Cousins.

Com sete minutos e 11 segundos de duração, "Hey Jude" foi primeiro single da gravadora dos Beatles, a Apple Records. Sua longa duração não impediu que a balada entrasse no Top 10 das paradas de sucesso britânicas e americanas. Além disso, "Hey Jude" é a canção dos Beatles que mais tempo permaneceu como número um nos Estados Unidos; um total de nove semanas. Também conseguiu a primeira posição nas listas de sucessos de Reino Unido, Canadá, Holanda, Suíça, Noruega, Alemanha, Irlanda, Nova Zelândia, Austrália e França.

Apesar do seu sucesso, algumas emissoras de rádio americanas se negaram a reproduzir uma canção que durasse mais de três minutos e meio, motivo pelo qual a gravadora Capitol Records editou uma versão mais curta para tocar nas rádios. De qualquer forma, "Hey Jude" vendeu aproximadamente oito milhões de cópias, tornando-se um hino no Reino Unido. Torcidas de equipes de futebol, como o Cardiff City, usaram sua melodia para compor vários cantos. Foi também a música que encerrou a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, quando milhares de pessoas acompanharam Paul McCartney com seu "na-na-na-na".

Documentarista brasileira deve ser deportada da Nicarágua

Documentarista temporario

Passa de 300 número de mortos em protestos na Nicarágua. Foto: Jorge Torres/EFE

Agência Brasil

Alvo de críticas internacionais por denúncias de repressão e violência, o governo da Nicarágua, do presidente Daniel Ortega, deteve a documentarista brasileira Emilia Mello. A expectativa é que ela seja expulsa do país, segundo Paulo Abrão, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), na sua conta no Twitter.

Emilia foi presa no momento em que se preparava para filmar um protesto e levada ao Departamento de Migrações. O episódio ocorreu no sábado (25) e provocou reações entre entidades de defesa dos direitos humanos e da cultura. A Associação Nicaraguense de Cinematografia (Anci) condenou a ação e considerou o ato uma forma de censura. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ligada à OEA, informou que 322 pessoas morreram em quatro meses de protestos contra o governo de Ortega, das quais 21 eram policiais e 23, crianças e adolescentes.

A estudante brasileira de medicina Raynéia Gabrielle Lima foi morta a tiros no final de julho. As autoridades nicaraguenses negam perseguição política, assim como o uso da força e da violência. Os protestos na Nicarágua começaram no dia 18 de abril contra a reforma da Previdência, que acabou sendo revogada diante da pressão social. Mas as manifestações se intensificaram e houve repressão da polícia e de grupos paramilitares ligados ao governo.

Líder da Revolução Sandinista de 1979, que derrotou a ditadura de Anastásio Somoza, Ortega está sendo acusado até por ex-aliados de querer instalar o autoritarismo semelhante ao que ele combateu. Ele foi reeleito em 2016, mas a votação, sem a presença de observadores internacionais, foi questionada pela oposição. Na sexta-feira (24), a CIDH alertou que os direitos humanos continuam sendo violados pelo governo nicaraguense, com “estigmatização e criminalização do protesto social”.

Gastos de brasileiros no exterior caem 7,9%

Agência Brasil

Com a alta do dólar, o recuo nos gastos de brasileiros em viagem ao exterior foi maior em julho. De acordo com dados divulgados ontem (27), pelo Banco Central (BC), essas despesas chegaram a US$ 1,731 bilhão no mês passado, com redução de 7,9%, em relação a julho de 2017 (US$ 1,879 bilhão). Em junho, as despesas também registraram recuo, comparadas com igual período de 2017. A queda foi de 1,5%.

“O orçamento [das viagens] tende a ser feito em moeda nacional. Naturalmente, o comportamento do câmbio vai afetar o gasto no exterior”, disse o chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Lemos. Nos sete meses do ano, entretanto, as despesas em 2018 (US$ 11,304 bilhões) ainda são maiores do que as de 2017 (US$ 10,684 bilhões).

As receitas de estrangeiros no Brasil chegaram a US$ 417 milhões em julho, e a US$ 3,657 bilhões, nos sete meses do ano. Com o resultado das despesas de brasileiras e as receitas de estrangeiros, a conta de viagens internacionais ficou negativa em US$ 1,314 bilhão no mês passado, e em US$ 7,647 bilhões nos sete meses do ano.

De acordo com dados preliminares do BC para agosto, as despesas de brasileiros no exterior estão em US$ 1,1 bilhão, e as receitas de estrangeiros em US$ 359 milhões, até o dia 23. Com isso, o déficit na conta de viagens está em US$ 713 milhões em agosto, até a última quinta-feira.

UE aprova terapia contra tumor com células dos pacientes

UE temporario

A ténica Car-T foi aceita para duas neoplasias. Foto: ANSA

O tratamento para o câncer chamado "Car-T", que prevê o "treinamento de células de defesa para torná-las mais agressivas contra tumores, chegou na Europa. A Comissão Europeia aprovou o uso do tisagenlecleucel, a primeira terapia baseada nessa técnica, para duas neoplasias. A luz verde, segundo comunicado da empresa farmacêutica Novartis, diz respeito à leucemia linfoide aguda (LLA) de células B em pacientes de até 25 anos de idade; e ao linfoma difuso de grandes células B (DLBCL) em adultos.

Em ambos os casos, a terapia será utilizada quando as doenças não responderem aos tratamentos tradicionais. A terapia "Car-T" consiste em retirar do paciente os linfócitos T, um tipo de célula do sistema imunológico, modificando-as para que reconheçam as células tumorais como "inimigas" para atacá-las. A aprovação da Comissão Europeia chegou no fim de junho, depois do parecer positivo do Comitê para Produtos Médicos de Uso Humano (CHMP).

O tisagenlecleucel foi a primeira terapia celular Cart-T aprovada pela Food and Drug Administration (FDA), órgão que regulamenta medicamentos nos Estados Unidos. "A aprovação do tisagenlecleucel representa uma mudança para os pacientes europeus que têm necessidade de novas opções terapêuticas", afirmou Liz Barrett, CEO da Novartis Oncologia.
"Para os pacientes da UE, a disponibilidade de tisagenlecleucel representa um progresso sem precedentes do paradigma terapêutico", reforçou Peter Bader, do Hospital Universitário para Crianças e Adolescentes de Frankfurt, na Alemanha (ANSA).

Piaggio iniciará produção da Vespa elétrica em setembro

O grupo italiano Piaggio dará início à produção da versão elétrica da scooter Vespa em setembro deste ano, na fábrica de Pontedera, a mesma onde, em 1946, nasceu a primeira edição da moto. As reservas online do novo modelo poderão ser feitas a partir de outubro, e o preço será semelhante ao da Vespa mais cara atualmente, na faixa de 10,7 mil euros (cerca de R$ 51 mil pela cotação atual).

A Vespa elétrica será inserida gradualmente no mercado a partir do fim de outubro, para alcançar completa comercialização em novembro, ao mesmo tempo em que acontece o Salão de Milão. A partir daí, o objetivo da Piaggio é levar a moto para outros países europeus e, em 2019, para Estados Unidos e Ásia. O modelo poderá, em um futuro próximo, adotar as soluções que estão sendo testadas na Gita, robô fabricado em Boston, EUA, pela Piaggio Fast Forward (em produção a partir do ano que vem).

O sistema de inteligência artificial reconhecerá a presença de pessoas e veículos nas proximidades, contribuirá com a capacidade do motorista de antecipar potenciais riscos, avisará sobre o trânsito e oferecerá rotas alternativas, com mapeamento instantâneo. O reconhecimento automático, sem necessidade de chave ou de controle remoto, antecipará os hábitos dos condutores e interagirá com outros dispositivos e outros veículos em circulação.

A marca Vespa vive hoje um dos momentos mais felizes de sua história, com mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos nos últimos 10 anos. O primeiro semestre deste ano fechou com crescimento de 10% nas vendas em relação ao mesmo período de 2017 (ANSA).

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