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Exército cobra mais empenho do governo do Rio de Janeiro


Em mensagem lida na sexta-feira (24), na cerimônia em comemoração ao Dia do Soldado, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, disse que, após meses da intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro, setores do governo local se empenharam pouco em tomar medidas para modificar os baixos índices de desenvolvimento humano que propiciam a proliferação da violência

Exercito temporario

O componente militar é, aparentemente, o único a engajar-se na missão. Foto: José Cruz/ABr

“Apesar do trabalho intenso de seus responsáveis, da aprovação do povo e de estatística que demonstram a diminuição dos níveis de criminalidade, o componente militar é, aparentemente, o único a engajar-se na missão”, disse, ao ressaltar que “exigem-se soluções de curto prazo, contudo, nenhum outro setor dos governos locais empenhou-se com base em medidas socioeconômicas para modificar os baixos índices de desenvolvimento humano, o que mantém o ambiente propício à proliferação da violência”.

Na mensagem, o general Villas Bôas disse que vivemos no país uma era de conflitos e incertezas, em que “se perdeu a disciplina social, a noção de autoridade e o respeito às tradições e aos valores”. Disse ainda que o Brasil é “um grande país que não consegue vislumbrar um projeto para seu futuro, nem, tampouco, identificar qual o papel a exercer no concerto das nações”.

Na mensagem presidencial, Michel Temer também citou a atuação dos militares no Rio de Janeiro e disse que será cumprida a “tarefa imperiosa” de devolver a ordem pública ao estado. Temer e Villas Bôas homenagearam os três militares mortos nesta semana durante operações no Rio de Janeiro: o cabo Fabiano de Oliveira Santos, o soldado Marcus Vinícius Viana e o soldado João Viktor da Silva (ABr).

Bebidas alcoólicas provocaram 3 milhões de mortes em 2016

Bebidas temporario

O álcool foi responsável por 12% das mortes de homens com idades entre 15 e 49 anos. Foto: Paulo Mumia/Ag.O Globo

O consumo de álcool causou a morte de 3 milhões de pessoas em todo o mundo durante o ano de 2016, revelou um estudo realizado pela Universidade de Washington em Seattle e divulgado pela revista “The Lancet”. A pesquisa afirmou que o álcool foi responsável por 12% das mortes de homens com idades entre 15 e 49 anos e afirma que não há um nível seguro de consumo para não prejudicar a saúde.

“Os riscos à saúde associados ao álcool são enormes”, afirmou Emmanuela Gakidou, do Instituto para Medidas e Avaliações de Saúde da Universidade de Washington em Seattle. “Nossas descobertas são consistentes com outro estudo recente que encontrou correlações claras e convincentes entre a bebida e as mortes prematuras, o câncer e os problemas cardiovasculares“, explicou a pesquisadora. O estudo não diferencia o tipo de bebida alcóolica consumida. Segundo os pesquisadores, 2 bilhões de pessoas ingeriram álcool de forma recorrente. Do total, 63% são homens.

Os cientistas ainda calcularam que o consumo médio de álcool foi de 10 gramas, o equivalente a um pequeno copo de vinho tinto, uma cerveja ou uma dose de uísque. O consumo foi associado a 23 problemas relacionados à saúde, incluindo doenças cardiovasculares, diferentes tipos de câncer, cirrose, diabetes, epilepsia, pancreatite, infeções respiratórias, tuberculose, entre outros. Além disso, o estudo ainda inclui lesões provocadas pelo consumo de bebidas alcóolicas, geradas por incidentes ligados à violência interpessoal ou a acidentes relacionados ao transporte.

“Agora entendemos que o álcool é uma das maiores causas de morte do mundo”, destacou Richard Horton, editor da “The Lancet”. A pesquisa utilizou 694 fontes de dados de consumo de álcool de diferentes regiões do mundo, assim como 592 estudos de projeções e perspectivas sobre o risco do álcool, explicou Max Griswold, principal autor do estudo (Agência EFE).

Falta de integração no transporte gera mais gasto e perda de tempo

Agência Brasil

A falta de um sistema integrado entre os diversos modais de transporte torna a viagem mais cara e gera perda de tempo para o brasileiro. Esta é a conclusão do professor de Planejamento de Transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra (Coppe/UFRJ), Ronaldo Balassiano. O transporte é apontado como o quarto maior problema das cidades, segundo a pesquisa Mobilidade da População Urbana 2017. A adoção de políticas eficientes de mobilidade urbana será um dos desafios dos governantes a serem eleitos em outubro.

Segundo Balassiano, que leciona no maior centro de excelência em Engenharia da América Latina, o Poder Público não vê o sistema de transporte como um sistema único. Na sua avaliação, o Rio de Janeiro tem um sistema com metrô, trens, ônibus, BRT, VLT, barcas, bicicletas, em que cada operador trabalha separadamente, sem que o poder concedente, que é o Estado, sequer exija essa visão de conjunto.

Balassiano defende uma administração integrada e neutra entre os diversos modais, que não ficasse sob responsabilidade exclusiva de qualquer operadora ou concessionária. Bastaria buscar profissionais na prefeitura ou no governo do estado que entendam de planejamento e de integração. Essa administração abrangeria não só a integração física dos modais, mas também toda a parte de bilhetagem.

O professor da Coppe disse que um bilhete único daria ao usuário um leque de opções ao sair de casa, “com um valor que ele tenha condição de pagar”. Essa é a forma utilizada em cidades da Europa e dos Estados Unidos. Sublinhou que não faz mais sentido, no século 21, cobrar tarifas isoladamente, sem ter a visão do conjunto. “A integração é a forma que a gente tem de fazer com que as pessoas sofram menos nos seus deslocamentos, tenham mais prazer em andar pela cidade”, disse.

Balassiano afirmou que uma cidade pode ser considerada “humana” quando seu sistema de transporte coletivo oferece pontualidade, frequência, segurança, bilhete único e conforto.“Isso a gente não tem em nenhum dos modos [de transporte]. Ele admitiu que a mudança para um administrador único, com integração tarifária, não é uma coisa fácil de se realizar “da noite para o dia”, mas é “extremamente viável”. “Não tenho dúvida da viabilidade”, assegurou.

Celular ganha cada vez mais espaço nas escolas

Celular temporario

Cresce o uso do celular em atividades pedagógicas. Foto: Arquivo/ABr

Agência Brasil

Apesar de proibido na maior parte das salas de aula do país, o uso do celular em atividades pedagógicas cresce ano a ano. Mais da metade dos professores dizem que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos, que podem ser desde pesquisas durante as aulas, até o atendimento aos estudantes fora da escola. Mais da metade dos estudantes afirmam que utilizaram o celular, a pedido dos professores, para fazer atividades escolares.

A Pesquisa sobre o Uso das TIC nas Escolas Brasileiras mostra que o percentual de professores que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos passou de 39% em 2015 para 56% em 2017. O aumento aconteceu tanto nas escolas públicas, onde o percentual passou de 36% para 53%, quanto nas particulares, crescendo de 46% para 69%.

Entre os alunos, o uso também aumentou. Em 2016, quando a pergunta foi feita pela primeira vez, 52% disseram já ter usado o aparelho para atividades escolares, a pedido dos professores. No ano passado, esse índice passou para 54%. Entre os alunos de escolas particulares, o percentual se manteve em 60%. Entre os das escolas públicas, aumentou de 51% para 53%. Segundo a coordenadora da pesquisa, Daniela Costa, diante da falta de infraestrutura, sobretudo nas escolas públicas, o celular tem sido um importante instrumento de acesso à internet.

“Mais de 90% das escolas proíbem o uso de celular na sala de aula. Mas, ainda assim, como a internet muitas vezes não funciona, sobretudo nas escolas públicas, utiliza-se o celular”, afirma Daniela. De acordo ainda com a pesquisa, 48% dos professores deram aulas expositivas com o auxílio de tecnologias e 48% solicitaram a realização de trabalhos por esses meios. Outros 40% solicitaram exercícios e 40%, trabalhos em grupos pela internet.

Militar de 26 anos torna-se a primeira mulher a pilotar um caça no Japão

A primeiro-tenente Misa Matsushima, de 26 anos, se tornou na primeira mulher piloto de aviões de combates do Japão, um posição que há apenas três anos era exclusivamente reservada aos homens. Misa, que recebeu seu certificado como piloto de caças F-15 na última quarta-feira (22), foi destacada à base aérea de Nyutabaru. "Quero me tornar uma piloto completa o mais rápido possível para abrir caminho a outras mulheres", disse Misa Matsushima, após obter sua certidão, em declarações divulgadas pelo jornal japonês "Asahi".

A primeiro-tenente também manifestou seu desejo que quando a vissem "aumente o número de pessoas que desejem ser piloto". Misa juntou-se às Forças Aéreas de Autodefesa após se formar na Academia Nacional de Defesa, em 2014, e dois anos depois de obter uma licença de piloto, começou a preparação para conduzir aviões de combate. As Forças Aéreas de Autodefesa do Japão suspenderam o veto para presença de mulheres em todas as áreas e manobras em 1993, exceto na condução dos aviões de combate e reconhecimento, que não eram permitidos até 2015.

A presença da mulher no exército japonês continua sendo baixa e apenas 6% do pessoal militar - 14 mil soldados - são mulheres, um número que está atrás de potências como os Estados Unidos e outros países industrializados, onde a média é dentre 10 e 15%, segundo dados do Ministério da Defesa do Japão.

 

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