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Autoridades lamentam morte do jornalista Otavio Frias Filho


O presidente Michel Temer lamentou ontem (21) a morte do jornalista e diretor de Redação da Folha de S. Paulo, Otavio Frias Filho, de 61 anos.

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Jornalista Otavio Frias Filho morre aos 61 anos. Foto: José Antônio Teixeira/Alesp

Temer registrou que, no comando de Frias, o jornal pautou-se pelo pluralismo. “Sob sua direção, a Folha tornou-se palco dos grandes debates intelectuais do país, com pluralismo e diversidade de opiniões. Meus sinceros sentimentos à família, amigos e jornalistas da Folha por essa perda tão prematura”.

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, também se manifestaram. "À frente da Folha de S.Paulo, Otavio criou um estilo profissional inovador e desenvolveu um trabalho extremamente respeitável. Sem sombra de dúvida, perdemos um grande profissional no jornalismo do nosso país. Fui recebido por ele algumas vezes em almoços no jornal. [Frias era] sério, cordato e muito preciso nos seus questionamentos", disse Maia.

Para Eunício, o Brasil e o jornalismo brasileiro, em especial, perderam hoje um dos mais atuantes e instigantes de seus intelectuais. “Líder inconteste da Folha de S.Paulo e do Universo On Line, [Otavio Fria] foi sempre um dos mais argutos interlocutores da cena nacional. Era um homem reservado, correto, talentoso e corajoso. Fará falta ao país, à sua família, ao jornalismo e à democracia."

A presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, divulgou nota em que destaca o perfil ético, imparcial e crítico do jornalista. “Homem de múltiplos talentos, teve participação primordial na redemocratização do país e consolidou-se como um dos mais destacados jornalistas brasileiros". O presidente da OAB, Claudio Lamachia, também lamentou a morte. "Otavio Frias Filho conduziu a Folha de acordo com os mais elevados princípios do jornalismo, que são também fundamentais para o Estado Democrático de Direito, como amplo espaço para o contraditório e para o debate de ideias divergentes”, disse em nota.

Otavio Frias Filho, morreu ontem (21) após lutar contra um câncer no pâncreas. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês. O jornalista, escritor e ensaísta comandava por 34 anos a Folha de S. Paulo, promovendo mudanças e buscando atualizações. Foi um dos responsáveis pela implantação do Manual da Folha, que define o estilo característico do veículo. Frias era formado em direito com pós-graduação em ciência política (ABr).

ONU adverte: Coreia do Norte não abandonou programa nuclear

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Não há indícios de que a Coreia do Norte tenha interrompido as atividades nucleares. Foto: Getty Images

Agência EFE

A Coreia do Norte não abandonou seu programa nuclear, diz relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), no qual a organização adverte que as atividades atômicas do país asiático continuam gerando 'grave preocupação'. "A continuidade e o posterior desenvolvimento do programa nuclear da RPDC [República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte] e as declarações a respeito do país são motivo de grande preocupação", disse a Aiea.

A organização afirma, portanto, que não há indícios de que a Coreia do Norte tenha interrompido as atividades nucleares desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jon-un, anunciaram em junho disposição para conseguir a desnuclearização da região. No documento, a Aiea enumera as resoluções de condenação que o Conselho de Segurança emitiu após os sucessivos testes de armas nucelares pela Coreia do Norte.

"Contrariamente aos requerimentos dessas resoluções, a RPDC não abandonou seu programa nuclear de forma completa, verificável e irreversível, nem interrompeu todas as atividades relacionadas", acrescenta o relatório, redigido pelo diretor-geral da Aiea, Yukiya Amano, ao lembrar que, no começo do ano, o regime norte-coreano anunciou que tinha alcançado seu objetivo de "aperfeiçoar as forças nucleares nacionais" após as seis detonações de armas atômicas realizadas entre 2006 e setembro do ano passado.

Depois, Kim Jong-un mostrou seu compromisso de acabar com o programa atômico, primeiro em um encontro em abril com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e depois na histórica reunião com Trump em Singapura. A Aiea também assegura que continua sem poder realizar inspeções na Coreia do Norte e que, portanto, seu "conhecimento do programa nuclear da RPDC é limitado".

Casos de sarampo nas Américas chegam a 5 mil; Opas amplia alerta

Agência Brasil

O número de casos confirmados de sarampo na região das Américas mais que dobrou em um mês. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), 11 países do continente notificaram 5.004 casos confirmados da doença este ano: Antígua e Barbuda (1), Argentina (8), Brasil (1.237), Canadá (19), Colômbia (60), Equador (17), Estados Unidos (107), Guatemala (1), México (5), Peru (4) e Venezuela (3.545, incluindo 62 óbitos). Até 20 de julho, os mesmos países haviam confirmado 2.472 casos.

“Tendo em vista a velocidade de propagação da doença pela região, a Opas ampliou as recomendações que já vinham sendo feitas aos países. Entre elas, aumentar a cobertura vacinal e fortalecer a vigilância epidemiológica, a fim de aumentar a imunidade da população e detectar/responder rapidamente a casos suspeitos de sarampo”, informou a entidade, por meio de comunicado.

Na nota, o organismo internacional orienta ainda que, durante surtos, seja estabelecido um manejo correto de casos intra-hospitalares para evitar a transmissão nas próprias unidades de saúde, com um fluxo adequado de pacientes para salas de isolamento – evitando o contato com outros pacientes em salas de espera e/ou locais de internação.

O Ministério da Saúde promove até o dia 31 deste mês a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Sarampo. A meta é imunizar pelo menos 95% de 11,2 milhões de crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos, independentemente da situação vacinal delas, e criar uma barreira sanitária de proteção da população brasileira. Até segunda-feira (20), metade do público-alvo havia sido vacinada.

Equipe avalia situação de imigrantes em Pacaraima

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Moradores de Pacaraima se revoltaram contra presença de imigrantes da Venezuela, depois que um comerciante local foi assaltado. Foto: Geraldo Maia/EFE

Agência Brasil

Uma equipe técnica interministerial do governo federal visitou ontem (21) o município de Pacaraima (RR), cidade que abriga milhares de imigrantes venezuelanos. O grupo chegou à noite a Boa Vista e se reuniu com representantes do governo estadual, organizações da sociedade civil e de agências da ONU. Por volta das 9h de ontem (21), o grupo embarcou para Pacaraima, onde também se reuniu com autoridades locais e agentes sociais para avaliar a situação e colher informações sobre os imigrantes venezuelanos.

Integram a equipe técnica interministerial os ministérios da Defesa; Casa Civil, Gabinete Segurança Institucional, Justiça, Segurança Pública, Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Relações. Exteriores, Educação, Saúde e Ciência e Tecnologia. O resultado da missão será analisado em Brasília.

No sábado (18), moradores do município de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, expulsaram venezuelanos de barracas e abrigos e atearam fogo a seus pertences, em um princípio de revolta contra a presença deles na cidade. A agressão aos imigrantes se deu após um comerciante local ter sido assaltado e espancado em casa, na sexta-feira (17), supostamente por quatro venezuelanos.

No mesmo dia do ataque aos venezuelanos, a população local realizou um ato em frente ao Comando Especial de Fronteira do Exército contra a presença de imigrantes do país vizinho. A manifestação pacífica culminou com os episódios de violência.

CNJ retira proteção da PF a juiz candidato ao governo de MS

Agência Brasil

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu ontem (21), por 9 votos a 6, que o juiz aposentado Odilon de Oliveira – candidato ao governo de Mato Grosso do Sul – não tem mais direito à escolta da Polícia Federal (PF). A proteção de 24 horas, porém, deve ser retirada de forma gradual.
Odilon ficou conhecido pelo combate ao crime organizado, em especial o narcotráfico na região de fronteira com o Paraguai, tendo recebido diversas ameaças de morte ao longo da carreira, motivo pelo qual desde 1998 é escoltado continuamente por agentes da PF fortemente armados.

O juiz federal se aposentou em setembro do ano passado e este ano foi registrado como candidato do PDT ao governo de Mato Grosso do Sul. Ao deixar a magistratura, ele pediu ao CNJ que fizesse uma consulta formal ao Ministério da Justiça sobre a possibilidade de manutenção e ampliação da escolta. Ontem, o relator do caso, conselheiro Marcio Schiefler, julgou improcedente o pedido do juiz, com base em relatório encaminhado pelo atual diretor-geral da PF, Rogério Galloro. O documento diz que os motivos para proteção permanente não estão mais presentes e, por isso, a escolta armada deve ser gradualmente descontinuada.

Schiefler ressaltou que, ao se candidatar, o juiz sabia que agravaria os riscos a sua segurança. O relator argumentou ainda que, se fosse mantida sua escolta 24 horas fornecida pela União, o juiz ficaria em situação de vantagem diante dos demais candidatos ao governo de MS, o que é proibido pela legislação eleitoral. O corregedor-nacional de Justiça, João Otávio de Noronha, afirmou que por ter se candidatado ao governo de MS, Odilon de Oliveira deveria passar a se responsabilizar pela própria segurança. Ele defendeu que a escolta da PF fosse retirada por completo de imediato. “Houve opção política feita pelo ex-juiz. Então, está fora da nossa jurisdição”, disse Noronha.

 

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