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Relatório denuncia contaminação de comunidades rurais por agrotóxicos

Moradores de comunidades rurais, indígenas e quilombolas são vítimas de intoxicação por agrotóxicos, aponta relatório da organização Human Rights Watch, divulgado sexta-feira (20) na capital paulista

Relatorio temproario

Pulverização de plantações de forma aérea tem contaminado comunidades rurais,
indígenas e quilombolas.  Foto: Cenipa/Divulgação

A contaminação ocorre quando há pulverização de plantações de forma aérea ou terrestre próximo a casas e escolas. Foram entrevistadas 73 pessoas intoxicadas em sete localidades nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Pará e Bahia. O levantamento foi realizado entre julho de 2017 e abril de 2018.
O relatório concluiu que as pessoas que entram em contato com os defensivos são intoxicadas de maneira aguda, apresentando náusea, vômito, dor de cabeça, dormência e irritação dos olhos. Os sintomas coincidiam com o momento da pulverização aérea ou por terra. Hugo dos Santos, professor de comunidades rurais em Rio Verde, Goiás, foi vítima de um acidente há cinco anos dentro de uma escola em que trabalhava. Na ocasião, um avião despejou defensivo sobre o local, atingindo diversas crianças. As lavouras ficam muito próximas à escola.
Richard Pearshouse, diretor da Divisão de Meio Ambiente da entidade, disse que a legislação brasileira é falha. Não existe regulamentação proibindo a pulverização terrestre próximo a áreas sensíveis, como instituições de ensino e residências. A pulverização aérea tem limitação para ocorrer a 500 metros de locais sensíveis, regra constantemente ignorada, constatou o estudo. Na Câmara, uma comissão especial aprovou no último dia 25 o projeto que flexibiliza o uso de agrotóxicos no país.
Na avaliação do diretor da Human Rights Watch, essa lei é ruim para o país. “Em vez de enfraquecer a legislação de agrotóxicos, o Brasil deve aumentar a fiscalização e estabelecer redução dos agrotóxicos altamente perigosos. O Brasil é um dos maiores mercados de agrotóxicos do mundo”, disse, ao não concordar que o projeto traga modernização à legislação brasileira.
O relatório aponta que entre os dez agrotóxicos mais utilizados no Brasil estão quatro que já foram banidos na Europa. Um deles, é o atrazina, usado em plantações de milho, cana-de-açúcar e sorgo. O especialista disse que estudos comprovam prejuízo ao sistema endócrino, sobretudo em crianças e adolescentes. Richard disse que a Europa proibiu o atrazina por sua persistência na água para o consumo humano (ABr).

Palácio de Buckingham abre suas portas para visitação

Palacio temproario

O Palácio Buckingham permanecerá abertos ao público até 30 de setembro e o custo das entradas oscilam entre 13,5 e 24 libras. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Como acontece em todos os verões no Reino Unido, o Palácio de Buckingham abriu suas portas para visitação do público, informou a família real britânica em seu perfil oficial no Twitter. Um dos salões principais abrigará a exposição "Prince and Patron" (Príncipe e Patrono), por causa do 70º aniversário do príncipe Charles. "Os visitantes poderão desfrutar de uma exibição especial com uma seleção de obras de arte escolhida pessoalmente por Vossa Alteza Real", informou em seu site a Royal Collection Trust, organização que administra o patrimônio da família real britânica.

Na exposição, as obras de arte favoritas do príncipe de Gales serão exibidas junto com outras criadas por artistas jovens, apoiados por três organizações beneficentes que ele mesmo fundou: a Royal Drawing School, a Prince's Foundation School of Traditional Arts e a Turquoise Mountain. Entre os trabalhos presentes, destacam-se "A Tribuna dos Uffizi", encomendada em 1772 pela rainha Charlotte a Johan Joseph Zoffany, e o manto de Napoleão Bonaparte, retirado de sua carruagem imediatamente depois da Batalha de Waterloo em 1815.

"A cor, o padrão e a história do manto causaram fascinação em Vossa Alteza Real desde a primeira vez em que viu o objeto exposto no Castelo de Windsor", detalhou a Royal Collection Trust em relação à peça que pertencera a Napoleão. O Palácio Buckingham e a exposição permanecerão abertos ao público até 30 de setembro e as entradas, cujo custo oscila entre 24 libras (US$ 31,16) e 13,5 libras (US$ 17,53), podem ser adquiridas através do site oficial da Royal Collection Trust (Agência EFE).

Trump se diz pronto a taxar todos os produtos chineses

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se disse ponto a sobretaxar todos os produtos importados da China, em uma medida que valeria mais de US$ 500 bilhões. A declaração foi dada em uma entrevista à "CNBC", em meio à guerra comercial entre os dois países, deflagrada pelo próprio Trump.

"Não faço isso por razões políticas, mas porque é a coisa justa para nosso país. Fomos enganados pela China por muito tempo", disse. A disputa começou com a decisão dos EUA de sobretaxar o aço chinês em 25% e o alumínio em 10%, com o argumento de proteger a "segurança nacional". Já a China reagiu aumentando as tarifas sobre o sorgo norte-americano.

Na semana passada, a imprensa dos EUA publicou que a Casa Branca já tem uma lista de produtos chineses que serão sobretaxados a partir de setembro, em uma medida de US$ 200 bilhões. No entanto, o Senado aprovou uma moção não-vinculante que pede para o presidente consultar o Congresso antes de impor novas tarifas invocando a "segurança nacional". Atualmente, o déficit comercial dos EUA com a China é de US$ 375 bilhões por ano (ANSA).

Custo de vida subiu pelo terceiro mês seguido na Grande São Paulo

Custo temproario

O índice acumula altas de 1,65% no ano e de 4,6% nos últimos 12 meses. Foto: Tânia Rêgo/ABr

O custo de vida na região metropolitana de São Paulo registrou a terceira alta consecutiva em junho, de 0,97%, a maior variação mensal desde fevereiro de 2016, quando assinalava elevação de 0,98%. O indicador já havia registrado aumentos de 0,17% em abril e de 0,19% em maio. Assim, o índice acumula altas de 1,65% no ano e de 4,6% nos últimos 12 meses. Os dados são da pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS), realizada mensalmente pela FecomercioSP.

Entre as nove categorias que compõem o indicador, três registraram variação negativa em junho: educação (-0,07%), artigos do lar (-0,10%) e vestuário (-0,25%), porém, foram insuficientes para conter a elevação geral do custo de vida já que a soma dos pesos desses grupos no orçamento familiar é de cerca de 17%. O grupo alimentação e bebidas foi o principal responsável pela alta do indicador, com elevação de 2,07%.

A paralisação dos caminhoneiros entre maio e junho e a consequente crise de desabastecimento teve impacto sobre os preços dos produtos perecíveis que principalmente exigem uma reposição de estoques mais frequente. Na segmentação por renda, as classes D e E foram as que mais sentiram os aumentos dos preços em junho, com altas de 1,56% e 1,49%, respectivamente. Enquanto as classes B e A foram as menos prejudicadas, assinalando variações de 0,67% e 0,71%, sucessivamente.

De acordo com a FecomercioSP, o comportamento observado em junho para os preços do varejo não surpreendeu. Os produtos alimentícios mostraram pressão nos itens in natura, em decorrência do clima adverso, que afeta a produção de alguns desses produtos, e também dos efeitos da paralisação dos caminhoneiros. A greve não afetou somente a distribuição, mas também atrapalhou a cadeia produtiva, e isso deve ser sentido de forma mais residual ainda nos próximos meses.

TIM anuncia novo CEO e alta de 53% no lucro

O CEO da TIM Participações, Stefano De Angelis, renunciou ao cargo, após ter concluído seu mandato de dois anos no comando da empresa.
Para seu lugar, o conselho de administração da matriz na Itália nomeou, por unanimidade, Sami Foguel, que assumirá a função em 23 de julho. De Angelis, segundo a TIM, manterá sua posição de conselheiro, a fim de "garantir uma eficaz passagem de poder". Engenheiro de formação pela Unicamp, Foguel era diretor de operações (COO) da companhia aérea portuguesa TAP desde 2017. Além disso, já passou pelo banco HSBC e pela consultoria McKinsey.

A notícia da troca no comando da TIM Participações chega em meio à divulgação de seus resultados do segundo trimestre de 2018, que registraram um aumento de 5,8% na receita líquida total e de 53,2% no lucro líquido. Entre abril e junho, a empresa arrecadou R$ 4,171 bilhões, contra R$ 3,942 bilhões do mesmo período do ano passado. Já o lucro subiu de R$ 219 milhões para R$ 335 milhões. A base de clientes sofreu queda de 7% (de 60,831 milhões para 56,554 milhões), mas com um aumento de 20,5% no pós-pago (de 15,835 milhões para 19,077 milhões), o que está em linha com a estratégia da TIM, já que esse segmento gera mais valor.

Entre os clientes pré-pagos, o número caiu 16,7%, de 44,996 milhões para 37,477 milhões. Já a quantidade de clientes TIM Live saltou 21,5%, de 348 mil para 423 mil. Atualmente, a operadora possui 31,313 milhões de usuários 4G, alta de 38,9%. A rede 4G da empresa cobre 3.138 municípios brasileiros, o que corresponde a 92% da população urbana do país. "A mudança do perfil da base de clientes e a aposta na evolução da rede 4G trouxeram mais resiliência ao negócio da TIM. Com isso, estamos preparados para a execução dos nossos objetivos, mesmo em um cenário de maior instabilidade", comentou De Angelis (ANSA).

 
 
 
 

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