Em comunidade do Rio, Malala faz grafite com rosto de Marielle

De visita ao Brasil, a ativista paquistanesa Malala Yousafzai foi grafiteira por algumas horas na quarta-feira (11), e participou do trabalho feito em um muro da Favela Tavares Bastos, no Catete, na Zona Sul do Rio de Janeiro, com o rosto da vereadora Marielle Franco, morta em 14 de março, junto com o seu motorista Anderson Gomes

Em comunidade temporario

A ativista paquistanesa Malala Yousafzai posa para foto, ao lado de um desenho da vereadora Marielle Franco. Foto: @redenami/Facebook/Ag.EFE

A vencedora mais jovem do Prêmio Nobel de Paz, por seu trabalho a favor dos direitos das mulheres, pintou em um dos muros da comunidade a imagem de Marielle com ajuda de artistas da Rede Nami.
Na véspera de fazer 21 anos, ela quis conhecer o projeto liderado pela grafiteira Panmela Castro, conhecida no mundo artístico como Anarkia Boladona. A artista ganhou em 2010 o prêmio Vital Voices Global Leadership Awards, na categoria direitos humanos, o mesmo prêmio que, três anos depois, foi para Malala, na cerimônia na qual as duas se conheceram. “Ela ficou muito impressionada porque está focada na educação e aqui nós educamos meninas e mulheres sobre os seus direitos”, disse Panmela.
Sem a presença da imprensa, com absoluto sigilo e acompanhada somente por integrantes do projeto, Malala fez um passeio pelas ruas do morro e ouviu detalhes sobre vários grafites feitos por meninas que participam do programa. “Ela conversou com as meninas e perguntou sobre os desafios na educação, suas inspirações na arte e sobre a violência que vivem diariamente”, disse a coordenadora do programa, JLo Borges. Entre um mural e outro, Malala posou para fotos e conheceu um grafite com a sua própria imagem, uma homenagem de Panmela à defensora dos direitos das mulheres.
Malala anunciou, em um evento em São Paulo, que em breve iniciará no Brasil um projeto para fomentar a educação feminina, mas não deu detalhes sobre a iniciativa. Segundo a ativista, que foi baleada por talibãs quando aos 15 anos querer frequentar a escola, estima-se que esse direito básico seja negado para 1,5 milhão de meninas no Brasil (Agência EFE).

Em oito anos, mais de 34,2 mil leitos do SUS foram fechados

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“Sem leitos de internação não há como o profissional médico prestar os seus cuidados ao paciente”. Foto: Sindicato dos Médicos/RN

Nos últimos oito anos, mais de 34,2 mil leitos de internação da rede pública foram desativados. Em maio de 2010, o Brasil tinha 336 mil leitos para uso exclusivo do SUS, número que caiu para 301 mil em 2018, o que representa uma média de 12 leitos fechados por dia. Somente nos últimos dois anos, mais de 8 mil unidades foram desativadas. O levantamento foi feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a partir de dados do Cadastro Estabelecimentos de Saúde do Ministério da Saúde. As especialidades com a maior quantidade de leitos fechados, em nível nacional, são psiquiatria, pediatria cirúrgica, obstetrícia e cirurgia geral.
Para o presidente do CFM, Carlos Vital, o fechamento de leitos aponta para má gestão das verbas do SUS. “Sem leitos de internação não há como o profissional médico prestar os seus cuidados ao paciente. Não podemos aceitar que pessoas deixem de ser atendidas por causa de leitos simples de internação”, afirmou. O CFM pretende encaminhar o levantamento para parlamentares, Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União.
Entre as capitais, Rio de Janeiro teve a maior perda de leitos na rede pública (-4.095), seguida por Fortaleza (-904) e Curitiba (-849). Nove delas – Belém, Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Palmas, Porto Velho, Recife, Salvador e São Luís – conseguiram elevar o indicador. Outra constatação é que enquanto a rede pública teve 10% dos leitos fechados desde 2010 (34,2 mil), as redes suplementar e privada aumentaram em 9% (12 mil) o número de leitos em oito anos. Os leitos privados cresceram em 21 estados até maio de 2018. Apenas Rio de Janeiro e Maranhão sofreram decréscimos: 1.172 e 459 leitos.
De acordo com o relatório de Estatísticas de Saúde Mundiais da OMS de 2014 – o último dado disponível –, o Brasil tinha 23 leitos hospitalares (públicos e privados) para cada grupo de dez mil habitantes. A taxa era equivalente à média das Américas, mas inferior à média mundial (27) ou às taxas apuradas, por exemplo, no Reino Unido (29), na (47), Espanha (31) e França (64) (ABr).

Messi jogará em Israel com Barcelona

Após a polêmica do mês passado, com o cancelamento do amistoso em Jerusalém entre as seleções da Argentina e de Israel como preparação para a Copa do Mundo, os israelenses ficaram sabendo ontem (12) que poderão ver Lionel Messi jogar em novembro por lá. O Barcelona e o Atletico de Madrid agendaram um amistoso no Estádio Sammy Ofer, em Haifa.
A notícia foi confirmada pelo prefeito Yona Yahav. O jogo foi arranjado pelo empresário israelense Idan Ofer, um dos acionistas do Atletico de Madrid. Mas os detalhes da partida ainda não foram acordados. O jogo amistoso entre Argentina e Israel tinha sido anulado pela parte argetina após pressão política. Grupos palestinos acusaram os dirigentes israelenses de se aproveitarem do jogo para fins políticos, alegando que a partida comemoraria os 70 anos do Estado de Israel.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, falou pessoalmente com o presidente argentino, Mauricio Macri, na tentativa de manter o jogo em Jerusalém, mas em vão. Por sua vez, o presidente da Associação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, agradeceu Messi, “em nome da Palestina”, por não ter jogado em Jerusalém, “zona contestada” pelos dois povos (ANSA).

Parreira: falta de experiência foi decisiva para fracasso da seleção

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Parreira: “Não é suficiente só ter talento”. Foto: EFE

Carlos Alberto Parreira, técnico campeão do mundo com a seleção brasileira em 1994, afirmou ontem (12) que ao Brasil faltou experiência, entre comissão técnica e jogadores, para conquistar o título da Copa do Mundo da Rússia 2018.
“Não basta conhecer os problemas, mas é preciso saber como resolvê-los. De 21 Copas do Mundo, apenas ganhamos cinco. Ficamos muitos anos sem ganhar, porque é muito difícil. Muitas coisas influenciam. Não é suficiente só ter talento, senão ganharíamos todas as Copas do Mundo. É preciso chegar preparado e com fome. Quando há compromisso, ganhamos. Se falta algum elemento, fracassamos”, disse durante a entrevista coletiva do Grupo de Estudo Técnicos realizada ontem no estádio Luzhniki de Moscou.
“Em 2006, tínhamos bons jogadores, mas faltava a fome de vencer, tinham mais fome no passado, quando ganharam. Agora, não vieram 100%. Faltou estrutura e experiência. Houve bons jogadores, mas só 3 ou 4 tinham jogado um Mundial e para a comissão técnica também era seu primeiro mundial. A Bélgica nos surpreendeu na primeira parte e nós fomos melhores na segunda, mas ficamos fora. Desde o dia em que nos eliminaram, sonhamos ganhar o Mundial seguinte. Para nós é como uma espécie de religião”, acrescentou (Agência EFE).

Filmes devem levar para o cinema o resgate dos 13 tailandeses

Pelo menos dois filmes já estão sendo planejados para levar aos cinemas a história do bem-sucedido resgate dos 12 adolescentes e seu treinador, que permaneceram presos durante dias em uma profunda caverna na Tailândia. Michael Scott, o CEO da produtora de filmes cristãos Pure Flix, publicou um vídeo, no Facebook, anunciando seus planos para um filme sobre esta história.
“Estamos vendo realmente isso como um filme que poderia inspirar milhões de pessoas em todo o mundo”, disse Scott, perto da gruta na Tailândia, país onde possui uma residência, pouco depois da conclusão dos trabalhos de resgate. “Não poderia estar mais emocionado. Esta história significou muito para mim”, completou em um vídeo, onde elogiou a coragem e o esforço internacional empregado para salvar as vidas das 13 pessoas presas na caverna. Contatado pelo site especializado “The Hollywood Reporter”, Scott falou que sua intenção não é fazer um filme cristão, mas sim “inspirador”.
No entanto, apenas um dia depois de conhecer as intenções de Scott e da Pure Flix, Jon M. Chu, diretor americano de origem chinesa, afirmou através do Twitter, que ele também quer levar ao cinema o resgate na Tailândia para evitar que Hollywood se aproprie desta história. “Eu me recuso a deixar Hollywood ‘branquear’ a história do resgate na caverna de Tailândia!”, disse Chu utilizando o termo “whitewashing”, que na indústria audiovisual se refere à criticada prática onde atores ocidentais interpretam personagens que não são brancos.
O diretor de “G.I. Joe: Retaliação” (2013) e “Truque de Mestre: O 2º Ato” (2016) estreará em meados de agosto “Podres de Ricos”, uma comédia romântica da Warner Bros, apresentando um elenco composto por atores de origem asiática. “A lição maior que aprendi fazendo ‘Podres de Ricos’ é que devemos contar nossas histórias, especialmente as mais importantes, para que a história não as confunda, é importante demais deixar os outros ditarem quem são os verdadeiros heróis”, completou o cineasta (Agência EFE).

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