Imagens de crianças separadas dos pais chocam os EUA

Centenas de crianças separadas dos pais imigrantes estão em abrigos no Texas, EUA.A pressão sobre o Congresso dos Estados Unidos para impedir que crianças sem documentos, e separadas dos pais presos quando tentam entrar ilegalmente usando a fronteira com o México, aumentou com a divulgação de novas imagens de abrigos e áudios de meninos e meninas chorando

A bancada democrata uniu-se em torno de um projeto de lei para proibir a separação de famílias e senadores querem votar uma medida ainda esta semana.
Também foram mostrados casos de crianças que acabaram ficando nos abrigos meses depois da deportação dos familiares adultos. Dentro do próprio partido republicano, alguns políticos já se movimentam contra a tolerância zero do presidente Donald Trump. O deputado do estado do Colorado, Mike Coffman, por exemplo, disse no Twitter, que quer ajudar a acabar com “o desastre de direitos humanos na fronteira”. Ele é um dos parlamentares que apoiam o chamado “Keep Families Together act”, ou lei pelas famílias juntas. É uma proposta da senadora Dianne Feinstein para impedir a separação familiar.
A divulgação das novas imagens dos abrigos improvisados para menores imigrantes indocumentados no Texas que esperam pela deportação dos pais e dos áudios com crianças chorando ao serem, supostamente, separadas dos pais mobilizou ainda mais o Congresso. A ONU voltou a pedir que o governo Trump interrompa a separação de famílias. Mesmo com a pressão, Trump disse não deixará de cumprir estritamente a lei que já existe – que determina a prisão pelo crime de entrada ilegal no país. “Não permitirei que os Estados Unidos se transformem em um campo de migrantes, nem em uma instalação de refugiados”, afirmou.
As imagens divulgadas por várias redes de televisão nos Estados Unidos aumentaram a polêmica porque mostraram abrigos até em galpões ou antigos supermercados onde foram colocadas camas para crianças e adolescentes que podem falar uma vez por semana com os pais. No Texas, em um local onde funcionava um supermercado, agora estão abrigadas 1.500 crianças. Além dos abrigos improvisados, o governo Trump cogitou utilizar bases militares com barracas para abrigar os menores (ABr).

Programa Jovens Embaixadores já está recebendo inscrições

Jovens Embaixadores em Washington.

Jovens do ensino médio de escolas públicas, entre 15 e 18 anos, com perfil de liderança e que promovem trabalhos voluntários em suas comunidades podem se candidatar a uma das 50 vagas da 17ª edição do Programa Jovens Embaixadores, promovido pela Embaixada dos Estados Unidos. Os selecionados terão a oportunidade de fazer um intercâmbio de três semanas nos Estados Unidos. De acordo com o conselheiro de Educação da embaixada, Erik Holm-Olsen, o desafio do programa é escolher apenas 50 entre tantas histórias inspiradoras.
No ano passado, foram 24 mil inscritos. “São jovens muito talentosos. Tiramos os melhores dos melhores. São jovens que já fazem a diferença e queremos que continuem se destacando”, comentou. Os candidatos que quiserem concorrer a uma das vagas, devem ter boas notas, domínio da língua inglesa e ter participado de trabalho voluntário por, no mínimo, um ano. As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de agosto pelo site (https://www.facebook.com/JovensEmbaixadores/). A viagem ocorre em janeiro de 2019.
Em 16 edições, 572 jovens brasileiros participaram do programa. E quem participou, garante que a experiência muda perspectivas. É o caso do economista e cientista político, Giovani Rocha, 26 anos, Jovem Embaixador do Programa em 2009. Negro, filho de empregada doméstica e auxiliar de mecânico, ele mora na periferia do Rio de Janeiro. “Antes dessa vivência, eu tinha um pensamento limitado. Quando voltei, quis trabalhar com algo que fizesse impacto na vida das pessoas”, destacou.
“O Jovens Embaixadores foi essencial para eu enxergar esse objetivo. Quero um Brasil com uma perspectiva maior, mostrar o negro em posições que não sejam marginalizadas. As mudanças são complexas de serem feitas, mas os resultados vão aparecer”, enfatizou (ABr).

Honda fornecerá motores para a Red Bull

A Red Bull Racing anunciou ontem (19) que fechou um acordo com a Honda para que seja a nova fornecedora dos motores da escuderia austríaca nas temporadas 2019 e 2020 da Fórmula 1. A fabricante japonesa irá substituir a francesa Renault, que foi a fornecedora da Red Bull nos últimos 12 anos.
“Trata-se de uma nova fase para a equipe Aston Martin Red Bull e o seu esforço não só por competir e vencer nos Grandes Prêmios, mas também com o título mundial como objetivo”, disse Christian Horner, chefe da Red Bull. A parceria entre a RBR e a Renault rendeu quatro títulos mundiais de Fórmula 1 (em 2010, 2011, 2012 e 2013), com os pilotos Sebastian Vettel e Mark Webber, além de 57 corridas vencidas (ANSA).

Número de deslocados forçados bate novo recorde

Acnur registrou 68,5 milhões de pessoas forçadas a deixar lares.

O número de pessoas obrigadas a fugirem de seus lares devido a guerras, violências e perseguições atingiu um novo recorde pelo quinto ano consecutivo. De acordo com a ONU, 2017 registrou 68,5 milhões de deslocamentos forçados, com 2,9 milhões a mais que em 2016. O dado foi apresentado ontem (19) no relatório anual “Relatório Mundial sobre Tendências em Deslocamento Forçado”, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).
A crise na República Democrática do Congo, a guerra no Sudão do Sul e a fuga de milhares de refugiados rohingyas de Mianmar para Bangladesh elevaram os deslocamentos forçados a um nível recorde no ano passado.
Dos 68,5 milhões de deslocados forçados - equivalente quase à população total da Tailândia --, cerca de 25,4 milhões deles foram obrigados a fugir de guerras e perseguições, ou seja, são refugiados. Outros 40 milhões são deslocados internos e 3,1 milhões são requerentes de asilo.
Considerando todos os países do mundo, a média é de uma pessoa a cada 110 como deslocada forçada. “Estamos em um ponto de inflexão e para que a gestão dos deslocamentos forçados no mundo tenha êxito é necessário um enfoque muito mais integral, que não deixe apenas nas mãos dos países e das comunidades estas iniciativas”, afirmou o Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi (ANSA).

Fifa abre processo contra México por canto homofóbico

A Fifa anunciou que abrirá um procedimento disciplinar contra o México por conta dos gritos homofóbicos de seus torcedores durante a partida contra a Alemanha, pelo grupo F da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.
Durante os 90 minutos da vitória por 1 a 0 sobre a atual campeã mundial, a torcida mexicana gritava “puto”, que em português significa “bicha”, para o goleiro da Alemanha, Manuel Neuer, toda vez que ele cobrava um tiro de meta.
No Campeonato Mexicano, é muito comum que a torcida grite palavras homofóbicas ao goleiro do time adversário quando ele vai bater um tiro de meta. Segundo eles, é apenas uma provocação e não palavras discriminatórias. Antes do início do Mundial, a Federação Mexicana de Futebol (FMF) já havia alertado seus torcedores para evitar gritos desse tipo durante o torneio, com o objetivo de evitar alguma punição da Fifa.
Nas Eliminatórias sul-americanas para a Copa, o Brasil foi punido por gritar “bicha” durante os tiros de metas dos times adversários. A versão brasileira é uma adaptação do grito mexicano. Após vencer da Alemanha na primeira rodada, a seleção mexicana volta a campo neste sábado (23) diante da Coreia do Sul, em Rostov (ANSA).

Homenagem ao imigrante japonês

O senador Pedro Chaves (PRB-MS) lembrou a comemoração dos 110 anos da imigração japonesa no Brasil. O parlamentar destacou a contribuição dos japoneses à agricultura e ao cooperativismo. E destacou a elevada escolaridade desses imigrantes e seus descendentes, que atingiram importantes postos na sociedade brasileira.
Pedro Chaves também homenageou a colônia japonesa de Mato Grosso do Sul, a terceira maior entre os estados do Brasil, e afirmou esperar que os valores japoneses possam ser incorporados à sociedade brasileira.
"No tempo que vivemos hoje, a valorização da família, da sabedoria dos idosos, da tradição, da educação, do trabalho, do respeito à autoridade, da valorização do conhecimento e do esforço na forma da milenar tradição japonesa, são acréscimos bem-vindos ao patrimônio cultural brasileiro", ressaltou (Ag.Senado).

 
 

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