Pesquisa relata que 15% da população urbana consome alimentos orgânicos

Pesquisa temproario

Segundo pesquisa divulgada pela Organics Brasil (Conselho Brasileiro de Produção Orgânica e Sustentável), cerca de 15% da população urbana consome alimentos orgânicos com alguma frequência

A maior procura por este tipo de produto (34%) está na região Sul, que ultrapassa o dobro do consumo nacional.
De acordo com a coordenadora do curso de Nutrição da Anhanguera de Pelotas, Chirle Raphaelli, ao inserir alimentos ou produtos orgânicos na alimentação diária estamos beneficiando a saúde, o meio ambiente e a qualidade de vida de consumidores e agricultores. “Além de não causar riscos à saúde, pelo consumo de resíduos agrotóxicos, o alimento orgânico é mais nutritivo que o convencional, contém minerais e vitaminas, além de antioxidantes”, diz.
A pesquisa também relata que seis a cada 10 pessoas consultadas afirmam que consomem orgânicos porque os relacionam a melhorias na saúde. Cerca de 64% adquire os orgânicos em supermercados e 26% compram os produtos em feiras. “A grande vantagem do crescimento do consumo de alimentos orgânicos está atrelada à garantia dos cuidados com a saúde da população, o equilíbrio do meio ambiente e benefício à agricultura familiar”, afirma.
O Brasil é o maior consumidor de produtos agrotóxicos no mundo, o que interfere diretamente na saúde da população que consome alimentos convencionais e não orgânicos, possibilitando riscos de doenças crônicas, inclusive câncer. Algumas pessoas utilizam desinfetante para hortifrutrícolas com a intenção de retirar os resíduos de agrotóxicos, porém, esta prática não é uma boa alternativa, já que apenas retira os microrganismos e resíduos e o uso incorreto ou em excesso pode fazer mal a saúde.
Pela legislação, considera-se produto orgânico, seja ele in natura ou processado, aquele que é obtido em um sistema orgânico de produção agropecuária ou oriundo de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local. Os produtos orgânicos podem ser encontrados em feiras orgânicas, com venda direta ao consumidor, ou nos supermercados embalados com o logotipo da certificação orgânica (Organics Brasil).

Papa: imigrantes não devem ser considerados ‘ameaça’

Papa temproario

Em um momento em que a crise migratória gerou tensão entre a Itália e a França, o papa Francisco lançou ontem (14) uma mensagem para que os imigrantes parem de ser considerados uma ameaça. “É preciso uma mudança de mentalidade: passar de considerar o outro uma ameaça à nossa comodidade para estimá-lo como uma pessoa que, com sua experiência de vida e seus valores, pode contribuir enriquecendo a nossa sociedade”, disse Jorge Mario Bergoglio, em um fórum da Santa Sé com o México sobre migrações internacionais.
Francisco pediu que as pessoas andem ao encontro do outro, para acolher, conhecer e reconhecer. “Os números não estão em jogo, mas sim, as pessoas, com suas histórias, culturas, sentimentos e aspirações. Essas pessoas, que são nossos irmãos e irmãs, precisam de uma proteção contínua, independentemente do seu status migratório”.
O Papa também defendeu que a responsabilidade em relação aos imigrantes seja compartilhada à nível internacional, com base nos valores da “justiça, solidariedade e compaixão”. Desde que assumiu a liderança da Igreja Católica, em março de 2013, Francisco faz apelos para que os países adotem políticas de acolhimento aos imigrantes e refugiados.
A mensagem do Papa vem em um momento e que a Itália tem um novo governo, liderado pelos partidos Liga Norte, nacionalista, e Movimento 5 Estrelas (M5S), antissistema. No fim de semana, o ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, da Liga Norte, negou o pedido de um barco com 629 imigrantes que queria atracar em um porto italiano. A rejeição gerou uma crise diplomática com a França, que acusou a Itália de “cinismo” e “irresponsabilidade” (ANSA).

Países de alta renda fazem mais doações de sangue

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No Dia Mundial do Doador de Sangue, lembrado ontem (14), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que, das 112,5 milhões de doações coletadas em todo o mundo, cerca da metade é registrada em países de alta renda, onde vive apenas 19% da população global. A taxa registrada nessas localidades é de 32,1 doações para cada grupo de mil pessoas, contra 14,9 em países de renda média alta; 7,8 em países de renda média baixa; e 4,6 em países de baixa renda.
Nas regiões mais pobres do mundo, até 65% das transfusões de sangue são destinadas a crianças menores de 5 anos. Já em países de alta renda, idosos com mais de 65 anos respondem pelo maior número de transfusões (76%). Dados da organização mostram aumento de 10,7 milhões de doações voluntárias entre 2008 e 2013. Ao todo, 74 países coletaram mais de 90% de seu estoque dessa forma. Entretanto, 71 países coletaram mais de 50% por meio de doações de parentes ou doações pagas.
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), desde 2015, apenas 45% do sangue para transfusões coletado na América Latina e no Caribe foram obtidos por meio de doação voluntária. Embora o número represente um aumento de 38,5% em relação a 2013, ainda é muito menor do que a meta de 100% recomendada pela OMS. “A Opas pede aos países das Américas que redobrem os esforços para melhorar os sistemas baseados na doação de sangue voluntária e não remunerada. Isso pode evitar milhões de mortes a cada ano, incluindo as por hemorragia pós-parto, acidentes de trânsito e várias formas de câncer”, informa a entidade (ABr).

Alegando sanções dos EUA, Nike não entrega chuteiras ao Irã

O Irã começa hoje (15) na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, com a Nike não fornecendo suas chuteiras aos jogadores do time, por conta das sanções comerciais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao país. A decisão caiu como uma bomba no elenco da seleção iraniana, pegando todos de surpresa. A medida da empresa norte-americana causou confusão, já que na Copa de 2014, no Brasil, as sanções comerciais não impediram que as chuteiras da Nike chegassem aos atletas.
“As sanções significam que, como uma empresa norte-americana, a Nike não pode fornecer chuteiras aos jogadores da seleção iraniana neste momento”, afirmou a empresa em um comunicado oficial. “Os jogadores estão acostumados com os seus equipamentos. Não é certo mudar isso em uma semana antes de partidas tão importantes”, criticou o técnico do Irã, o português Carlos Queiroz. Para não ficarem sem as chuteiras, os jogadores contaram com a ajuda de outros atletas ou compraram eles mesmos os equipamentos.
O caso da Nike deixa transparente a tensa relação entre Estados Unidos e Irã. No mês de maio, Trump concretizou uma promessa de campanha e anunciou a saída do país do acordo nuclear com os iranianos. A seleção iraniana está no grupo B, ao lado de Portugal, Espanha e Marrocos. Considerado o grande azarão da chave, o Irã estreará no Mundial diante dos marroquinos, em São Petersburgo (ANSA).

Câmara argentina aprova projeto que descriminaliza o aborto

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A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou ontem (14) por 129 votos a favor, 125 contra e 1 abstenção o projeto de lei que descriminaliza o aborto, em uma sessão histórica que durou cerca de 22 horas e meia.
De acordo com o projeto, o aborto poderá ser feito até 14 semanas de gestação. O texto segue agora para o Senado.
Depois deste prazo, a interrupção da gravidez só poderá ser realizada em casos de estupro, se representar um risco para a vida e a saúde da mãe e também se o feto tiver alguma malformação “incompatível com a vida extrauterina”. A votação terminou com aplausos dos deputados que defendiam a interrupção voluntária da gravidez.
Milhares de argentinos viraram a noite na praça em frente ao Congresso, para acompanhar a votação, na Câmara. Todos estavam preparados para enfrentar o frio de 5 graus: fizeram fogueiras, montaram barracas e dançaram, ao som de tambores, pedindo aos legisladores o direito a um “aborto livre, gratuito e seguro”.
A sessão começou na quarta-feira (13) e, até o fim da noite, havia um empate entre os deputados que discursaram a favor e contra a legalização do aborto. Do lado de fora do Congresso, ativistas dos dois lados ocupavam a praça e defendiam sua posição. Segundo as estimativas, 500 mil abortos clandestinos são feitos todos os anos na Argentina. Cerca de 60 mil resultam em complicações e hospitalizações. E muitas mulheres – a maioria pobres ou do interior – morrem por causa de abortos mal feitos (ABr).