No ‘Dia do Autismo’, Papa fez oração especial para autistas

O autismo compromete a capacidade de interagir e se comunicar com os outros.

No Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado ontem (2), o papa Francisco afirmou ter dedicado uma “oração especial” para as pessoas autistas

“Eu gostaria de assegurar uma oração especial para o Dia Mundial de Consciência sobre o Autismo, que é comemorado hoje”, afirmou o Pontífice. Já o prefeito do Dicastério para o serviço humano integral, o cardeal Peter Turkson, também mandou uma mensagem para as pessoas que possuem autismo e suas famílias.
“É necessário um maior comprometimento e novas forças para poder responder adequadamente a essa tendência, que parece ter assumido caráter emergencial. Dirijo um olhar especial às famílias das pessoas com autismo, que merecem grande admiração a aceitar com amor, a provação de uma criança afetada por esse transtorno”, afirmou Turkson. Dez anos após o estabelecimento do Dia Mundial pela Organização Mundial da Saúde, o caminho para a igualdade e oportunidade para as pessoas com esse transtorno ainda está em um estágio inicial.
Diversas associações internacionais fizeram apelos para as instituições garantirem uma melhor qualidade de vida para as pessoas com o transtorno no mundo, uma criança a cada 100 tem autismo e o fenômeno está crescendo. Na Itália, há 500 mil famílias que têm algum membro com o problema. O início da doença é precoce, entre 14 e 28 meses, e dura por toda a vida. O autismo compromete a capacidade de interagir e se comunicar com os outros.
Neste ano, o Brasil celebrou a data np domingo (1) com caminhadas e ações sociais em diversos estados do país. No Amazonas, por exemplo, centenas de pessoas se reuniram em Manaus para realizarem uma caminhada. Já em São Paulo, as cidades de São Vicente e Bertioga, no litoral paulista, promoveram diversas ações para conscientizar a população sobre o autismo. Na cidade de Petrolina, em Pernambuco, teve exposições fotográficas e concertos musicais (ANSA).

China anuncia tarifas sobre 128 produtos norte-americanos

Em comunicado, o Ministério do Comércio, ressaltou que “os interesses da China foram seriamente danificados”.

A China anunciou ontem (2) que vai impor novas tarifas sobre 128 produtos norte-americanos no valor total de US$3 bilhões. A medida é uma resposta ao “movimento protecionista” decidido pelo presidente Donald Trump ao taxar o aço e alumínio, informou o Ministério do Comércio chinês. A decisão chinesa afeta diversos produtos, como frutas, carne de porco e resíduos de alumínio. O Ministério das Finanças adotou um regime que prevê a aplicação de tarifas de 15% e 25% sobre a lista.
A imposição da taxa é revelada depois de várias semanas de tensões bilaterais. No dia 22 de março, Trump anunciou que seu governo adotaria novas tarifas sobre diversos produtos chineses no valor de US$60 bilhões. Segundo a Casa Branca, as tarifas para a importação de aço (25%) e alumínio (10%) foram decididas em nome da “segurança nacional”.
No entanto, a China afirmou que o republicano deveria “revogar as medidas de proteção, pois são um abuso das cláusulas de segurança da Organização Mundial do Comércio e afetam seriamente o princípio da não-discriminação no sistema multilateral de comércio”. Em comunicado, o Ministério do Comércio, ressaltou ainda que “os interesses da China foram seriamente danificados”.
Entretanto, mesmo em meio à críticas internacionais, o magnata deixou isento apenas países da União Europeia, Brasil, México, entre outros. “Esperamos que os Estados Unidos abandonem o mais rápido possível as medidas que violam as normas da OMC para a retomada normal do comércio sino-americano”, afirmou o ministério chinês do Comércio. “A cooperação entre China e Estados Unidos, as duas maiores economias mundiais, é a única opção possível”, completou (ANSA).

O ‘mistério’ do som do estalar dos dedos

Pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, revelaram o mistério que está por trás do som produzido pelo estalar dos dedos através de uma fórmula matemática. Chandran Suja e Abdul Bakarat combinaram uma representação geométrica da articulação dos dedos com uma série de equações para simular o estalar dos ossos.
O experimento concluiu que o ruído é provocado pela variação de pressão no fluido das articulações, produzida pelo movimento de estalar e que desencadeia bolhas microscópicas. A teoria já havia sido parcialmente formulada em 1971, mas foi refutada 40 anos depois, quando novas experiências demonstraram que as bolhas continuavam no organismo mesmo depois de se estalar os dedos.
No entanto, o modelo matemático proposto pelos cientistas aponta que basta uma parte das bolhas estourar para produzir o som de “estalo”.
Além disso, a pressão gerada pela explosão das bolhas produz ondas acústicas que podem ser previstas matematicamente e medidas experimentalmente, com resultados similares aos registrados em diversos testes acústicos (ANSA).

México estabelece cota para índios em eleições

Cerca de 25 milhões de mexicanos se reconhecem como indígenas.

Os 25 milhões de mexicanos que, segundo as estatísticas oficiais, se reconhecem como indígenas terão pela primeira vez uma representação mínima no Congresso. Isso graças a uma “ação afirmativa” recém-aprovada pela autoridade eleitoral do país. O Conselho Geral do Instituto Nacional Eleitoral criou, no fim de 2017, uma medida que garante um número mínimo de 13 deputados federais indígenas - o que representa 2,6% dos 500 assentos da Câmara.
A medida foi duramente criticada por alguns partidos que alegavam que ela “feria o princípio de autorregulação e autodeterminação” do Legislativo. No entanto, o Tribunal Eleitoral rejeitou as objeções, consideradas “infundadas”. Para a conselheira eleitoral Adriana Favela, uma das promotoras da reforma, a mudança “é de extrema importância, porque as comunidades indígenas devem estar totalmente representadas”.
Além disso, Favela apontou que esse “é um compromisso e uma dívida histórica com a população indígena”. Com a nova norma, os partidos e coalizões terão de ter candidatos de algum dos povos originários do México, para garantir que sempre haja indígenas no Congresso, independentemente de quem vença. Os promotores do projeto esperam que a abertura seja cada vez maior, afinal, há 28 distritos no país em que a maior parte da população é indígena.
No entanto, o sacerdote e ativista Blas Alvarado, que fugiu do estado de Chiapas, na fronteira com os Estados Unidos, por defender os direitos dos indígenas, declarou à ANSA que “as medidas não são suficientes porque não refletem a porcentagem da comunidade indígena”. As eleições gerais no México estão marcadas para o dia 1º de julho de 2018 (ANSA).

Ana Amélia defende prisão em segunda instância

A senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu ontem (2) a manutenção da possibilidade de cumprimento da pena para os condenados em segunda instância. Ela disse que a sociedade aguarda com ansiedade a decisão do STF no julgamento do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Lula, condenado em primeira e segunda instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro. O Supremo deve decidir a questão amanhã (4).
A senadora ressaltou que milhares de procuradores e magistrados de todo o país assinaram documento de apoio à manutenção do entendimento, manifestado em 2016, pelo próprio STF. Ela disse que haverá repercussão em muitos casos, com condenados em segunda instância pelos mais diversos crimes deixando as prisões se o STF decidir que Lula não pode ser preso até que haja o trânsito em julgado da sentença que o condenou.
“Não podemos criar uma insegurança em que, em 2016, o Supremo tem uma convicção em uma matéria tão relevante quanto essa e agora poderá abrir uma brecha em relação a esse mesmo assunto e a esse mesmo tema, com repercussões extraordinariamente amplas e também desalentadoras para a sociedade, que viu (...) na operação Lava Jato um sopro de esperança”, afirmou a senadora (Ag.Senado).

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