“Temos obrigação moral de preservar os oceanos”, diz enviado da ONU

Enviado especial da ONU para Oceanos alerta para a preservação urgente dos mares do planeta.

Estudos da FAO mostram que a escassez de água e as secas recorrentes podem gerar fluxos migratórios

A frase é do enviado especial da Secretaria-Geral da ONU para os Oceanos, Peter Thomson, e foi repetida por ele em várias oportunidades ao longo do 8º Fórum Mundial da Água.
Thomson lembrou que entre as medidas propostas estão a redução significativa da poluição marinha de todos os tipos, especialmente a derivada de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes, a proteção dos ecossistemas marinhos e costeiros e diminuição do impacto da acidificação dos oceanos que está entre as grandes ameaças à vida marinha. “Todos precisam reconhecer que os oceanos têm sido danificados pela atividade humana e nós devemos fazer alguma coisa para reverter essa destruição”.
Ele destaca a necessidade de ações concretas para o cumprimento do Objetivo e lembra que depois da conferência em junho do ano passado, das qual participaram 193 países, foram propostos 1.400 compromissos voluntários, oferecidos por governos, sociedade civil, instituições acadêmicas e de pesquisa, comunidade científica e o setor privado.
“Esses compromissos propõem saídas para problemas como a acidificação dos mares, a proibição da pesca predatória e dos subsídios para essa atividade, ampliação da ciência marinha, proteção dos ecossistemas. Então, países pequenos como os das ilhas do Pacífico e outros países em desenvolvimento aliados a países desenvolvidos podem implementar juntos ações para o consumo e uso sustentável dos recursos do oceano”, disse.
Thomson admite que o maior obstáculo para a mudança de atitude em relação aos oceanos é a falta de vontade da sociedade. “Porque se tivermos o poder da vontade nós podemos unir a ciência, governos, o mundo dos negócios, das finanças e resolver todos os problemas que temos em relação aos oceanos. E nós podemos fazer isso” (ABr).

Rio bate recorde de transplantes de órgãos em janeiro e fevereiro

É preciso manter o debate sobre o assunto para que se reduza a negativa das famílias.

O Programa Estadual de Transplantes, criado pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, fez, em janeiro deste ano, 129 transplantes de órgãos e tecidos humanos, o maior número de procedimentos realizados desde o lançamento do programa, em 2010. As informações foram divulgadas hoje (21), pelo governo do estado.
Para o governo do estado, isso mostra que o Rio entrou em 2018 com o pé direito. “Além de conquistar o maior número de transplantes de órgãos e córneas realizados no primeiro mês do ano em toda sua história, o programa alcançou, em fevereiro, o dobro de transplantes de coração em comparação ao mesmo mês do ano passado.”
Segundo as informações do governo estadual, os transplantes de córnea também tiveram crescimento expressivo, com 42% a mais de procedimentos, na comparação com janeiro e fevereiro do ano passado. O Executivo aponta, porém, um desafio: diminuir o índice de negativas familiares, que, “no Rio de Janeiro, é de cerca de 30%, o que fez com que, apenas no ano passado, mais de 230 órgãos deixassem de ser doados”.
Os números de janeiro – 129 transplantes no estado – superam em 84% o de procedimentos do mesmo tipo feitos no mês do ano passado (70). O secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Junior, adverte, no entanto, que apesar dos avanços em termos de doação de órgãos, ainda é preciso manter o debate sobre o assunto para que se reduza a negativa das famílias. A secretaria destacou também as cirurgias de transplante de coração feitas em fevereiro, que dobraram em relação ao mesmo mês do passado (ABr).

PF desarticula esquema de fraudes bancárias na internet

A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem (21), a Operação Código Reverso, com o objetivo de desarticular um esquema especializado em fraudes bancárias pela internet. As investigações se deram nos estados do Tocantins, de São Paulo, Goiás e Pernambuco. Ao burlarem mecanismos de seguranças dos bancos, o grupo criminoso pode ter causado, nos últimos nove meses, prejuízo de cerca de R$ 10 milhões.
A PF informou que o grupo é constituído de hackers suspeitos de ter conexões até com criminosos cibernéticos do Leste Europeu. Por meio de programas maliciosos, os hackers (pessoas que têm grande conhecimento de informática) acessavam remotamente os computadores das vítimas, com o propósito de fazer transações bancárias eletrônicas fraudulentas como pagamentos, transferências e compras via internet.
A PF informou que os integrantes da organização têm “alto padrão de vida” e fazem uso de empresas de fachada “para movimentar e ocultar os valores obtidos por meio das atividades criminosas”. Entre os suspeitos de participação na fraude que estão sendo intimados a prestar esclarecimentos, há empresários que procuravam os criminosos “com a finalidade de obter vantagem competitiva no mercado e prejudicar a livre concorrência” (ABr).

País tem 917 municípios em crise hídrica; maioria no Nordeste

Estiagem em reservatório no sertão central do Ceará.

O Brasil tem 917 municípios em crise hídrica, informou o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, ao participar do 8° Fórum Mundial da Água. Esse número corresponde aos municípios que estão em situação de emergência por seca ou estiagem até o dia 13 de março. O ministro destacou que a crise hídrica não é mais um problema somente do Nordeste, onde estão a maioria das cidades.
Do total de municípios, 211 estão na Bahia, 196 na Paraíba, 153 no Rio Grande do Norte, 123 em Pernambuco, 94 no Ceará, 40 em Minas Gerais, 38 em Alagoas, 18 no Rio de Janeiro, 17 do Rio Grande do Sul, além de registros em outros estados. No fórum, o ministro destacou que é preciso fazer investimentos para ampliar e modernizar o sistema de abastecimento do país.
Segundo ele, o país tem cerca de 11% da água doce do planeta, mas a distribuição territorial não é uniforme. “Temos de intensificar a cooperação entre os órgãos governamentais. É importante que os estados estejam integrados, otimizar as estratégias de uso racional”, disse. Ela acrescentou que também é “determinante” revitalizar o Rio São Francisco, buscar integração entre baciais das regiões do Brasil e investir em saneamento básico.
“No momento em que constatamos que a escassez hídrica e a insegurança hídrica não mais se reportam apenas ao Nordeste, é fundamental que as intervenções passem por um diálogo federado”, acrescentou o ministro (ABr).

Enem: mais tempo para provas de exatas

Neste ano, os candidatos que participarão do Enem terão 30 minutos a mais para fazer a prova do segundo dia, que reúne conteúdos de ciências da natureza e matemática. Segundo o edital da prova, os estudantes terão cinco horas para fazer a prova no segundo dia e cinco horas e meia no primeiro dia.
Assim como em 2017, neste ano as provas do Enem serão realizadas em dois domingos seguidos: nos dias 4 e 11 de novembro. A estrutura da prova também não mudou: no primeiro dia serão aplicadas as provas de Redação, Linguagens e ciências humanas, com duração de cinco horas e meia, e no segundo dia, as provas de ciências da natureza e matemática, com cinco horas de duração.
As inscrições deverão ser feitas entre os dias 7 e 18 de maio. A taxa de inscrição foi mantida em R$ 82. O pagamento deve ser feito entre os dias 7 e 23 de maio. A solicitação de isenção da taxa de inscrição deve ser feita entre os dias 2 e 11 de abril (ABr).