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Em 2017, mais de 15 mil carros foram blindados no Brasil

Funcionários trabalham na blindagem de carros em empresa específica de São Paulo.

Mesmo com o período de instabilidade econômica vivido no Brasil, em 2017, 15.145 veículos foram blindados no país

Para a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), a sensação de insegurança somada ao crescimento da violência urbana em todas as regiões foram os motivos que levaram as pessoas a buscar essa alternativa de proteção. Na visão do presidente da entidade, Marcelo Christiansen, “se por um lado, a crise trouxe como consequência natural a redução no segmento, por outro, ela não foi acentuada justamente porque a instabilidade por vezes vem acompanhada de períodos mais violentos, mantendo a demanda pela proteção”.
Atualmente, a frota total estimada no país é de quase 198 mil veículos blindados. De acordo com o levantamento da Abrablin, no ranking de blindagem o estado de São Paulo lidera, concentrando quase 74% da produção. Rio de Janeiro ocupa a segunda posição, com 8,45%. Os estados de Pernambuco (3,3%); Rio Grande do Sul (2,65%); e Ceará (2,4%) compõem a lista dos cinco estados que mais blindaram. Os 9,2% restantes são distribuídos pelos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Pará, Goiás e Paraná, além de outros que apresentaram menor demanda.
“Esse dado revela que apesar de boa parte se concentrar no estado paulista, a sensação de insegurança é geral, fazendo com que pessoas das regiões Sul e Nordeste também buscassem formas de proteção”, detalha Christiansen. Em 2017, os homens representaram 57% do total de usuários, sendo grande parte (40%) formada pela faixa etária de 50 a 59 anos. Já nas mulheres, que representam 43% do universo da blindagem automotiva, a maioria está na faixa que compreende entre 40 e 49 anos. Com relação à ocupação, 67% dos usuários de blindagem são executivos/empresários; 14% políticos; 9% juízes; 8% artistas/cantores; e 2% outras ocupações.
O nicho corporativo, inclusive, foi o responsável para a estabilidade de algumas empresas no ano passado. É o caso da blindadora Concept, de São Paulo. A empresa registrou crescimento de 18% no número de pedidos para blindagem automotiva em 2017 em comparação ao ano anterior. Foram 778 veículos blindados, recorde da empresa desde 2013. De acordo com o diretor da empresa, Fábio Rovêdo de Melo, “o aumento foi motivado pelos pedidos de terceirização da frota blindada que as empresas usam para seus altos executivos, bem como para empresas especializadas em locação de blindados”.
Com relação aos modelos de veículos, no ano passado o Corolla, da Toyota, foi o mais blindado. O Compass, da Jeep, foi o segundo, seguido pelo XC-60, da Volvo; X1, da BMW; e Discovery, da Landrover. A blindagem de nível III-A, que resiste aos disparos de submetralhadoras (pistolas) 9mm e revólveres .44 Magnum, foi a mais praticada no mercado. O valor médio para esse tipo de proteção é de R$ 53.600,00 (Abrablin).

Para limpar o nome, 36% dos inadimplentes recorrem a acordo com credor

Cerca de 72% dos entrevistados tentaram renegociar as dívidas após terem o CPF negativado.

Uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), com consumidores inadimplentes ou que estiveram nessa situação nos últimos 12 meses, revela que a principal estratégia usada pelos entrevistados para regularizar as contas em atraso é o acordo com o credor, opção escolhida por 36% da amostra. O segundo recurso mais utilizado é a economia de gastos ou cortes no orçamento (24%), seguida da geração de renda extra (18%) e do uso do 13º salário (11%). Outros 8% optaram por contrair um empréstimo consignado.
No geral, a pesquisa aponta que 72% dos entrevistados tentaram renegociar as dívidas após terem o CPF negativado, sendo que 45% tiveram a iniciativa de propor um acordo direto ao credor e 27% foram procurados pela empresa, que ofereceu novas condições para acertarem as contas. Outros 24% não arriscaram uma tentativa de acordo, seja por falta de tempo (15%) ou por não saberem como fazer (8%), apesar de estarem dispostos a participar de uma negociação dos débitos.
“O melhor caminho para colocar as finanças em ordem é se planejar, negociar e procurar prazos e condições de pagamento realistas que caibam no orçamento. Fugir ou se esconder do credor não fará com que a dívida desapareça. A negativação impõe uma série de dificuldades aos consumidores, que podem ficar impedidos de abrir conta em banco, fazer compras parceladas, alugar imóveis e tomar empréstimos”, esclarece a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. De acordo com a pesquisa, apenas 10% dos entrevistados não fizeram adequações no orçamento para conseguir limpar o nome.
Entre os principais cortes estão as atividades de lazer (40%), compras de roupas e calçados (39%), alimentação fora de casa ou saídas para bares (33%) e serviços de beleza (29%). A pesquisa ainda revela que entre os entrevistados que pretendem pagar ou já pagaram suas dívidas, mais da metade (55%) veem essa atitude como algo moralmente correto. Outros 49% admitem desconforto por estarem devendo e 32% temem que o valor da dívida aumente enquanto ela não é paga. Há ainda, 22% que se incomodam com as cobranças. Entre os que não pretendem pagar suas dívidas, 55% consideram a cobrança injusta ou excessiva e 22% citam o desemprego como justificativa (SPC/CNDL).

Vida e morte de Stephen Hawking são repletas de simbologia

A vida do físico e matemático britânico Stephen Hawking foi marcada por brilhantes trabalhos que tentaram explicar o universo. No entanto, sua morte também pode gerar infinitas pesquisas sobre uma nova “teoria” já que a data está repleta de simbologia. Stephen faleceu ontem (14), data que corresponde há, exatamente, 139 anos depois do nascimento de Albert Einstein. O pai da teoria da relatividade nasceu, de fato, no dia 14 de março de 1879. Além disso, Hawking foi o único a completar a teoria remanescente de Einstein: a existência de ondas gravitacionais, previstas pelo físico alemão em 1916, um século antes do Observatório Avançado de Interferometria de Onda Gravitacional (LIGO) detectar pela primeira vez.
Outra semelhança é que, apesar de ser duas das mentes mais inteligentes da história, Einstein e Hawking sempre obtiveram notas ruins na escola. Ambos só conseguiram entrar nas universidades de Oxford e Zurique, respectivamente, por causa do bom resultado do teste de ciências. Estas não são as únicas coincidências do gênero na vida do britânico. Hawking nasceu em Oxford em 8 de janeiro de 1942, data que, como ele mesmo sempre disse, marcou os 300 anos da morte de outro gigante da astronomia, Galileo Galilei, falecido em 8 de janeiro de 1642.
Além disso, todos os amantes da matemática comemoram hoje o número “Pi”, porque é o dia que mais se aproxima da mais conhecida constante matemática, o 3,14. O número irracional é a relação número da divisão do perímetro de uma circunferência dividido pelo seu diâmetro, e apresenta um número infinito de decimais, que assim como Stephen não possuía limites, principalmente, para enfrentar os desafios da vida humana. Hawking revolucionou a história com as suas teorias do espaço-tempo, o Big Bang e a radiação dos buracos negros. Ele faleceu aos 76 anos de idade, após ter sido diagnosticado na adolescência com (ELA) esclerose lateral amiotrófica (ANSA).

Cadastro do CNJ registra 685 mulheres grávidas ou lactantes presas

O Cadastro Nacional de Presas Grávidas ou Lactantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontou a existência, em final de fevereiro de 2018, de 685 detentas gestantes ou amamentando nos presídios de todo o País. Desse total, 420 mulheres são grávidas e 265, lactantes. As informações começaram a ser divulgadas pelo CNJ em janeiro e serão monitoradas de forma permanente a fim de que o Poder Judiciário possa identificar cada uma dessas mulheres e verificar o tratamento que recebem nos presídios.
A ideia do cadastro, segundo a juíza auxiliar da presidência do CNJ, Andremara dos Santos, é definir padrões de procedimentos a serem adotados no sistema prisional em relação aos cuidados com grávidas, lactantes e a seus filhos. “Faremos um raio x para adotarmos as providências necessárias às detentas. Isso está dentro da perspectiva estabelecida pela Portaria 15/2017 do CNJ, que criou a política judiciária nacional de enfrentamento da violência contra a mulher”.
Andremara disse que “o pente fino” que vem sendo feito nos presídios femininos é uma inovação por ser uma adequação do Judiciário à perspectiva de gênero e em função, ainda, do expressivo aumento do número de mulheres presas no Brasil. Entre janeiro e fevereiro, a equipe do CNJ esteve em 24 estabelecimentos penais de 16 estados. Nessas visitas, relata a juíza, o que se constatou foi uma realidade contrastante. Há presídios com boa estrutura física e bons equipamentos de saúde para as presas gestantes e lactantes, mas que não oferecem atendimento adequado às mulheres.
Entre as questões específicas que abrangem a mulher presa está, além da gravidez e da amamentação, a situação dos bebês e crianças encarceradas. “Essas crianças não foram condenadas a nada. Elas não devem estar sob a jurisdição da execução penal, mas da Vara da Infância e da Juventude”, diz a juíza. Na inspeção que realizou Andremara verificou que em vários presídios, os filhos das presas não são acompanhados pela Vara da Infância e da Juventude (Ag.CNJ de Notícias).

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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