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ONU diz que EUA detêm imigrantes da América Latina sob condições abusivas

Segundo a ONU, as detenções e deportações de imigrantes que estão há muito tempo no país “aumentaram fortemente, separando famílias e criando enorme dificuldade” para as pessoas afetadas.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, o jordaniano Zeid Ra’ad al Hussein, acusou ontem (7) os Estados Unidos de deterem sob “condições abusivas” muitos imigrantes, entre eles crianças, que são interceptados pelas autoridades americanas na fronteira com o México

“Estou chocado com os relatos de que muitos migrantes interceptados na fronteira sul, incluindo crianças, são detidos em condições abusivas - como temperaturas congelantes - e que algumas crianças estão sendo mantidas separadas de suas famílias”, afirmou Zeid na apresentação de seu relatório anual ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Segundo ele, as detenções e deportações de imigrantes que estão há muito tempo no país e que cumpriam as leis “aumentaram fortemente, separando famílias e criando enorme dificuldade” para as pessoas afetadas. Zeid também criticou o fato de o governo do presidente Donald Trump ter terminado o programa de refúgio para Menores Centro-Americanos (CAM, na sigla em inglês), estabelecido pelo ex-presidente Barack Obama (2009-2017) em dezembro de 2014 como uma maneira de lidar com a incessante onda de menores de El Salvador, Honduras e Guatemala que chegavam sozinhos à fronteira sul, sem a companhia de adultos.
Zeid lamentou a “contínua incerteza” sobre os beneficiados do programa de Ação Diferida (Daca, na sigla em inglês), conhecidos como dreamers (sonhadores, em tradução livre). Apesar de o prazo marcado por Trump para o fim do Daca já ter expirado, o programa segue parcialmente vivo graças aos tribunais. Em janeiro, um juiz da Califórnia determinou a Trump que seguisse recebendo solicitações de renovação da proteção que representa o Daca até que se resolvam todos os litígios pendentes e, mais tarde, um juiz de Nova York tomou decisão similar.
Zeid se mostrou preocupado com a decisão dos EUA de revogar o fechamento planejado do Centro de Detenção de Guantánamo, em Cuba, e disse que “o encarceramento indefinido nessa prisão, sem julgamento e, frequentemente, em condições desumanas, constitui uma violação do direito internacional”. Além disso, o alto comissário manifestou inquietação sobre propostas que poderiam “reduzir drasticamente” as proteções sociais nos EUA, em linha com as preocupações expressadas recentemente pelo relator especial sobre a pobreza extrema e os direitos humanos, após visita ao país em dezembro.(ABr/EFE).

Rússia apenas usará armas nucleares em resposta a ataques

Presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Em um documentário transmitido ontem (7) pela televisão estatal Rossiya, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que seu país só usaria armas nucleares como resposta a um ataque confirmado com mísseis contra o território russo. “A decisão de usar armas nucleares só pode ser tomada se nossos sistemas (de radares) detectarem não apenas a decolagem de mísseis, mas se puderem prever com exatidão a trajetória dos seus voos e a hora do seu impacto no território russo”, afirmou o presidente.
Faltando menos de duas semanas do pleito onde concorre à reeleição para outro mandato de seis anos, e pouco depois de apresentar ao mundo o novo arsenal de armas nucleares russas de última geração, Putin deixou claro que não vai tremer caso alguém tente aniquilar a Rússia. “Se alguém tomar a decisão de destruir a Rússia, teremos o legítimo direito de responder”, afirmou, em uma ampla entrevista incluída no documentário Ordem mundial 2018.
Ele admitiu que uma guerra nuclear seria uma catástrofe global para todo o planeta, mas se perguntou se “como cidadão da Rússia e chefe do Estado russo” valeria a pena “um mundo onde não estivesse a Rússia”. Por outro lado, lembrou que a bomba nuclear foi desenvolvida pelos Estados Unidos, não pela Rússia, e que foram os americanos os primeiros, e até agora os únicos, a empregarem essa arma contra as pessoas. “Onde estão as garantias de que não vai acontecer de novo?”, questionou o líder russo que, no próximo dia 18, deve ser reeleito presidente do país (ABr/EFE).

Carta de 132 anos é encontrada dentro de garrafa na Austrália

Uma família encontrou um bilhete dentro de uma garrafa de gim em uma praia no sudoeste da Austrália, informou a imprensa local na terça-feira (6). A mensagem engarrafada é a mais antiga que se conhece no mundo até o momento, superando outra de 108 anos que foi registrada no Guinness, livro dos recordes. A fotógrafa Tony Illman encontrou a garrafa quando caminhava com a sua família, na ilha de Wedge, aproximadamente 180 km ao norte da cidade de Perth, oeste da Austrália.
“Levamos para casa e quando abrimos tinha algo escrito à mão em alemão”, contou Illman. Seu marido, Kym Illman ainda disse que “não tinham ideia” do que se tratava. A mensagem era assinada com a data de 12 de junho de 1886 e tudo indicava que a garrafa havia sido lançada pelo navio Paula, quando este passava pela Austrália. Os especialistas, ao receberem a carta, confirmaram que era uma atêntica mensagem do navio alemão e teria sido descartada como parte de um experimento sobre o oceano e rotas marítimas do Observatório Nacional Alemão.
O curador-assistente de arqueologia marítima no WA Museum, Ross Anderson, confirmou que o bilhete achado pela fotógrafa era verdadeiro depois que consultou alguns colegas da Alemanha e Holanda. “Incrivelmente, uma pesquisa de arquivo na Alemanha encontrou o diário meteorológico original do navio Paula e havia uma anotação para o 12 de junho de 1886 feita pelo capitão, registrando uma garrafa que havia sido jogada ao mar”, contou Anderson.
“A data e as coordenadas correspondem exatamente à mensagem da garrafa”, acrescentou, ressaltando que a caligrafia no diário do arquivo e data que constava no bilhete foram analisadas e elas correspondiam entre si. Várias garrafas foram jogadas ao mar durante os anos de experiência alemã, mas até os dias de hoje apenas 662 foram devolvidas. A última mensagem encontrada foi na Dinamarca, em 1934 (ANSA).

Papa Paulo VI será proclamado santo

Paulo VI foi papa entre 1963 e 1978.

O papa Francisco promulgou decreto que reconhece um segundo milagre por intercessão do falecido Paulo VI, que, por isso, será proclamado santo, informou ontem (7) o escritório de imprensa do Vaticano.
Apesar de nenhuma data ter sido informada, a canonização de papa Paulo VI poderia acontecer no fim de outubro em Roma, ao término do Sínodo dos Bispos sobre os Jovens, entre os dias 3 e 28, segundo adiantou o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin. Paulo VI, que foi papa entre 1963 e 1978, criou o Sínodo dos Bispos, no Vaticano, a assembleia dos prelados dos cinco continentes (ABr/EFE).

Moro condena Bendine a 11 anos de prisão

O juiz federal Sérgio Moro condenou ontem (7) o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, a 11 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Lava Jato. Na sentença, Moro afirmou que Bendine solicitou e recebeu propina do Grupo Odebrecht durante o período em que esteve no cargo, a partir de fevereiro de 2015, em substituição a ex-presidente Graça Foster.
“O condenado assumiu o cargo de presidente da Petrobras em meio a um escândalo de corrupção e com a expectativa de que solucionasse os problemas existentes. O último comportamento que dele se esperava era de corromper-se, colocando em risco mais uma vez a reputação da empresa”, afirmou Moro.
Bendine está preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, desde julho do ano passado, quando foi preso preventivamente a partir das investigações da Lava Jato. Em delação feita pelo empresário Marcelo Odebrecht, Bendine foi citado como um dos beneficiários de pagamento de vantagens indevidas.
Em depoimento prestado juiz Moro, Marcelo Odebrecht, um dos delatores das investigações da Lava Jato, disse que autorizou repasse de R$ 3 milhões a Bendine. Após o depoimento, a defesa de Bendine considerou o depoimento como ilação e disse que Marcelo reconheceu não ter recebido diretamente cobrança de vantagens (ABr).

 
 
 
 
 

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