Apenas 4,5% das escolas públicas têm infraestrutura completa prevista em lei

No Piauí, escola funciona em casa de taipa e alunos de várias séries dividem mesma sala.

Muitas crianças sonham em ter uma carreira profissional. A educação infantil de qualidade é um dos principais caminhos para alcançar esse objetivo, porém, de acordo com o levantamento de 2015 do Todos pela Educação, apenas 4,5% das escolas públicas do Brasil têm todos os itens de infraestrutura previstos em lei, no Plano Nacional de Educação.

Nessa perspectiva, a ONG Visão Mundial, especializada na proteção à infância, lança pelo terceiro ano consecutivo a campanha ‘Doe uma Escolha’ que irá beneficiar mais de 10 mil crianças em 14 escolas públicas do Brasil com ambientes pedagógicos requalificados.
Pela plataforma digital (visaomundial.org/doeumaescolha), poderão ser feitas doações a partir de R$ 50 para os projetos na área de educação e os voluntários também podem se cadastrar para trabalhar nas ações e ajudar “doando tempo”.
Mobilizar pela qualidade da educação, esse é o principal objetivo da campanha que acontece nos estados de São Paulo, Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia, em março e abril. A comunidade escolar, a família dos alunos e os voluntários realizam diversos mutirões de pintura, decoração, jardinagem, entre outras ações que transformam as escolas públicas em ambientes agradáveis para promover a proteção e bem-estar das crianças.
Não são só as pessoas físicas podem ajudar doando tempo ou financeiramente. As empresas também poderão participar das doações. Cada instituição pode escolher como gostaria de ajudar: 1) apoiando financeiramente o projeto, com doações em dinheiro que serão revertidas em livros de literatura infanto-juvenil, tablets, kits de reforma, e computadores; 2) doação de produtos, como materiais de construção, livros de literatura infanto-juvenil, computadores e tablets e apoie a melhoria da estrutura física, atividades de leitura e inclusão digital das escolas parceiras; 3) além de também poder mobilizar seus funcionários para se tornarem voluntários das ações nas escolas públicas.
“As escolas que não possuem as condições físicas necessárias para uma criança estudar não possibilitam que ela aprenda e desenvolvam plenamente o seu potencial”, conta Andrea Freire, assessora de educação da Visão Mundial.
Ela continua: “Defendemos a igualdade de oportunidades. Por isso, queremos que a própria comunidade escolar se mobilize para entender seus direitos e se sintam incentivados a preservar o patrimônio disponível, além de reivindicar seus direitos ao poder público” (OVN).

Ministro chamará Embraco para discutir crise na Itália

Manifestação contra demissões da Embraco na Itália.

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, conversou ontem (28) com o ministro da Indústria e Comércio, Marcos Jorge, sobre a crise envolvendo a empresa Embraco, que anunciou o fechamento de uma fábrica de compressores para geladeiras na Itália e a demissão de 497 pessoas. “Expus o quadro da situação da Embraco e pedi ajuda e a colaboração por parte das autoridades brasileiras, até no contexto das relações com o Mercosul”, disse Tajani.
O Ministério da Indústria (Mdic) confirmou o teor da conversa, mas ressaltando que o assunto envolve interesses “privados”. “Os dois [Tajani e Jorge] concordaram que esta é uma questão que envolve interesses estratégicos do setor privado, mas o ministro colocou-se à disposição para conversar com a empresa e tentar buscar uma solução que seja mutuamente favorável”, diz o comunicado.
Cotado para primeiro-ministro da Itália depois das eleições de 4 de março, o presidente do Parlamento Europeu decidiu se envolver pessoalmente no assunto, que ganhou relevo por causa da campanha eleitoral no país. A empresa brasileira, controlada pelo grupo norte-americano Whirlpool, fechará sua fábrica nos arredores de Turim, e levará a produção de compressores para a Eslováquia, país que também faz parte da UE.
A companhia justifica que um “cenário competitivo e complexidades de longa data” impossibilitaram que a “planta fosse lucrativa”, apesar de “investimentos significativos e esforços de reestruturação”. No entanto, a Embraco é criticada por demitir quase 500 pessoas mesmo tendo recebido financiamentos públicos para operar na Itália. Todos os candidatos a premier no país questionaram a decisão da empresa, e o ministro do Desenvolvimento Econômico, Carlo Calenda, chegou a chamar os dirigentes do grupo de “gentalha” (ANSA).

Produtividade do trabalho na indústria cresceu 4,5%

A produtividade no trabalho da indústria de transformação cresceu 1,3% no quarto trimestre de 2017, frente ao trimestre imediatamente anterior, e fechou o ano com um aumento de 4,5% em relação a 2016. Nos últimos dez anos, de 2007 a 2017, o indicador teve um crescimento de 8,4%, informa o estudo trimestral Produtividade na Indústria, divulgado nesta quarta-feira, 28 de fevereiro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A produtividade no trabalho é o resultado da divisão do volume produzido pelas horas trabalhadas na produção. “O aumento do indicador, em 2017, reflete o crescimento de 2,2% no volume produzido e a queda no mesmo ritmo das horas trabalhadas”, explica o estudo. De acordo com o gerente-executivo de Pesquisas e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, a principal razão para o aumento da produtividade em meio à crise econômica é a mudança de comportamento das empresas e dos trabalhadores. “A empresa não quer fechar e, diante da competição ela reduz custos e melhora a gestão para ser mais eficiente. Os trabalhadores, por sua vez, não querem perder o emprego. Por isso, buscam ser mais produtivos para que a empresa não quebre e eles mantenham o emprego” (SJ/CNI).

Preso traficante procurado por brasileiros e paraguaios

Elton Leonel Rumich da Silva,

Policiais civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) prenderam, na noite de terça-feira (27), em flagrante, Elton Leonel Rumich da Silva, conhecido como Galã. Segundo a Polícia Civil, ele era procurado pelas polícias brasileira e paraguaia e fornecia grande quantidade de drogas para as maiores facções criminosas do país, como a carioca Comando Vermelho e a paulista Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ele foi preso quando fazia tatuagem em um estúdio localizado em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. Galã apresentou um documento falso na hora da prisão, mas os agentes já conheciam sua identidade porque trocaram informações com a Polícia Civil paulista.
Galã é acusado de ter participado da execução de um homem suspeito de chefiar o tráfico na fronteira com o Paraguai, Jorge Rafaat Toumani, em junho do ano passado. Segundo a Polícia, Galã teria matado Rafaat para assumir parte dos negócios dele como fornecedor de drogas na fronteira. Procurado no Brasil e no Paraguai, Galã utilizava diversos nomes falsos como: Ronald Rodrigo Benites, Oliver Giovanni da Silva e Elton da Silva Leonel (ABr).

‘Gangue do Torrone’ é presa na Itália

A polícia da cidade de Cremona, no norte da Itália, prendeu ontem (28) nove pessoas pertecentes a uma associação criminosa chamada “gangue do Torrone”, que era especializada em roubos de alimentos. As prisões foram realizadas em cidades das regiões da Púglia, Lombardia e Emília-Romana. Os crimes cometidos pela gangue ocorreram há três anos em diversas províncias do norte e do centro da Itália.
Coordenada pelo Ministério Público de Cremona, as investigações contra o grupo criminoso começaram após um roubo realizado na empresa Vergani. Na ocasião, cerca de sete pessoas da gangue roubaram os ingredientes necessários para a produção do tradicional doce italiano Torrone, além de outros produtos alimentares. A carga roubada pelo grupo era estimada em 400 mil euros.
O Torrone, também conhecido como torrão no Brasil, possui muitas variedades. Tipicamente é feito com mel, clara de ovos e amêndoas. Em muitos países, o doce também é feito de chocolate. Na Itália, os mais prestigiados são os de Cremona, na Lombardia, e os de Alba, no Piemonte (ANSA).

No Rio, Correios cobram taxa extra de R$ 3,00

Os Correios estabeleceram uma taxa extra de R$ 3 para cada envio destinado ao Rio de Janeiro, por conta da violência na cidade. Segundo a empresa, “a situação de violência chegou a níveis extremos e o custo para entrega de mercadorias nessa localidade sofreu altíssimo impacto”, diz a nota.
Ainda de acordo com os Correios, a cobrança extra se faz necessária em razão da adoção de medidas para garantir a integridade dos empregados, das encomendas e das unidades dos Correios. “A cobrança poderá ser suspensa a qualquer momento, desde que a situação de violência seja controlada. Vale esclarecer que essa cobrança já é praticada por outras transportadoras brasileiras desde março de 2017”, informa a nota da empresa (ABr).