A prática de vender vale refeição é comum entre os trabalhadores brasileiros

Parte considerável dos trabalhadores não exerce qualquer controle sobre o uso do vale refeição ou vale alimentação.

Apesar de a comercialização de benefícios como ‘vale restaurante’ e ‘vale alimentação’ ser caracterizada como crime de estelionato e punível até mesmo com a demissão por justa causa, a prática é comum entre os trabalhadores brasileiros

De acordo com um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), três em cada dez (30%) consumidores já venderam o ticket refeição que recebem de seu empregador, mesmo que ocasionalmente (15%).
O levantamento demonstra que há uma série de razões para explicar esse comportamento de vender o ticket refeição, todas elas ligadas de alguma forma a necessidade de consumir ou aumentar a renda pessoal. Na avaliação dos próprios entrevistados, 29% tomam essa atitude para complementar a renda e 25% para realizar compras no dia a dia. Outros 22% o fazem para pagar contas ou dívidas e 22% poupam o dinheiro que recebem em troca.
“Além de ser uma prática ilícita, tanto para quem vende quanto para quem compra, trocar o ticket refeição por dinheiro é mau negócio, pois sempre existe um percentual de desconto exigido pelo comprador, o que faz com que com o consumidor perca parte do valor real do benefício. Segundo a legislação trabalhista, é um benefício que deve ser utilizado exclusivamente para alimentação em restaurantes ou fazer compras em supermercados”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
O mesmo estudo ainda mostra que parte considerável dos trabalhadores não exerce qualquer controle sobre o uso do vale refeição ou vale alimentação. Mais de um terço dos consumidores (36%) não costuma analisar os gastos que fazem com esse benefício contra 39% que são mais cuidadosos nesse sentido. Outra constatação é que 49% dos entrevistados gastam, ainda que ocasionalmente, o valor do ticket refeição com outras finalidades além do almoço nos dias de expediente, como café da manhã e lanches em padarias, saídas aos fins de semana, entre outros gastos relacionados ao lazer, e por isto o valor acaba antes do fim do mês.
O educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, explica que administrar os gastos com o ticket refeição é importante e faz parte da boa gestão do orçamento pessoal. “O Ticket restaurante pode ser considerado uma parte da renda do trabalhador. Portanto, deve ser gerido com sabedoria, da mesma forma que se faz com o salário. É preciso estipular metas diárias de gastos, respeitar esse limite e acompanhar o saldo” (SPC/CNDL).

Papa e a obsessão de jovens em receber “curtidas” na internet

Para o Papa Francisco, os jovens precisam se sentir amados.

O papa Francisco publicou ontem (22) sua mensagem para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2018 e advertiu sobre o atual medo que os jovens têm de não serem aceitos pelo que são e que muitos estão se tornando obsessivos em receber “curtidas” nas redes sociais. A Igreja Católica realiza a JMJ em nível diocesano em 25 de março, e a mensagem é um “passo a mais no processo de preparação para a JMJ do Panamá, que se realizará em janeiro de 2019”, escreveu o papa.
Ele disse que atualmente muitos jovens se sentem atingidos por receios e que em muitos ‘existe um profundo medo de não serem amado e queridos pelo que são’. “Muitos jovens fazem continuamente ‘photoshop’ das suas imagens, escondendo-se por trás de máscaras e identidades falsas, chegando quase a tornar-se, eles próprios, um ‘fake’, uma identidade falsa”, alertou.
O papa, que costuma usar uma linguagem coloquial e moderna quando fala com os jovens, disse ainda que “muitos têm a obsessão de receber o maior número possível de ‘likes’ (curtidas). E desta sensação de desajustamento, surgem muitos medos e incertezas”. Para ele, os jovens temem não conseguir encontrar uma segurança afetiva e “frente à precariedade do trabalho”, muitos têm medo a não alcançar uma situação profissional satisfatória e não cumprir os seus sonhos.
“Não deixeis, queridos jovens, que os fulgores da juventude se apaguem na escuridão duma sala fechada, onde a única janela para olhar o mundo seja a do computador e do smartphone”, aconselhou. O pontífice concluiu a sua mensagem dizendo que a JMJ é para os corajosos e não para jovens que só buscam comodidade, recuando à vista das dificuldades. “Aceitam o desafio?”, perguntou Francisco (ABr/EFE).

Xerife autoriza agentes com fuzis em escolas nos EUA

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter cogitado a ideia de armar professores para evitar tiroteios em colégios, o xerife do condado de Broward, palco de um massacre com 17 mortos na semana passada, determinou que guardas escolares passem a usar fuzis para proteger os alunos.
A decisão chega uma semana depois do tiroteio na Marjory Stoneman Douglas High School, em Parkland, cidade da Flórida que fica no condado de Broward.
“Nossos agentes qualificados e treinados carregarão fuzis em territórios escolares daqui para frente”, declarou o xerife Scott Israel. O policial garantiu que a medida será feita de forma “segura”. “Precisamos estar aptos a derrotar qualquer ameaça”, acrescentou. Na última quarta-feira (21), durante um encontro com alunos de escolas atingidas por tiroteios, o presidente Trump pedira um controle mais rígido dos antecedentes de compradores de armamentos, mas também defendera armar professores.
“Vamos analisar isso com rigor. Muita gente será contra, mas muitos serão a favor”, disse. A política norte-americana vem sendo cada vez mais pressionada a restringir a venda de armas por causa dos recorrentes tiroteios no país, como o de Parkland e o de Las Vegas, em outubro passado. Nos dois casos, as armas haviam sido compradas legalmente e equipadas com um acessório que aumenta seu poder de fogo. Atualmente, todas as escolas dos Estados Unidos são “gun free zones”, ou seja, áreas onde é proibido portar armas (ANSA).

Erdogan defende ‘castração’ química para pedófilos

Presidente turco também quer voltar com crime de adultério.

A reintrodução do crime de adultério e a punição de “castração” para pedófilos voltou a ser debate na Turquia pelo presidente, Recep Tayyip Erdogan. O mandatário disse que cometeu um “erro” quando deixou de lado, em 2004, um projeto de lei que reintroduziu o crime de adultério, para acelerar as negociações de adesão à União Européia. As concessões a Bruxelas, porém, resultaram na adesão completa da Turquia à UE, após uma negociação que durou cerca de 12 anos e hoje está virtualmente suspensa.
‘’Devemos considerar a introdução de algumas regras sobre o adultério e, talvez, considerá-la junto com a questão do assédio’’, afirmou Erdogan. “Uma questão sobre a qual a Turquia é diferente da maioria dos países ocidentais”, disse. A proposta de lei sobre o adultério foi incluída nas reformas do governo AKP, mas, após oito anos, foi colocada de lado entre fortes controvérsias e pressão da UE. Outra legislação discutida diz respeito à pedofilia, depois de algumas notícias terem abalado o país.
De acordo com uma pesquisa realizada pela oposição, os casos de abuso infantil na Turquia chegariam a mais de 300 mil por ano, com apenas 5% seriam denunciados. Para os acusados de pedofilia, o Executivo sugere “castração química” e criou até uma comissão para lidar com isso, envolvendo seis ministérios. As penas serão reforçadas, porque segundo Erdogan “As feridas infligidas à sociedade são como as de um assassinato” (ANSA).

Uber quer lançar projeto de ‘táxi-voador’ em 10 anos

O diretor executivo do Uber, Dara Khosrowshahi, explicou, durante um fórum em Tóquio, que o “taxi-aéreo” estará disponível em até 10 anos. “Os progressos tecnológicos estão indo além do esperado”, disse. Os primeiros testes para o “Uber Air” estão programados para acontecer nos Estados Unidos em 2020, mas para o CEO, entre cinco e 10 anos já será possível comercializá-lo. Sua intenção é que durante os Jogos Olímpicos de 2028, o serviço já esteja em operação.
Para acelerar a locomoção nas cidades, o Uber utilizará aparelhos voadores elétricos autônomos capazes de levantar voo e aterrissar na vertical, como os helicópteros. O serviço funcionará da mesma maneira que um Uber convencional e poderá ser solicitado através do próprio aplicativo. A ideia, que surgiu há alguns meses, está de acordo com o que as outras empresas planejam.
A Airbus anunciou recentemente seu protótipo de drone-táxi, assim como a Boeing. Já a Vodafone tem projetos para criar drones de segurança para monitorar a atividade de carros. Entretanto, o projeto poderá enfrentar algumas resistências ao redor dos continentes com relação a segurança dos passageiros.
Em Marrocos, por exemplo, as atividades da empresa foram suspensas pela falta de regras concretas sobre o serviço (ANSA).

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