Grupos pedem união entre as mulheres contra assédio durante o carnaval

Campanhas vão combater assédio a mulheres durante o carnaval.

A sororidade, palavra que significa a união feminina baseada no apoio mútuo, solidariedade e empatia, se torna ainda mais importante durante as festas de carnaval, quando muitos casos de assédio são contabilizados a cada ano

Diversas campanhas pelo Brasil pedem o fim do assédio no carnaval e, sobretudo, estimulam as mulheres a se apoiarem para curtir a data sem transtornos. A preocupação não é à toa. Entre o carnaval de 2016 e 2017, os casos de violência sexual contra mulheres registrados pela Central de Atendimento à Mulher (Disque 180) aumentaram 88%.
Uma das iniciativas deste ano é a campanha #AconteceuNoCarnaval, que vai atuar em cidades como Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, João Pessoa, Campina Grande e Ouro Preto. “Orientamos as mulheres para que fiquem atentas umas às outras, porque pode ter alguém precisando de socorro, de ajuda e, muitas vezes, sem conseguir verbalizar isso”, diz a mobilizadora Madalena Rodrigues.
O grupo vai distribuir “fitinhas da sororidade” durante a folia, para identificar mulheres dispostas a ajudar em situações de abuso ou violência. Também estão sendo colados cartazes pelas cidades, com frases da campanha contra o machismo e o assédio e em favor da liberdade das mulheres. “Sabemos que não é um problema específico do carnaval. A falta de respeito, a violência contra as mulheres existe todos os dias do ano. Mas como o carnaval é uma festa conhecida pelas brincadeiras, pela liberdade, muita gente confunde e acaba da forma que a gente não quer e está combatendo”, diz Madalena.
Em vídeos e fotos publicados nas redes sociais, a campanha dá algumas orientações para as mulheres durante o carnaval. “Se o cara está incomodando a mina, forçando beijo, passando a mão, segurando pelo braço, chame as amigas e faça um escândalo. Não é não!”, diz um dos vídeos. Outro diz para prestar atenção a casos de agressão. “Tá rolando briga, ceninha ou violência com a mina na tua frente? Não ignore, que tal meter a colher e ajudar a mulher?” (ABr).

FAO pede US$ 1 bilhão para combater fome em 26 países

Criança somali em um campos para deslocados em Qardho.

Os conflitos e os desastres naturais fizeram aumentar as necessidades humanitárias em 2018, razão pela qual a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) pede US$ 1,06 bilhão para assistir 26 países. A agência solicitou em um comunicado que os doadores renovem seu apoio financeiro este ano e permitam o financiamento de ações para ajudar mais de 40 milhões de pessoas que dependem da agricultura de subsistência nesses países.
Concretamente, se pretende restaurar rapidamente a produção local de alimentos e melhorar a nutrição com o fornecimento de sementes e outros insumos agrícolas, proteger o gado, melhorar a gestão dos recursos como a terra e a água, e distribuir dinheiro para que as famílias possam comprar alimentos de forma imediata. As últimas estatísticas da ONU assinalam que a fome aumentou no mundo, até afetar 815 milhões de pessoas, principalmente pela intensificação da violência e da mudança climática.
O diretor de Emergências da FAO, Dominique Burgeon, assegurou que em 2017 a rápida resposta humanitária permitiu salvar milhões de vidas, mas outros tantos milhões de pessoas “seguem no limite da inanição”. Burgeon acrescentou que a recuperação da agricultura é “fundamental” para combater a fome e “abrir uma via para a resiliência em meio a crises humanitárias”.
Entre os países com maior insegurança alimentar aparecem o Iêmen, com mais de 14 milhões de pessoas em crise ou emergência; a Síria, com 7 milhões passando fome de forma severa; a República Democrática do Congo, com 6 milhões; e o Sudão do Sul e a Somália, ambos com 5 milhões na mesma situação. No ano passado a fome assolou algumas regiões do Sudão do Sul, embora tenha sido contida a tempo, e representou uma ameaça séria no Iêmen, na Síria e no Nordeste da Nigéria (ABr/EFE).

Homem finge ser mulher e vence Miss Cazaquistão

Alina Alieva, de 22 anos, derrotou outras quatro mil candidatas e chegou na etapa final do concurso de beleza “Miss Virtual Cazaquistão 2018”. No entanto, para a surpresa dos juízes do evento, a moça era, na realidade, um homem. A verdadeira identidade de “Alina Alieva” é Iley Dyagilev, um modelo cazaque que conseguiu enganar os organizadores do evento e toda a web do país para chegar na final do concurso.
Segundo Dyagilev, a ideia de se passar por uma mulher no concurso começou após uma conversa com os amigos, que questionaram a atual beleza feminina por “parecerem idênticas e adotarem os mesmos estilos”. Quando chegou na final, o modelo percebeu que a falsa identidade tinha chegado “longe demais” e resolveu revelar sua verdadeira identidade.
Os organizadores do concurso, que foi suspenso após o anúncio, disseram que ficaram “chocados” com a revelação de Dyagilev. Mesmo chegando a final se passando por “Alina Alieva”, Dyagilev foi removido da competição e substituído por Aikerim Temirkhanova, de 18 anos (ANSA).

Cartórios deverão informar prefeituras sobre quantidades de nascimentos

Aureo: objetivo é preparar os municípios para a demanda por políticas públicas, como vagas em creches, berçários e postos de saúde.

O Projeto de Lei 8659/17, em tramitação na Câmara dos Deputados, determina que os cartórios informem às prefeituras, a cada fim de semestre, a quantidade de certidões de nascimento registradas. O projeto altera a Lei de Registros Públicos e foi apresentado pelo deputado Aureo (SD-RJ).
O objetivo, segundo ele, é preparar os municípios para a demanda por políticas públicas, como vagas em creches, berçários e postos de saúde. Com base nas informações sobre nascimentos, o deputado disse que as cidades poderão até “vetorizar” as políticas, investindo em localidades com maior taxa de nascimento.
“Países como a França já adotam modelo semelhante, que permitirá estruturar o atendimento das crianças”, disse Aureo. “O maior aliado do gasto público eficiente é, sem sombra de dúvida, o planejamento eficaz”. O projeto será analisado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça (Ag.Câmara).

Auditoria nas urnas no dia da votação

Medida pode aumentar a transparência do processo.

Para aumentar a confiança da sociedade na segurança das urnas eletrônicas, a Justiça Eleitoral deve permitir uma nova auditoria nas máquinas, além das que já existem. A ideia é auditar as urnas antes do início da votação, no mesmo dia do pleito. Representantes de partidos políticos e de integrantes da sociedade civil – que questionam a segurança das urnas – vão escolher zonas eleitorais para, no dia da votação, verificar se as urnas estão íntegras e se não foram violadas.
O secretário de TI do TSE, Giuseppe Janino, ressaltou que a medida vai aumentar a transparência do processo. “Vai ser possível agora, algumas horas antes da eleição, abrir a urna e verificar se os dígitos verificadores estão iguais aos que publicamos na internet. É uma forma de o cidadão normal verificar todos os programas que estão inseridos na urna”, explicou.
Segundo o responsável pela tecnologia da informação do tribunal, a própria urna já verifica sozinha se as informações estão íntegras e, caso não estejam, ela deixa de funcionar automaticamente. A diferença é que agora membros da sociedade e dos partidos poderão verificar pessoalmente a inviolabilidade das urnas. A ideia é que se faça uma verificação por amostragem.