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Petrobras estuda produzir biodiesel a partir de microalgas

Os resultados têm sido promissores, segundo a gerente de Biotecnologia do Centro de Pesquisa (Cenpes) da Petrobras, Juliana VazFrancisco Alves de Souza.

A Petrobras trabalha no desenvolvimento de uma tecnologia pioneira para produzir biodiesel de microalgas – alternativa aos combustíveis derivados do petróleo, que pode ser usada em carros e ou qualquer outro veículo com motor a diesel

A gerente de Biotecnologia do Centro de Pesquisas (Cenpes) da Petrobras, Juliana Vaz, ressaltou o pioneirismo do projeto que, em sua avaliação, “vai contribuir para a construção de um futuro mais sustentável. É um projeto de vanguarda, pioneiro no Brasil e que logo vai estar à disposição de todos”.
Fabricado a partir de fontes renováveis (entre elas óleo de soja, gordura animal e óleo de algodão) ou do sebo de animais, o biocombustível emite menos poluentes que o diesel. Do processo biológico das microalgas é produzida uma biomassa usada para se extrair o óleo, que será matéria prima para a produção do biocombustível. A estatal almeja chegar a produzir o combustível feito a partir da microalga em escala comercial. “O biodiesel produzido já foi submetido a testes de qualificação em laboratório, sob os padrões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e os resultados preliminares mostraram ser promissores”, diz Juliana.
As microalgas têm como principal vantagem o fato de não ter sazonalidade (períodos de safra) e não depender de condições específicas – de solo, por exemplo – para sua produção. Sua fabricação possibilita colheitas “quase que semanais”, com uma produtividade até 40 vezes maior do que a da biomassa feita de vegetais terrestres. “As microalgas têm uma produtividade muito maior do que a soja e cana”, afirmou a pesquisadora. A produção a partir da microalga traz ainda vantagens ecológicas, já que contribui para a redução de gás carbônico (CO2) do ar, um dos geradores do efeito estufa, que causa o aquecimento global, uma das maiores preocupações atuais com o meio ambiente.
As pesquisas tiveram início em um fotobiorreator criado pelos próprios pesquisadores do Cenpes, em pequena escala. “Já em Extremoz, no Rio Grande do Norte, e com apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o processo é testado em uma escala um pouco maior. O local conta com tanques abertos, com capacidade para 20 mil litros, onde as microalgas são cultivadas e possibilitam a avaliação do seu potencial produtivo, da qualidade e o teor do óleo produzido”, disse. Juliana contou que a produção já foi ampliada e encontra-se atualmente em escala piloto, fase da pesquisa o que deverá demorar de 2,5 a 3 anos (ABr).

Unicef: 750 mil crianças não têm acesso a serviços básicos em Mossul

Cerca de 750 mil crianças na cidade iraquiana de Mossul e seus arredores não têm acesso a serviços de saúde básica, mais de seis meses após a expulsão do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), segundo denunciou o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Menos de 10% dos centros médicos da província de Ninawa - da qual Mossul é capital - estão funcionando em plena capacidade e os demais o fazem em uma situação extrema, acrescentou o Unicef.
“A situação do sistema sanitário iraquiano é alarmante. Para mulheres grávidas, recém-nascidos e crianças, problemas que podem ser tratados e prevenidos podem se tornar uma questão de vida ou morte”, assegurou o representante da agência da ONU no Iraque, Peter Hawkins. Após visitar o hospital de Al Jansa, o maior de Mossul, Hawkins destacou que as instalações sanitárias estão operando “além das suas capacidades” e há escassez de medicamentos vitais.
“O que vi nos hospitais de Mossul é de cortar o coração, mas também inspirador (...) Os trabalhadores sanitários estão comprometidos para que os recém-nascidos tenham o melhor começo possível das suas vidas nas circunstâncias mais difíceis”, acrescentou o representante. O Unicef apontou que o sistema de saúde iraquiano está “devastado” após mais de três anos de conflito armado contra o Estado Islâmico, razão pela qual o fundo aumentou seu apoio aos centros de atendimento primário para “oferecer serviços médicos básicos a fim de que as crianças e suas famílias afetadas pela violência e o deslocamento possam retomar suas vidas”.
Na cidade de Mossul, o Unicef reabilitou os departamentos de pediatria e nutrição de dois hospitais, ofereceu geladeiras para conservar vacinas para até 250 mil crianças e apoiou campanhas para imunizar menores de cinco anos. “Enquanto as pessoas começam a retornar aos seus lares (nas zonas de conflito), é essencial fornecer os serviços básicos como saúde e educação, e apoio especializado para as crianças afetados pela violência”, concluiu Hawkins (ABr/EFE).

Anitta dará palestra sobre Brasil em Harvard

A cantora Anitta foi convidada para dar uma palestra sobre o Brasil na Universidade de Harvard, em Massachusetts, nos Estados Unidos. A palestra fará parte do “Brazil Conference”, um evento anual que é realizado pela faculdade norte-americana. O convite foi confirmado pela assessoria de imprensa da cantora, mas Anitta ainda não decidiu se participará do evento.
O evento, que acontece entre os dias 6 e 7 de abril, é organizado pela comunidade brasileira de estudantes de Harvard e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Na conferência é debatido soluções inovadoras para o futuro do Brasil. O “Brazil Conference” também já recebeu nomes como juiz federal Sérgio Moro, os empresários Jorge Paulo Lemann e Luiza Trajano, a ex-presidente Dilma Rousseff e o ator Wagner Moura (ANSA).

Al Qaeda lança revista feminina para esposas de terroristas

A rede terrorista Al Qaeda lançou a revista feminina “Beituki” (“sua casa”, em árabe) destinada às mulheres casadas com militantes radicais. A “Beituki” começou a ser produzida em dezembro e já conta com três edições na internet. Porém, ao contrário do que muitos podem pensar, suas matérias não incitam o ódio ou mostram imagens de guerra e de mulheres armadas.
A publicação apenas dá conselhos sobre diversos assuntos femininos. Entre os vários temas está desde como lidar com as dores nas costas durante a gravidez até dicas para noivas frustradas com seus maridos. A revista inclui também cartas de amor entre militantes terroristas e suas esposas.
Já as reportagens, uma delas chama atenção. No texto da matéria é sugerido que as mulheres cuidem dos seus maridos, e a justificativa para tal é a mais curiosa. “Você pode imaginar quanto derramamento de sangue e quantos ossos ele vê todos os dias? Suas reclamações só incrementam o estresse”, informou a “Beituki”. Ao contrário de outras revistas femininas já criadas por redes terroristas, o foco da “Beituki” é fazer com que as mulheres fiquem em casa por meio do uso de fotos de móveis, decorações e bebês.
Revistas desse tipo não são novidades. Anteriormente, a mesma Al Qaeda foi responsável pela criação da “Inspire”, que entre suas reportagens ensinava, inclusive, a montar bombas caseiras. Já o Estado Islâmico (EI), usou por meses a sua revista “Dabiq”, que continha informações sobre seus avanços militares.
O Talibã também já havia lançado uma magazine chamada “Sunnat-i-Khaula”, porém as reportagens incentivavam as paquistanesas a participar do grupo terrorista. As mulheres foram muito utilizadas em batalhas pelo Estado Islâmico. O grupo terrorista usava elas como mulheres-bombas e dava treinamentos sobre como manusear armas (ANSA).

‘1º britânico’ era negro e tinha olhos azuis

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Um estudo liderado pelo Museu de História Natural de Londres revelou que o “primeiro homem britânico” era negro e tinha olhos azuis - bem distante da referência da aparência nórdica que se tem até hoje. A descoberta foi feita com base em um estudo de DNA mais aprofundado do “Cheddar Man”, o esqueleto completo mais antigo encontrado em território britânico e que foi descoberto em 1903.
Estima-se que o homem primitivo tenha vivido há mais de 10 mil anos na Inglaterra. Os restos mortais foram achados dentro da caverna Gough, que fica no condado de Cheddar, em Somerset, e isso permitiu a conservação do DNA.
De acordo com o diretor do Museu, Chris Stinger, é “surpreendente ver que um britânico, há 10 mil anos, tinha a pele bem escura e os olhos azuis”. O professor ainda explicou que a pesquisa só foi realizada agora graças aos avanços tecnológicos do último ano em matéria de identificação de genoma.
Eles ainda aproveitaram o estudo para recriar o rosto do homem, que tem feições duras típicas dos grupos de coletores-caçadores da época. As características dos europeus atuais, com pele mais branca, é um “fenômeno recente” na história. Isso porque, de acordo com Stinger, as novas populações que foram chegando à região baseavam-se na agricultura, ingerindo uma menor quantidade de vitamina D. “Não sugerimos que o ‘Cheddar Man’ evoluiu até desenvolver uma pele mais clara, mas sim que houve ondas de populações de pessoas que dominavam a agricultura e portavam o gene de uma cor de pele mais clara”, destacou (ANSA).

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