Foto que mudou opinião sobre Guerra do Vietnã faz 50 anos

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A foto conhecida como “Execução em Saigon”, tirada pelo fotojornalista Eddie Adams durante a Guerra do Vietnã, completará 50 anos amanhã (1)

A imagem foi registrada durante a “Ofensiva do Tet” - desdobramento da Guerra do Vietnã em que vietcongues, numa tentativa de unificar o país, estavam em confronto com vietnamitas do sul e com as forças norte-americanas.
O fotojornalista da Associated Press Eddie Adams cobria o conflito, quando encontrou o general Nguyen Ngoc Loan, chefe da polícia nacional vietnamita, considerado um “herói” em Saigon. Ele algemava um homem, Nguyen Van Lém, líder da Frente Nacional para a Libertação do Vietnã - possível associação responsável pelos assassinatos de diversas pessoas. O fotógrafo conta que, enquanto focava a câmera na cena, o policial se aproximou do civil apontando uma arma. Adams conseguiu registrar o momento do disparo.
Posteriormente, ele afirmou que acreditava se tratar apenas de uma ameaça e não previa que o general fosse executar Lém em sua frente. Quando a fotografia chegou ao escritório da Associated Press, em Nova York, houve uma reunião para decidir se a imagem seria publicada ou não, lembra o Diretor de Fotografia da AP na época, Hal Buell. No fim, “A Execução de Saigon” repercutiu e levou Adams a ganhar o Prêmio Pulitzer.
A imagem, entretanto, causou controvérsias. Em 1975, a Guerra do Vietnã teve fim. O general responsável pela execução do civil desembarcou nos Estados Unidos naquele ano, e o fotojornalista foi requisitado a testemunhar contra ele. Em uma reportagem para o veículo “Times”, Adams disse: “Eu ganhei o Prêmio Pulitzer em 1969 por uma fotografia de um homem atirando no outro. Duas pessoas morreram naquela imagem: quem recebeu a bala e o General Nguyen Van Lém”.
“O general matou o vietcongue; e eu matei o general com a minha câmera. As fotografias são as armas mais poderosas do mundo. As pessoas acreditam nelas, mas as fotografias mentem, mesmo sem manipulação. Só existem meias-verdades”, completou (ANSA).

45% dos brasileiros não controlam as próprias finanças

Consumidor anota despesas básicas da casa, mas se descuida das pequenas compras; 57% não planejam o mês com antecedência.

Planejar as despesas da casa, organizar o orçamento de acordo com a receita disponível e não exagerar nas compras impulsivas. O brasileiro até sabe o que precisa ser feito, mas nem sempre coloca a teoria em prática. Um estudo realizado em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 45% dos brasileiros admitem não fazer um controle efetivo do próprio orçamento, percentual que sobe para 48% entre as pessoas das classes C/D/E e para 51% entre os homens.
Entre os que fazem uma administração precária do orçamento, 21% confiam na própria memória para gerir os recursos financeiros. Os que fazem um controle de fato do orçamento somam 55% dos consumidores, sendo o caderno de anotações (28%), a planilha em Excel (18%) e aplicativos no celular (9%) as práticas mais adotadas.
Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a disciplina é parte fundamental para uma vida financeira saudável. “Foco e esforço são essenciais para se alcançar uma vida financeira equilibrada. Não importa a ferramenta utilizada para anotar os gastos, importa que o método seja organizado. Algumas pessoas têm facilidade com planilhas ou aplicativos, outras preferem o velho caderninho de anotações. O importante é anotar e principalmente analisar os registros, de forma que o consumidor identifique onde há sobras e onde o orçamento deve ser ajustado”, aconselha a economista.
O levantamento ainda revela que a maior parte dos consumidores brasileiros garante ser autodidata nos conhecimentos para gerir o próprio dinheiro: entre esses, 45% aprenderem sozinhos, enquanto 34% tiveram ensinamentos desde cedo com a própria família. Os que aprenderam a gerenciar as finanças com o marido ou esposa são 14%, enquanto 9% fizeram um curso e 6% recorreram a algum especialista.
De modo geral, 51% dos consumidores avaliam ter um grau ótimo ou bom para gerenciar seu dinheiro e 48% consideram esse conhecimento ruim ou regular. Além disso, três em cada dez (31%) brasileiros admitem insegurança para gerenciar o próprio dinheiro, contra 46% que se consideram seguros. Outros 23% mostram-se indiferentes. Mesmo entre os que controlam orçamento, 59% sentem dificuldades na tarefa; falta de disciplina é o maior vilão dos que não têm educação financeira (SPC/CNDL).

OMS alerta sobre resistência generalizada a antibióticos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre a resistência generalizada aos antibióticos que são usados para combater bactérias que causam várias infeções. Os mais frequentes microrganismos causadores de doenças são a Escherichia coli, que provoca infeções do trato urinário, e as bactérias Klebsiella pneumoniae, a Staphylococcus aureus e a Streptococcus pneumoniae, que causam a pneumonia, seguidas pela salmonella.
A OMS lançou no início desta semana o Sistema Mundial de Vigilância da Resistência aos Antimicrobianos, visando “padronizar a coleta de dados dos países para dar uma imagem mais completa dos padrões e tendências” referentes ao assunto. O sistema não inclui dados sobre a resistência da bactéria que provoca a tuberculose, a Mycobacterium tuberculosis, porque o relatório global sobre a doença já inclui essas atualizações desde 1994.
Um estudo da OMS analisou pacientes com suspeita de infeção sanguínea em diversos países, onde as bactérias resistentes a pelo menos um dos antibióticos variou de zero a 82%. A agência revelou ainda que a resistência à penicilina, usada há décadas para tratar a pneumonia, variou de zero a 5% entre os países que reportaram sua situação. E uma proporção entre 8% a 65% de infectados pela bactéria E. Coli apresentou resistência ao antibiótico ciprofloxacina que trata a infecção.
Brasil e Moçambique sãos os únicos países de língua portuguesa incluídos no Sistema Global de Vigilância Antimicrobiana da OMS, que envolve 25 países de alta renda, 20 de renda média e sete de baixa renda. Timor-Leste está ainda por adotar as regras do sistema de vigilância nacional. A OMS disse apoiar os países a criarem esses guias para que haja dados confiáveis e significativos sobre a sua situação (ONU News).

Morre em Gaza fundador do Hamas atingido por disparo acidental

Um dos fundadores do movimento islâmico Hamas, Emad Alami,  conhecido também como Abu Hamam.

Um dos fundadores do movimento islâmico Hamas, Emad Alami, morreu ontem (30) em decorrência dos ferimentos provocados por uma bala na cabeça, que ele mesmo disparou acidentalmente no início do mês, em sua casa na Faixa de Gaza. Alami, engenheiro nascido na cidade de Gaza em 1956, permanecia internado no hospital em estado crítico desde 9 de janeiro, e ontem o movimento islâmico anunciou sua morte em um comunicado.
As primeiras informações daquele dia deram Alami como morto e falavam em uma tentativa de assassinato, fato que mais tarde foi esclarecido pelo Hamas, ainda que sem detalhes, o que deu margem para especulações sobre o ocorrido, inclusive sobre a possibilidade de tentativa de suicídio, como lembrou ontem o jornal Times of Israel. “As mais sinceras condolências para a família Alami pela morte de Emad Alami, um dos líderes do Hamas. Que sua alma descanse em paz”, declarou hoje a organização islâmica. Alami, conhecido também como Abu Hamam, foi um dos fundadores do Hamas e primeiro representante do movimento no Irã durante a década de 1990.
Nas eleições do ano passado, foi reeleito membro do Politburo. Detido por Israel e deportado em 1994, viveu em vários países até retornar à Faixa em 2011, onde ocupou diversos cargos na organização, entre eles a vice-presidência, ainda que sempre tenha mantido um perfil discreto e longe dos meios de comunicação. Em 2014, ficou ferido e perdeu uma das pernas em um bombardeio israelense ao túnel onde se refugiava durante uma ofensiva militar em Gaza (ABr/EFE).

Defesa de Lula promete denunciar Sergio Moro na ONU

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que irá à Organização das Nações Unidas (ONU) para denunciar o juz Sérgio Moro e reclamar de uma perseguição ao petista. Os advogados de Lula pretendem usar a justificativa de um “Estado de exceção” no Brasil, o qual seria o motivo para a condenação, em segunda instância, do petista a 12 anos e um mês de prisão pelo triplex no Guarujá, imóvel que teria sido dado a Lula pela OAS em troca de favores em contratos com a Petrobras.
Além disso, a defesa do ex-presidente irá contestar o velocidade no andamento da ação, o cerceamento de defesa e grampos telefônicos. “Temos visto sistematicamente direitos e garantias serem desprezados, não só no caso do ex-presidente Lula”, afirmou Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula. Ainda de acordo com Zanin, a Justiça ignorou as provas de inocência do ex-presidente. O advogado também acusou Moro de parcialidade.
Na última quarta-feira (24), Lula, de 72 anos, foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão, no processo referente ao seu apartamento tríplex no Guarujá (SP). O caso foi julgado pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (ANSA).

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