Governo quer destinar recursos de loterias diretamente a projetos culturais
Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão: o governo está elaborando um projeto para destinar recursos das loterias para projetos culturais.


O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, disse ontem (19) que o governo está elaborando um projeto para destinar recursos das loterias federais para projetos culturais

“Diretamente da Caixa para os proponentes. Isso vai ser um programa de fomento à cultura na ordem de R$ 350 milhões. O maior que já foi feito na história do país”, disse Leitão.
Atualmente, a Caixa repassa valores arrecadados com as loterias para o Fundo Nacional de Cultura, que funciona por meio da renúncia fiscal; em 2016, foram mais de R$ 359 milhões. O Fundo Penitenciário Nacional, o Fundo Nacional de Saúde, o Fies, a Seguridade Social e o esporte nacional também são beneficiários. Assim como acontece com a Rouanet, a nova lei deve garantir repasses diretos aos projetos culturais.
Segundo Leitão, o ministério também deve anunciar em 2018, no âmbito da política do audiovisual, investimentos de R$ 700 milhões por ano ao setor, durante 10 anos. “O que vai colocar nosso setor audiovisual entre os cinco maiores do mundo”, disse, explicando que os recursos serão descentralizados, levando em conta a diversidade cultura e regional do país. Para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste serão reservados 30% dos recursos e para o Sul, 10%.
Também para 2018, o governo federal vai trabalhar para a aprovação de um projeto de classificação indicativa para museus e exposições culturais. A minuta do projeto já foi apresentada ao Palácio do Planalto. “Nós defendemos a adoção de classificação etária também no que diz respeito a museus e centros culturais, exposições e outras atividades, como acontece no cinema, na TV e nos games”.
O ministro ressaltou que as mudanças na Lei Rouanet e na Lei do Audiovisual são mecanismos que ampliam o acesso e aumentam o volume de recursos, promovendo o empreendedorismo cultural. “A política cultural é promoção de desenvolvimento econômico no país”, disse. Sérgio Sá Leitão participou do programa ‘Por Dentro do Governo’, transmitido pela TV NBR (ABr).

Igreja Anglicana nomeia primeira mulher como bispa de Londres

Sarah Mullally, ex-enfermeira de 55 anos, foi nomeada bispa de Londres.

Pela primeira vez na história, a Igreja Anglicana nomeou uma mulher para ocupar um dos mais altos cargos da hierarquia da instituição. Sarah Mullally, uma ex-enfermeira de 55 anos, foi nomeada bispa de Londres na noite da última segunda-feira (18). Mullally já atuava como bispa de Crediton, em Devon, mas assumir o cargo na diocese localizada na Catedral de St. Paul a coloca na terceira posição entre os maiores líderes da Igreja.
Ela agora só fica atrás do arcebispo de Canterbury, que é considerado o governador supremo da religião, e do arcebispo de York. A britânica substitui Richard Chartres, que deixou o posto por conta da idade avançada, e tornou-se a 133ª pessoa a dirigir a diocese. O nome de Mullally também recebeu a aprovação da rainha Elizabeth II, que é considerada a chefe da confissão anglicana.
Apesar do avanço, a nomeação de uma mulher para o posto não foi bem aceita por alas mais conservadoras dos anglicanos, mas Mullally afirmou que vai respeitar “aqueles que não aceitam o meu ministério episcopal porque sou uma mulher”. A Igreja Anglicana autorizou, não sem divisões internas, a ordenação de bispas mulheres em 2014 e nomeou a primeira delas em 2015, quando Libby Lane foi indicada para guiar a diocese de Stockport (ANSA).

Cientistas da Alemanha criam órgão elétrico artificial

Foi criado o primeiro órgão elétrico artificial, inspirado em enguias elétricas. O projeto foi desenvolvido no Adolphe Merkle Institute (AMI), da Universidade de Friburgo, sob coordenação do pesquisador Michael Mayer. Como descrito pela revista científica “Nature”, as enguias têm mecanismos de defesa capazes de gerar correntes elétricas de até 600 volts. Essa carga é gerada a partir de células eletrócitos.
A variação da concentração dessas células gera um fluxo de íons, que carregam a corrente. As enguias possuem milhares de eletrócitos acoplados em série, ou seja, todas as voltagens são aplicadas juntas. O funcionamento do órgão é similar. Ele é composto por milhares de eletrólitos, que se estendem em série pelo corpo do animal.
Quando estimulados por sinais elétricos do sistema nervoso, os eletrólitos geram uma pequena tensão que acelera as partículas de sódio eletricamente carregadas (íons) por um lado da célula, e os íons de potássio por outro.
Esse fluxo gera, por sua vez, uma corrente elétrica. O órgão elétrico artificial é feito de gel, um material a base de água e pode ser obtido através de impressoras 3D. Como o sistema é biocompatível, poderá ser utilizado no futuro em cargas para marca-passo cardíaco e até mesmo como prótese de órgãos (ANSA).

Indígenas batizam floresta com nome de Papa

Chamada ‘Nihii Eupa Francisco’, significa Floresta Papa Francisco, na língua nativa da etnia amahuaca.

Uma comunidade indígena do Peru batizou uma área de 1,8 mil hectares da Amazônia com o nome do papa Francisco, informou o Ministério do Ambiente do país. De acordo com o governo peruano, a medida é um reconhecimento à preocupação do líder católico em cuidar e conservar o meio ambiente em meio à mudança climática.
Chamada “Nihii Eupa Francisco”, que significa “Floresta Papa Francisco”, na língua nativa da etnia amahuaca, fica na comunidade nativa de Boca Pariamanu, situada na região de Madre de Dios, região que o papa Francisco visitará em janeiro de 2018. Os indígenas pretendem entregar de presente ao Papa a ata da assembleia em que decidiram mudar o nome da floresta, para que Jorge Mario Bergoglio conheça as ações ambientais adotadas na aldeia.
A comunidade de Boca Pariamanu é formada por 180 habitantes agrupados em 20 famílias, e é a única comunidade de Madre de Dios da etnia amahuaca. Durante sua visita ao Peru, além de Porto Maldonado, o papa Francisco irá à capital Lima e à cidade de Trujillo, entre os dias 18 a 21 de janeiro, depois de passar pelo Chile (ANSA).

Repórteres Sem Fronteiras: 65 profissionais morreram em serviço

Ao menos 65 membros da mídia do mundo todo foram mortos enquanto realizavam seu trabalho neste ano, informou nesta terça-feira a organização em defesa da liberdade de imprensa Repórteres Sem Fronteiras. Entre os mortos estão 50 jornalistas profissionais, sete jornalistas cidadãos e oito outros integrantes da mídia. Os cinco países mais perigosos foram Síria, México, Afeganistão, Iraque e Filipinas.
Dos assassinados, 35 morreram em regiões onde há conflitos armados em andamento e 30 fora dessas áreas. Entre os mortos, 39 mortos ficaram visados por seu trabalho jornalístico, como noticiar casos de corrupção política ou de crime organizado, e outros 26 foram vítimas de bombardeios e ataques com bomba. “É alarmante que tantos jornalistas tenham sido assassinados fora de zonas de guerra”, disse Katja Gloger, membro do conselho da Repórteres Sem Fronteiras.
“Em países demais os perpetradores podem supor que escaparão ilesos se forem violentos com profissionais de mídia”, acrescentou. A organização disse que mais de 300 membros da mídia estão presos atualmente, cerca de metade deles em cinco países – Turquia, China, Síria, Irã e Vietnã (ABr/Reuters).

Funerária japonesa cria “drive-thru”

Uma funerária do Japão virou notícia no mundo inteiro ao oferecer um serviço curioso. A Aishoden montou “drive-thru” de velórios, no qual as pessoas podem prestar suas últimas homenagens sem sair do carro. O “drive-thru” da funerária deve ser inaugurado no próximo domingo (24), na cidade de Nagano.
Ele foi pensando, primeiramente, para atender pessoas com defiência ou idosos que tenham mobilidade reduzida e não conseguem participar de cerimônias fúnebres. No entanto, a ideia já começou a atrair interesses do público normal. Segundo o presidente da funerária, Masao Ogiwara, os passageiros, de dentro de seus veículos, poderão acessar uma tela digital e enviar mensagens de condolências ou acender incensos.
Além disso, haverá opções para presentear os familiares do defunto ou doar dinheiro - prática comum na cultura japonesa. Os funerais no Japão variam de acordo com a região do país, mas cerca de 90% da população é xintoísta ou budista. Em 98% dos casos, o corpo é cremado (ANSA).

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