Pessoas que nunca tiveram dengue não devem tomar vacina
A bula da vacina será atualizada enquanto a Anvisa avalia os dados completos dos estudos.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou que o laboratório Sanofi-Aventis, fabricante da vacina da dengue, apresentou informações que sugerem que pessoas que nunca tiveram contato com o vírus da dengue podem desenvolver formas mais graves da doença caso tomem a vacina

A vacina Dengvaxia foi aprovada no Brasil em 28 de dezembro de 2015 e não é oferecida pelo Programa Nacional de Imunizações.
A suspeita do laboratório ainda não é conclusiva, mas, diante do problema, a recomendação da Anvisa é que a vacina não seja tomada por pessoas que nunca tiveram dengue. Apesar de esclarecer que a vacina por si só não é capaz de desencadear um quadro grave da doença nem induzir ao aparecimento espontâneo da dengue - para isso, é preciso ser picado por um mosquito infectado -, existe a possibilidade de que pessoas soronegativas desenvolvam um quadro mais agudo de dengue caso sejam infectadas após terem recebido o medicamento.
A bula da vacina será atualizada enquanto a Anvisa avalia os dados completos dos estudos, que ainda serão apresentados pelo fabricante. A vacina da Sanofi, chamada Dengvaxia, é a única aprovada no Brasil. O produto é indicado para imunização contra os quatro subtipos do vírus. Para as pessoas que já tiveram dengue, a Anvisa avalia que o benefício do uso da vacina permanece favorável.
Por meio de um comunicado, a Anvisa esclareceu que “este risco não havia sido identificado nos estudos apresentados para o registro da vacina na população para a qual a vacina foi aprovada”. A agência informou que, antes do registro, os efeitos da imunização foram estudados em mais de 40 mil pessoas em todo o mundo, e que as pesquisas seguiram os padrões estabelecidos por guias internacionais da OMS (ABr).

Consulado italiano baterá recorde de emissão de passaportes

A lei de cidadania italiana é a mais generosa, pois concede cidadania sem restrição de geração.

O consulado da Itália em São Paulo pretende bater um recorde e emitir 15 mil passaportes até o fim deste ano, informou o cônsul-geral Michele Pala.
“Neste ano, o consulado de São Paulo vai quebrar o recorde de emissão de passaportes. Devemos chegar a 15 mil. Mesmo assim, parece não ser o suficiente”, disse Pala em um seminário realizado na capital paulista para discutir as relações entre Brasil e Itália.
De acordo com o diplomata, a alta demanda por passaportes e reconhecimento de cidadania italiana faz com que o tempo médio de espera para a conclusão de um processo em São Paulo leve mais de uma década. “Hoje, em São Paulo, a fila de espera é de 12 anos, e isso não é segredo, está no site do consulado. Também não é falta de vontade em conceder a cidadania, é apenas uma questão gerencial devido à dimensão das solicitações. A lei de cidadania italiana é a mais generosa, pois concede cidadania sem restrição de geração”, argumentou.
Atualmente, um cidadão com ascendência italiana jus sanguinis pode solicitar sua cidadania através de três vias: por processo administrativo diretamente com um consulado italiano; por processo judicial; e por residência na Itália. “A lei permite que a solicitação de cidadania seja feita através de residência na Itália, um procedimento estabelecido justamente devido ao grande número de pedidos nos consulados. Mas é preciso tomar muito cuidado, pois várias pessoas vão à Itália e fazem residência ‘fictícia’, ou não cumprem todos os requisitos da lei. E os controles dos fiscais têm aumentado cada vez mais”, alertou o cônsul.
A advogada italiana Elena Beccegato, do escritório CBA Studio Legale e Tributario, afirmou, por sua vez, que um dos erros mais comuns cometidos por estrangeiros que solicitam residência na Itália é não morar no país durante o tempo mínimo exigido por lei. “Residência significa se transferir para outro país, ou seja, ficar a maior parte do ano na Itália, com sua vida e seus interesses lá. Qualquer solução diferente disso pode acarretar bloqueios no processo de cidadania”, explicou (ANSA).

EUA ameaça ‘guerra’ contra Pyongyang

A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, afirmou durante a reunião do Conselho de Segurança que o “mundo está próximo” de uma guerra por conta do último lançamento de míssil da Coreia do Norte. “E, se houver uma guerra, o regime norte-coreano será completamente destruído”, disse Haley acrescentando, no entanto, que seu país não busca por esse conflito.

A resposta da China e da Rússia veio rapidamente e ambos descartaram a deflagração de um combate com o governo de Pyongyang. O porta-voz do Ministério de Defesa, Wu Qian, disse que há uma “profunda preocupação” pelo último lançamento de um míssil balístico intercontinental, mas a “opção militar não é uma opção”. “A China quer a paz e a estabilidade na península coreana”, acrescentou o representante.
Já o ministro russo para as Relações Exteriores, Serghei Lavrov, disse que as falas e as ações dos Estados Unidos são “intencionalmente provocatórias” e que a via das sanções econômicas “já foi esgotada”. “Os passos recentes de Washington parecem deliberados e diretos para provocar Pyongyang e fazê-la tomar ações. Agora, os norte-americanos declararam que em dezembro farão exercícios militares maciços, extraordinários. A impressão é que tudo está sendo feito para fazer Kim Jong-un perder a calma e levá-lo a uma ação perigosa”, destacou Lavrov à agência russa Tass (ANSA).

Papa elogia postura de Bangladesh em crise com Myanmar

Papa elogia postura de Bangladesh em crise com Myanmar.

Em seu primeiro encontro com autoridades de Bangladesh, o papa Francisco elogiou a postura do governo local em relação à crise humanitária com os muçulmanos da minoria rohingya ontem (30). No entanto, evitou usar o nome da etnia conforme orientação dos bispos do país vizinho. Essa postura acabou gerando críticas da mídia internacional, mas o Vaticano apoiou a decisão do Papa para não causar problemas diplomáticos e agravar a crise com os refugiados.
“Agradeço ao governo em sua ação humanitária a favor dos refugiados do estado de Rakhine. Isso foi feito não com pouco sacrifício [...] e feito sob os olhos do mundo inteiro. É necessário que a comunidade internacional crie medidas eficazes no confronto dessa grave crise”, disse em discurso perante às autoridades e o corpo diplomático no Palácio Presidencial de Bangabhapan.
A fala prosseguiu fazendo elogios ao pequeno país asiático. “Enfrentando uma das questões mais sérias em nível humanitário e muito espinhosa no campo diplomático, o espírito de generosidade e de solidariedade que caracteriza a sociedade de Bangladesh se manifestou muito claramente na sua atuação humanitária. “, acrescentou. Jorge Mario Bergoglio ainda elogiou o fato do país estar “sendo construído” com o esforço de unir as “diversas tradições e comunidades” e ressaltou que, no mundo atual, nenhuma nação pode “viver e sobreviver em isolamento”.
Por sua vez, o presidente bengali, Abdul Hamid, agradeceu ao sucessor de Bento XVI por sempre ter expressado posições favoráveis aos rohingyas e sua apaixonada voz contra as brutalidades. “Isso dá esperança para a solução da crise. A sua proximidade a eles, o pedido para ajudá-los e assegurar os plenos direitos, dá à comunidade internacional a responsabilidade de agir prontamente e com sinceridade”, destacou Hamid (ANSA).

Justiça argentina condena à prisão perpétua 48 ex-militares

O Quinto Tribunal Oral de Buenos Aires condenou 48 ex-militares envolvidos nos crimes de tortura, assassinatos e desaparecimentos cometidos na Escola Mecânica da Marinha (Esma) durante os anos de ditadura militar no país (1976-1983). Entre os condenados por crimes contra a humanidade, estão o ex-capitão da Marinha, Alfredo Astiz, conhecido como o “Anjo da Morte”, e José Eduardo Acosta, chamado de “O Tigre”. Ambos pegaram penas de prisão perpétua.
Os dois já haviam sido condenados à prisão perpétua, em 2011, por crimes de tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados durante a ditadura. Astiz sempre rejeitou pedir perdão às vítimas durante os cinco anos de processo e acusava os grupos de direitos humanos argentinos “de serem grupos de vingança e perseguição”. O julgamento, considerado histórico no país, tinha 54 acusados por crimes na “tragédia dos desaparecidos”. Ao todo, 29 foram condenados à perpétua, 19 por penas de regime fechado que variam entre oito e 25 anos de prisão e seis pessoas foram absolvidas.
Uma das sobreviventes dos crimes cometidos na Esma, Miriam Lewin, disse aos jornalistas, após o fim do julgamento, que as penas “foram muito maiores do que esperávamos”. Entre as acusações, além dos raptos dos recém-nascidos das mulheres detidas e as torturas frequentes, estão as mortes chocantes dos presos nos chamados “voos da morte”. Para desaparecer com os detidos sem deixar nenhum rastro, os prisioneiros eram jogados vivos de aviões militares sobre o mar ou o Rio da Prata (ANSA).

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