Enem terá prova personalizada e detector de ponto eletrônico para coibir fraudes

Estudantes passarão por detectores de metal nos locais de prova do Enem.


Detectores de metal e de ponto eletrônicos, fiscalização de lanches e provas personalizadas são algumas medidas que serão adotadas pelo Inep para garantir a segurança do Enem deste ano

Ao todo, serão utilizados 67 mil detectores de metal, um para cada 100 participantes. O número garante a vistoria dos candidatos na entrada e na saída de todos os banheiros das 13.632 coordenações de local de aplicação.
Novidade neste ano, os detectores de aparelhos de ponto eletrônico de ouvido serão usados de forma experimental em alguns locais de prova. O sistema encontra os aparelhos de transmissão pelo sinal de rede móvel de banda larga, por radiofrequência de wi-fi e bluetooth. Outras medidas já consolidadas nas demais edições do exame serão mantidas, como a coleta da impressão digital dos participantes.
Pela primeira vez, neste ano será usada a prova personalizada, com os cadernos de questões e a folha de respostas identificados com o nome e número de inscrição do participante. Ao receber a prova, o candidato deverá verificar se o caderno de questões e o cartão-resposta têm a mesma quantidade de itens, se o nome dele está correto e se não há defeito gráfico. A identificação das provas e dos cartões de resposta vai contribuir para inibir possíveis fraudes no exame, além de facilitar a transcrição das respostas.
O cartão-resposta e a folha de redação, também com o nome do candidato, virão encartados no caderno de questões e serão entregues a partir das 13h. Depois desse horário, o candidato só pode ir ao banheiro acompanhado do fiscal de sala. O aluno só poderá deixar o local duas horas depois do início da prova. Além disso, só é possível sair com o caderno de questões nos últimos 30 minutos antes do fim da aplicação.
Não é autorizado o uso de celular ou qualquer aparelho eletrônico durante as provas. Os equipamentos terão de ser colocados em um porta-objetos com lacre, que deverá ficar embaixo da cadeira até o final das provas. O candidato também não poderá usar lápis, lapiseira, borrachas, livros, manuais, impressos, anotações, óculos escuros, boné, chapéu, gorro e similares e portar armas de qualquer espécie, mesmo com documento de porte. Se estiver com um desses objetos, eles deverão ser colocados no porta-objetos (ABr).

China espera que EUA voltem ao Acordo Climático de Paris

Representante da China para mudança climática, Xie Zhenhua.

A China fez um apelo ontem (31) para que os Estados Unidos voltem a integrar o Acordo Climático de Paris e contribuam com a agenda global sobre a luta contra a mudança climática. “Esperamos que os EUA retornem à grande família do acordo de Paris (...) e deem contribuições positivas à nossa Terra”, declarou o representante especial da China para mudança climática, Xie Zhenhua, citado pelo jornal South China Morning Post.
Zhenhua se pronunciou sobre a COP 23, que será realizada em Bonn, entre os dias 6 e 17 de novembro, a fim de avançar na implementação do Acordo de Paris e mostrar unidade após a saída dos EUA. No último mês de junho, o presidente americano, Donald Trump, cumpriu uma das suas polêmicas promessas de campanha e anunciou a retirada do país de tal acordo, embora tenha deixado a porta aberta à sua reintegração no futuro ou a negociar outro acordo “mais justo” para os EUA.
“Aconteça o que acontecer, a China implementará o Acordo de Paris e cumprirá 100% dos seus compromissos”, afirmou Xie, que mostrou disposição da China, o maior emissor de gases do efeito estufa do planeta, de seguir cooperando com os EUA apesar da sua saída. A China espera, por exemplo, poder colaborar com os Estados Unidos em questões relacionadas com a mudança climática como energias renováveis, conservação dos recursos naturais e pesquisa. Para Xie, a COP 23 permitirá elaborar uma minuta que inclua todas as necessidades do acordo e servirá de guia para que todas as partes façam a implementação do mesmo em 2018 (ABr/EFE).

Túnel desaba em base nuclear na Coreia do Norte

Um túnel da base nuclear de Punggye-ri, na Coreia do Norte, desabou no último dia 10 de outubro e causou a morte de cerca de 200 pessoas. A informação foi divulgada pela agência sul-coreana “Yonhap” ontem (31). Segundo o veículo, o incidente ocorreu durante os trabalhos de escavação de uma nova galeria no local.
Uma centena de indivíduos teria sido soterrada em um primeiro momento, enquanto outras 100 pessoas teriam sido vitimadas por um segundo desabamento durante as atividades de resgate. Na Coreia do Sul, acredita-se que o subsolo da base nuclear de Punggye-ri tenha sido fragilizado pela detonação realizada por Pyongyang em 3 de setembro, quando o regime de Kim Jong-un diz ter testado uma bomba de hidrogênio.
A explosão causou um terremoto de magnitude 6.3 na escala Richter e representou o mais forte dos seis testes nucleares feitos pela Coreia do Norte. Existe o temor de que o desabamento em Punggye-ri tenha causado o vazamento de material radioativo (ANSA).

FBI LIBERA DIVULGAÇÃO DE ÚLTIMOS DOCUMENTOS SOBRE JFK

O FBI anunciou ontem (31) que autorizou a liberação dos últimos documentos secretos relativos ao assassinato do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy. Eles devem vir a público “nas próximas semanas”. No dia 26 de outubro, o atual mandatário, Donald Trump, liberou cerca de 2,8 mil novos documentos sobre a morte de JFK, mas uma parte ficou retida em segredo por colocar “em risco a segurança” dos EUA. Agora, cabe ao republicano definir a data da nova divulgação.
Agora, os cerca de 300 textos e mensagens devem mostrar ao público nomes de agentes e ex-agentes secretos envolvidos na investigação bem como os métodos utilizados pela Inteligência norte-americana - e seus aliados - no recolhimento dos dados. O assassinato do presidente Kennedy ocorreu no dia 22 de novembro de 1963, durante uma visita a Dallas. O acusado pelo crime Lee Harvey Oswald atirou de cima de um prédio e deu um tiro fatal no mandatário. Oswald chegou a ser preso, mas foi assassinado dois dias depois por Jack Ruby, um empresário da cidade (ANSA).

Líder catalão nega fuga e aceita eleições

Carles Puigdemont concede coletiva de imprensa em Bruxelas.

O presidente destituído da Catalunha, Carles Puigdemont, concedeu uma coletiva de imprensa ontem (31) em Bruxelas, e disse que aceita a antecipação das eleições regionais para 21 de dezembro, mas cobrou que a Espanha respeite o resultado da votação. “Tomamos as eleições como um desafio democrático. Os desafios democráticos não nos dão medo”, declarou Puigdemont, antes de questionar: “O Estado [espanhol] respeitará os resultados, quaisquer que sejam eles?”.
Denunciado pela Procuradoria da Espanha por ‘rebelião’ e ‘sedição’, o líder destituído negou que tenha viajado a Bruxelas para escapar da Justiça ou para pedir asilo. Segundo ele, seu objetivo é trabalhar com ‘liberdade e segurança’.
“Estamos aqui pelas garantias que não nos dão na Espanha. Temos que trabalhar com um governo legítimo e decidimos que a melhor maneira de fazê-lo é indo à capital da Europa. Desde que o governo [espanhol] cessou nossas responsabilidades, não temos proteção”, acrescentou.
Puigdemont ainda disse que não sabe quanto tempo permanecerá na Bélica e que voltaria “imediatamente” à Catalunha se houvesse garantias de um “julgamento justo e com separação de poderes”. Ele está em Bruxelas com cinco secretários do governo destituído também denunciados pela Procuradoria da Espanha. “Uma parte do governo [regional] se deslocou a Bruxelas para tornar evidente o problema catalão no coração da Europa. Outra parte seguirá na Catalunha realizando a atividade política como membros legítimos”, afirmou.
Na prática, a administração da Catalunha já começou a ser exercida pela Espanha, sob o comando da vice-primeira-ministra Soraya Sáenz de Santamaría. Ela governará a comunidade autônoma até as eleições de 21 de dezembro, quando os catalães escolherão um novo Parlamento regional (ANSA).

Rio perdeu R$ 657 milhões em turismo por causa da violência

O turismo no Rio de Janeiro perdeu R$ 657 milhões em consequência da criminalidade entre janeiro e agosto. O dado é parte de um levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O montante equivale ao faturamento de 8,9 dias do turismo local. O segmento de bares e restaurantes sofreu mais da metade do prejuízo: R$ 332,1 milhões. Também tiveram perda os segmentos de transportes, agências de viagens e locadoras de veículos (R$ 215,5 milhões, ou 32,6% do total); hotéis, pousadas e similares (R$ 97,7 milhões, ou 14,8%) e atividades culturais e de lazer (R$ 14,7 milhões, ou 2,2%).
A violência foi responsável por 29% da perda total de faturamento do setor no período, que chegou a R$ 2,3 bilhões. O turismo também sofre impacto de outros fatores, relacionados à conjuntura econômica. Para Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC, a piora do mercado de trabalho brasileiro até o início de 2017 limitou a capacidade de consumo por parte dos turistas nacionais, que reduzem os gastos com lazer para equilibrar o orçamento familiar. “E, mesmo com a reação lenta do emprego e a queda da inflação nos últimos meses, ainda não vemos efeitos da retomada na demanda por serviços turísticos”, disse.
Segundo estimativa da CNC, para cada aumento de 10% na criminalidade, a receita bruta das empresas que compõem a atividade turística do Estado recua, em média, 1,8%. O estudo identifica que a sensibilidade ao aumento da violência no estado é maior nos segmentos mais dependentes do turismo, tais como hospedagem (-1,9%) e transporte (-2,0%). Já nos segmentos de alimentação e serviços culturais e de lazer, mais ligados à prestação de serviços a residentes, o aumento de 10% na criminalidade no Estado reduz suas receitas em 1,7% e 1,5%, respectivamente (ABr).