Sete em cada dez brasileiros não praticam atividade física, mostra Pnud

Moradores de Brasília fazem atividade física no Parque da Cidade.Levantamento inédito feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) revela que apenas três em cada dez brasileiros na idade adulta praticam atividades físicas e esportivas com regularidade

O levantamento mostra ainda que os homens praticam atividade física 28% a mais do que as mulheres e as pessoas com maior renda têm mais acesso à prática esportiva. De acordo com o Relatório, 37,9% dos brasileiros entrevistados disseram praticar esporte. Entre os homens, o índice ficou em 42,7% e entre as mulheres, em 33,4%.
O Distrito Federal (50,4%) é a unidade da Federação em que as pessoas mais praticam atividade física, enquanto Alagoas (29,4%) tem o menor percentual.
“Os dados analisados reforçam a compreensão de que realizar atividade física e esportiva não se restringe somente a uma decisão individual, mas é também produto de como a sociedade pauta a vida coletiva”, diz o relatório. O levantamento faz recomendações aos governos nas áreas de saúde, educação, esporte e desenvolvimento humano. A intenção do estudo é “contribuir para o aumento das práticas esportivas de modo a oportunizar patamares mais elevados de desenvolvimento humano para todas e todos”.
Segundo o estudo, ser homem, jovem, branco, sem deficiência e de alto nível socioeconômico e educativo significa praticar muito mais atividades físicas e esportivas do que o restante da população. Em contrapartida, as mulheres de baixo nível socioeconômico e educativo, as pessoas idosas, as pessoas negras e as pessoas com deficiência são a maioria entre os não praticantes. Pessoas com rendimento mensal domiciliar per capita de cinco salários mínimos ou mais praticam até 71% a mais do que a média das pessoas adultas no Brasil. Já o grupo de pessoas sem nenhum nível de instrução pratica até 54% a menos que a média das pessoas adultas.
“Esse não é um problema exclusivamente do Brasil, em que as pessoas estão cada vez mais sedentárias”, argumentou o professor de educação física, especializado em treinamento de alto rendimento, Marcio Atalla. “Se buscarmos a história, o ser humano sempre se movimentou porque o meio ambiente exigia. Até o fim da década de 1980, as pessoas tinham uma quantidade maior de movimento por viver sem celular, computador, com poucas escadas rolantes, muito pouco controle remoto. Com muita tecnologia, as pessoas passam a não se movimentar”, disse Atalla.
Entre os estudantes de 13 a 17 anos, 29,2% fariam atividades físicas e esportivas na maioria dos dias da semana se pudessem e apenas 5,9 não fariam, mesmo que fosse possível. Entre as escolas públicas, quase metade (46,1%) está no nível elementar, enquanto 42% estão no nível insuficiente. Entre as particulares, 61% estão no nível elementar e 24% no nível insuficiente. No Brasil, 39% das escolas oferecem atividades físicas extracurriculares e 20% abrem nos fins de semana para a prática esportiva (ABr).

Rádio mantém sua presença pelo Brasil, aponta pesquisa

O tempo médio diário dedicado pelo brasileiro à atividade de ouvir rádio é de 4 horas e 40 minutos.

O rádio continua a desempenhar um papel fundamental no dia a dia da população. De acordo com a mais recente pesquisa da Kantar IBOPE Media sobre o meio, realizada entre maio e julho de 2017, o tempo médio diário dedicado pelo brasileiro à atividade de ouvir rádio é de 4 horas e 40 minutos.
Entre os 13 mercados em que o levantamento é realizado, merecem destaque as praças Grande Belo Horizonte, onde 95% da população declarou ouvir rádio por ao menos um minuto nos últimos 30 dias; Grande Goiânia, com alcance de 91%; e Grande Fortaleza, em que 90% das pessoas são impactadas pelas ondas sonoras.
O estudo aponta, ainda, que a população da Grande Goiânia é a que passa mais tempo escutando rádio diariamente: em média, são 5 horas e 4 minutos. A Grande Rio de Janeiro vem na sequência, com 5 horas e 3 minutos. Os moradores da Grande Recife também se destacam no consumo, com 4 horas e 58 minutos diários dedicados ao meio.
O rádio é visto como uma fonte ágil e confiável de informação. 35% dos ouvintes declararam consumir o meio quando precisam de uma atualização rápida das notícias. Além disso, 32% disseram prestar atenção sempre ou quase sempre à publicidade veiculada no rádio - de janeiro a julho deste ano, foram ao ar mais de 3 milhões de inserções publicitárias no meio.
Segundo a pesquisa da Kantar IBOPE Media, 52 milhões de pessoas escutam rádio em 13 regiões metropolitanas no Brasil, sendo 52% mulheres e 48% homens. O pico de consumo do meio ocorre entre 10h e 11h da manhã, quando o rádio alcança 37 milhões de pessoas diferentes em um intervalo de 30 dias.
O alcance do meio é maior entre a população jovem. De acordo com o levantamento, 91% dos entrevistados entre 15 e 19 anos declararam ouvir rádio por ao menos um minuto nos últimos 30 dias. Este alcance é de 90% entre as pessoas de 20 a 34 anos e de 90% entre os 35 e 49 anos, sendo que todos os patamares estão acima da média de alcance geral, de 87% da população. Para mais informações, acesse: (www.kantaribopemedia.com).

Papa faz apelo por ‘mundo sem armas nucleares’

O papa Francisco fez um apelo ontem (26), em sua conta no Twitter, pedindo comprometimento “por um mundo sem armas nucleares”. A publicação do Pontífice ocorre em meio à tensão entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o governo da Coreia do Norte por suas constantes trocas de ameaças. “Comprometamo-nos por um mundo sem armas nucleares, aplicando o Tratado de não-proliferação para abolir estes instrumentos de morte”, escreveu o líder da Igreja Católica.
Na última segunda-feira (25), em um tuíte, o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, acusou o republicano de declarar guerra contra Pyongyang. Por sua vez, no fim da tarde, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que Trump “não declarou guerra” ao governo de Kim Jong-um e a declaração é um “absurdo”. No entanto, na semana passada, na Assembleia Geral das Nações Unidas, Trump havia declarado que o país estaria pronto para destruir a Coreia do Norte se fosse necessário. Já Jong-un respondeu ameaçando derrubar aviões de tropas norte-americanas.
As diversas trocas de ameças entre os dois líderes têm deixado o mundo inteiro em alerta. A tensão entre EUA e Coreia do Norte aumentou com a eleição do magnata à Casa Branca. Regularmente, o regime de Pyongyang, que considera os norte-americanos seus maiores inimigos, realiza também testes de mísseis (ANSA).

União terá poder de veto no modelo de privatização da Eletrobras

Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse ontem (26), em audiência conjunta das comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Serviços de Infraestrutura (CI), que o modelo de privatização da Eletrobras em elaboração pelo governo prevê a manutenção pela União de uma “golden share”, um poder de veto em decisões estratégicas da companhia.
Segundo o ministro, a desestatização da Eletrobras pode se dar tanto por aumento de capital para diluição da participação da União quanto pela alienação de parte dessa participação para agentes privados. Hoje a União tem 51% das ações ordinárias (com direito a voto) e 40,99% do capital total da Eletrobras.
“Nós defendemos a importância de se ter uma golden share no caso da Eletrobras e também da oportunidade dos servidores da Eletrobras terem acesso preferencial a essas ações como acontece em outras companhias como a Ambev, onde os funcionários participam do lucro e do crescimento da empresa”, disse.
Nos últimos seis anos, o patrimônio líquido da Eletrobras caiu 43% - de R$ 77,2 bilhões para R$ 44 bilhões, segundo o ministro. Mesmo investindo R$ 36 bilhões entre 2011 e 2016, a empresa não teve esse valor reconhecido no preço de suas ações, explicou. Maior holding do setor elétrico da América Latina, a Eletrobras tem 70,2 mil quilômetros de linhas de transmissão, que representam 47% do total no sistema elétrico nacional (Ag.Senado).

Cresce número de pedidos de asilo de venezuelanos na UE

Os pedidos de asilo na União Europeia (UE) caíram pela metade e a origem dos requerentes variou. Sírios, afegãos e iraquianos registraram menos pedidos, enquanto venezuelanos e guineenses solicitaram mais. É o que mostram números do escritório estatístico da União Europeia, a Eurostat.
Entre migrantes de 145 países que pediram asilo na UE, três se destacaram pelo aumento nas solicitações: Venezuela, Bangladesh e Guiné.
Os venezuelanos apresentaram, apenas no segundo trimestre, 2.695 pedidos, ou seja, 164% a mais do que no mesmo período do ano passado. Entre os cidadãos de Bangladesh foram feitos 5.530 pedidos (88% a mais) e os da Guiné, 4.560 pedidos (65% a mais do que no período homólogo de 2016). De julho de 2016 a junho deste ano, foram registrados 8.815 pedidos de asilos de cidadãos da Venezuela nos estados-membros da UE. No Brasil, o número de pedidos de refúgio de venezuelanos mais que quadruplicou nos últimos dois anos.
O asilo é uma forma de proteção internacional dada por um estado em seu território. É concedido a pessoas que não podem procurar proteção em seu país de cidadania e/ou residência, em particular por medo de serem perseguidas por motivos de raça, religião, nacionalidade,ou por pertencer a determinado grupo social ou opinião política (ABr).

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