Projeto Rondon completa 50 anos com 844 municípios beneficiados

A Operação Zero, que deu início ao Projeto Rondon, partiu para Rondônia em 11 de julho de 1967, com 30 alunos e dois professores.

Criado como uma oportunidade para universitários voluntários contribuirem, durante as férias, para o desenvolvimento de comunidades carentes no estado de Rondônia, o Projeto Rondon completa 50 anos neste mês

Em julho de 1967, a Operação Zero, que deu origem ao projeto, partiu para Rondônia com dois professores e 30 alunos voluntários das universidades do Estado da Guanabara (atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro), da Universidade Federal Fluminense e da PUC do Rio. O grupo realizou, durante 28 dias, levantamento, pesquisa e assistência médica no território.
Na volta, alunos e professores decidiram dar continuidade ao trabalho desenvolvido nas comunidades beneficiadas e criaram então o Grupo de Trabalho Projeto Rondon, subordinado ao então Ministério do Interior, efetivando assim, a criação do projeto. Em 1968, as atividades se estenderam ao Mato Grosso e à Amazônia, com a adesão de 648 jovens. Hoje, o projeto é subordinado ao Ministério da Defesa, embora a articulação interministerial garanta a essência do projeto, que é o encadeamento entre vários campos do conhecimento como saúde, saneamento e meio ambiente entre outros.
Para que as ações junto às comunidades carentes tenham efeitos duradouros, o projeto prioriza a formação de multiplicadores entre produtores, agentes públicos, professores e lideranças locais. Com isso, favorece, no longo prazo, a população, a economia, o meio ambiente e a administração locais. Com o slogan ‘Lição de Vida e Cidadania’, o projeto já promoveu 151 ações em 844 municípios, envolvendo 291 instituições e mais de 19 mil voluntários, chamados de rondonistas. O ano de maior mobilização foi 2009, que teve 12 ações. Para 2017 estão previstas duas operações, a Rondônia Cinquentenário e a Serra do Cachimbo.
A Operação Serra do Cachimbo ocorrerá entre 14 e 30 de julho e vai levar 161 rondonistas de 16 universidades a nove municípios, sendo oito no Mato Grosso e um no Pará. Entre as metas desta operação está capacitar produtores locais nas áreas da agricultura familiar e do turismo. A outra operação é a Rondônia Cinquentenário, que começa hoje (7). As tarefas dos 300 voluntários deverão beneficiar 15 municípios (ABr).

Governo anuncia 100 mil vagas a juro zero para Fies em 2018

Ministro da Educação, Mendonça Filho, anuncia as regras do Novo Fies.

O governo federal anunciou ontem (6) a abertura, para 2018, de 310 mil vagas em três modalidades do Novo Fundo de Financiamento Estudantil (Novo Fies). Dessas vagas, 100 mil serão ofertadas a juro zero para estudantes com renda familiar per capita de até três salários mínimos, incidindo somente correção monetária. Outras 75 mil novas vagas foram anunciadas para o segundo semestre deste ano. O Novo Fies passará a vigorar a partir de 2018. Na modalidade Fies 1, com oferta de 100 mil vagas por ano a juro zero, o estudante pagará uma parcela máxima de 10% de sua renda mensal.
Outros pontos de corte serão a pontuação mínima de 450 pontos e nota na redação acima de zero no Enem. O ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou, também, que as universidades serão responsáveis por bancar os custos com as taxas bancárias para os empréstimos. Com isso, a economia para a União será de R$ 300 milhões, segundo o governo. Um fundo garantidor será criado para que as instituições de ensino contribuam para mitigar os riscos das operações.
“Agora as instituições de ensino superior privadas serão sócias também da inadimplência, elas terão que zelar por cada real emprestado, e se por acaso a inadimplência aumentar, elas terão que aportar mais recursos no fundo garantidor”, disse o ministro durante o anúncio do Novo Fies, no Palácio do Planalto. “Tem que ser sócio no filé e também tem que ser sócio no osso”.
Para o ministro, as modificações garantirão a continuidade do programa. Ele mostrou dados segundo os quais, em seu formato anterior, o programa acumulava uma inadimplência de 46,4%, cujo risco terá que ser absorvido inteiramente pelo Tesouro Nacional (ABr).

Divulgação obrigatória de balanços contábeis

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou a proposta que obriga a divulgação de balanços contábeis de grandes empresas. De acordo com a legislação atual, apenas empresas de grande porte classificadas como sociedades anônimas ou empresas de capital aberto têm a obrigação de publicar os balanços financeiros. A divulgação é opcional para sociedades limitadas e as demais empresas.
O relator da proposta na CAE, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), explicou que a divulgação dos balanços financeiros será feita de forma resumida na imprensa oficial e em jornais de grande circulação, para evitar altos custos para as empresas. Já a íntegra das informações deverá ser divulgada no site da CVM. Como o projeto foi aprovado na comissão em forma de substitutivo, ainda deverá passar por turno suplementar de votação. Se aprovado, segue para a Câmara (Ag.Senado).

Um terço da população mundial está menos propensa a viajar ao Brasil

Os brasileiros, por sua vez,  não demostram um grande interesse em sair do país.

Pesquisa Global Ipsos identificou o impacto de recentes episódios, como desastres naturais, mudanças políticas e ataques terroristas, nos planos de viagens de cidadãos de 25 países para 30 destinos sugeridos. O resultado não é animador para o Brasil. 33% dos entrevistados afirmaram que perderam o interesse em visitar o país verde-amarelo. Apenas 1 entre cada 10 entrevistados se mostrou firme no desejo em viajar para o Brasil.
Já os brasileiros não demostram um grande interesse em sair do país. Questionados se pretendem ou não realizar viagens internacionais, 61% disseram que se tornaram menos propícios contra 12% que demonstraram interesse. No caso específico dos EUA, 54% dos entrevistados brasileiros declararam que tem baixo interesse em visitar a terra do presidente Donald Trump. O número é muito próximo com o de dois outros países latino-americanos: os entrevistados de México e Argentina com 51% (o mesmo percentual para ambos) também não desejam ir aos EUA.
Apesar deste resultado, os Estados Unidos são um dos destinos preferidos da população mundial no momento ao lado de países como Itália, Canadá, Austrália e Reino Unido. Indianos (48%) e chineses (36%) são os que mais demonstram interesse em visitar os EUA. Novamente os indianos (37%) e os chineses (34%) são os mais favoráveis a visitarem o Canadá.
A pesquisa aconteceu em 25 países: África do Sul, Alemanha, Arabia Saudita, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos França, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Itália, Japão, México, Peru, Polônia, Rússia, Servia, Suécia e Turquia. Foram entrevistadas 18.050 pessoas, sendo adultos de 18 a 64 anos nos Estados Unidos e no Canadá e de 16 e 64 anos nos demais países. A margem de erro é de 3,1%. Fonte e mais informações: (www.ipsos.com).

Os preços da carne e do trigo elevam o custo global dos alimentos

O aumento internacional dos preços da carne e do trigo fez com que o custo dos alimentos a nível global subisse em junho, segundo a FAO. O Índice de Preços dos Alimentos, divulgado ontem (6) pela FAO, em Roma, atingiu uma alta de 1,4% em relação a maio e está 7% acima do mesmo período de 2016.
O custo dos cereais aumentou 4,2%, influenciado pelos preços do trigo com alto teor de proteína, que teve suas condições de cultivo agravadas nos Estados Unidos.
Já os valores do milho diminuíram devido a colheitas recordes na América do Sul. Outra queda ocorreu no açúcar, que baixou 13% em relação a maio. O custo do produto no mercado internacional tem caído desde fevereiro por causa da sua grande oferta de exportações, em particular pelo Brasil. De acordo com a FAO, as compras de açúcar pelo principal importador mundial, a China, diminuíram depois da imposição de altas tarifas de importação.
Também registraram aumentos os preços da carne e dos lacticínios, enquanto o valor das oleaginosas caiu. A FAO prevê ainda que a produção mundial de cereais este ano seja de 2,59 bilhões de toneladas, uma queda de 0,6% em relação a 2016. A redução deve-se a cortes nos produtos de cevada e trigo, principalmente na UE. A produção mundial de trigo deve chegar a aproximadamente 740 milhões de toneladas, marca que está cerca de 0,4% abaixo da previsão anterior. A principal razão são as fracas culturas no bloco europeu e na Ucrânia (ONU News).