ANS abre consulta pública para atualizar cobertura de planos de saúde

O novo rol, que inclui inclusão de medicamentos contra vários tipos de câncer, entrará em vigor em janeiro de 2018.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deu início a uma consulta pública para atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde

Isso significa que, a partir da contribuição pública, poderão ser incluídos novos procedimento na lista daqueles que devem ter cobertura obrigatória por parte dos planos de saúde. A proposta estabelece a incorporação de 15 novos procedimentos e inclusão de seis novos medicamentos orais contra vários tipos de câncer. O novo rol entrará em vigor em janeiro de 2018.
As contribuições podem ser enviadas pelo site (http://www.ans.gov.br/participacao-da-sociedade/consultas-e-participacoes-publicas) até 26 de julho. Entre os procedimentos previstos na consulta pública estão a cirurgia laparoscópica para tratamento de câncer de ovário e para desobstrução das tubas uterinas; terapia imunoprofilática contra o vírus sincicial respiratório em crianças; radiação para tratamento de ceratocone, no campo oftalmológico; medicamento imunobiológico para tratamento de esclerose múltipla, entre outros.
A atualização dos procedimentos, segundo a ANS, tem como objetivo garantir o acesso dos pacientes ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças por meio de técnicas que permitam melhores resultados em saúde, de acordo com critérios científicos de segurança e eficiência comprovados. A diretora de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Karla Coelho, informou que a agência realiza a cada dois anos um processo de revisão e de consulta pública referente ao rol.
“Essas solicitações são avaliadas de acordo com a questão da segurança, eficácia, acurácia desses novos procedimentos e tecnologia. Se são baseados em evidência científica, para que sejam seguros para a população, e também os custos envolvidos e o que representa isso para a sustentabilidade do setor”, disse Karla. A ANS vai avaliar todas as sugestões da população. Depois, o rol é submetido novamente à diretoria colegiada da ANS que publica o documento para que as operadoras tenham um período de adaptação às novas regras, inclusive para contratação de prestadores de rede para atender a população a partir de 1º de janeiro de 2018 (ABr).

Insegurança nas estradas é a preocupação principal dos caminhoneiros

61,1% da movimentação de carga no país é feita via transporte rodoviário.

Vencer o medo de ser vítima de quadrilhas e ter a carga e o veículo roubados, e ainda ter que trafegar por estradas que desafiam a habilidade ao volante, colocando em risco a própria vida e a de terceiros pela falta de conservação das vias. Esse cenário de insegurança faz parte da rotina do caminhoneiro brasileiro, sendo para 6 em cada 10 desses profissionais o principal entrave colocado por essa ocupação. É o que revela aPesquisa CNT Perfil dos Caminhoneiros 2016 - realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Ainda segundo a entidade, em outro levantamento realizado, 61,1% da movimentação de carga no país é feita via transporte rodoviário, o que torna esse modal ainda mais visado por quadrilhas especializadas no ataque aos caminhoneiros. Estudo do Sistema Firjan mostra que entre 2011 e 2016, o país contabilizou 97.786 roubos de carga. Somente em 2016, das 22,5 mil ocorrências, 19,7 mil estiveram concentradas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Esses registros colocam a nação como a 8ª mais perigosa para o transporte de carga no mundo.
Indo além da violência urbana que invade as estradas, a insegurança ganha outro elemento de preocupação: as más condições das rodovias brasileiras e o consequente risco de envolver-se em acidentes. No país, apenas 12,3% das estradas (equivalente a 211.463 km) são pavimentadas, em meio a 1.720.756 km de malha rodoviária nacional, salienta a CNT. O estudo da Confederação revela ainda que 58,2% das rodovias têm alguma deficiência na pavimentação, sinalização ou geometria, sendo classificadas como regulares, ruins ou péssimas.
A pesquisa também mostrou que a jornada média de um caminhoneiro no Brasil é 11,3 horas diárias, percorrendo ao final de um mês cerca de 10 mil km. Além disso, revelou que esse profissional tem idade média de 44,3 anos, estando há 18 anos nessa profissão, conduzindo uma frota com cerca de 13,9 anos e tendo uma renda mensal média de R$ 3,9 mil (CNT).

Excesso de químicos prejudica agricultura

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, está chamando a atenção da comunidade internacional para o problema da poluição dos solos, causada principalmente pelo excesso de produtos químicos usados na agricultura. Cerca de um terço dos solos do mundo está degradado devido a problemas de manejo, diz a FAO. As informações são da ONU News.
A agência da ONU organizou recentemente em sua sede em Roma, na Itália, uma conferência sobre o assunto, onde foi ressaltado que dezenas de bilhões de toneladas de solos são perdidas por ano devido a poluição. A FAO explica que o excesso de nitrogênio e traços de chumbo, de mercúrio e de outras substâncias na terra prejudicam o metabolismo das plantações e as colheitas.
Quando esses poluentes entram na cadeia alimentar, existem riscos para a segurança dos alimentos, para fontes de água e para a saúde humana e animal. A FAO destaca que combater a poluição dos solos é essencial para tratar o problema da mudança climática. Na reunião sobre o assunto, foram propostas iniciativas para facilitar a troca de informações entre especialistas e países, incluindo a criação de uma rede global de laboratórios de solos (ONU News).

Cerca de 5 mil imigrantes são resgatados no Mediterrâneo

Resgates são realizados pela Guarda Costeira e a Marinha italianas.

Cerca de 5 mil imigrantes foram resgatados quando viajavam ontem (26) pelo Mediterrâneo rumo à Itália e outros países da Europa, confirmaram hoje à agência de notícias EFE fontes da Guarda Costeira italiana. Ela coordenou as operações de salvamento.
No total, foram realizados 23 resgates, nos quais participaram a Guarda Costeira e a Marinha Militar italianas, além das organizações humanitárias que prestam auxílio aos imigrantes. Eles viajavam repartidos a bordo de quatro barcos, 18 embarcações pneumáticas e uma embarcação de pequenas dimensões.
O fluxo migratório para a Itália não para e neste ano, até ontem, desembarcaram em portos do país 73.094 imigrantes, 13,97% a mais que no mesmo período de 2016, de acordo com dados do Ministério do Interior. A Guarda Costeira italiana estima para hoje outra intensa jornada de desembarques nos portos do sul do país (Agência EFE).

Logística Reversa de pilhas e baterias portáteis

Desde que foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em 2010, a Logística Reversa tornou-se uma realidade necessária - e exigida por lei -, cujo objetivo é garantir o descarte ambientalmente correto de produtos que causam riscos à saúde e à preservação do meio ambiente. Assim, foi estabelecida a responsabilidade compartilhada entre os agentes da cadeia de ciclo de vida desses produtos.
Comerciantes de pilhas, baterias portáteis e baterias de chumbo ácido precisam estar em dia com a legislação. Pensando nisso, a FecomercioSP lançou uma plataforma totalmente dedicada ao tema. Os comerciantes desses produtos que ainda não são pontos de entrega já podem aderir aos termos de compromisso de sistemas de Logística Reversa pelo Portal de Logística Reversa da FecomercioSP, no link (http://www.fecomercio.com.br/projeto-especial/logistica-reversa).
Na plataforma é possível acessar na íntegra os termos de compromisso e aderir aos sistemas de Logística Reversa. Ao receber esses produtos pós-consumo, os comerciantes devem encaminhá-los para destinação ambientalmente adequada, de responsabilidade do fabricante ou importador. A meta é chegar em 2020 com a presença de pontos de coleta em todos os 645 municípios de São Paulo. As pilhas e baterias portáteis não podem ser descartadas no lixo doméstico porque podem contaminar o solo, os lençóis freáticos e os cursos d’água (FecomercioSP).

Trumpcare pode prejudicar mais de 22 milhões nos EUA

Uma estimativa divulgada pelo Comitê de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos prevê que o projeto de lei Trumpcare para reformar o sistema de saúde Obamacare, criado pelo ex-presidente Barack Obama, poderá deixar mais de 22 milhões de pessoas sem seguro até 2026.
De acordo com o relatório, mais de 15 milhões deixariam de ter a cobertura já no próximo ano, uma vez que ao contrário do sistema criado por Obama que obriga a todos os norte-americanos a contrarem um seguro saúde, a proposta do governo republicano derruba essa obrigatoriedade.
Segundo o texto, a eliminação de subsídios também levaria a um aumento desse número nos anos seguintes. Além disso, a medida também reduzirá a expansão do programa “Medicaid”, serviço público para quem está fora do mercado privado, sob a justificativa de diminuir as despesas do governo.
O projeto do Trump ainda livra as grandes empresas da necessidade de garantirem planos de saúde a seus funcionários. Estima-se que o Trumpcare resultaria em uma redução do deficit público de US$321 bilhões em 10 anos (ANSA).