Cerca de 65,6 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar em 2016

Famílias buscam abrigo no novo acampamento para deslocados do Acnur, no Iraque.

Considerado o maior levantamento sobre deslocamentos no mundo, o relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) revela que, em 2016, cerca de 65,6 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar em todo o mundo

O número é o maior já registrado relatório Acnur Tendências Globais, e mostram que os dados superam os números registrados em 2015. Do total forçado a se deslocar, 10,3 milhões de pessoas são novas e cerca de dois terços (6,9 milhões) delas se deslocaram dentro de seus próprios países.
As crianças representam a metade do número total dos refugiados de todo o mundo. Conflitos políticos, guerras e perseguições são as principais causas dos deslocamentos. Também aumentou o número de refugiados, alcançando a marca de 22,5 milhões de pessoas. Desse total, 17,2 milhões estão sob a responsabilidade do Acnur, e o restante é formado por refugiados palestinos. O conflito na Síria mantém o país como o local de origem do maior número de refugiados (5,5 milhões).
Segundo o Acnur, se não for levada em conta a situação de refugiados palestinos, os afegãos continuam sendo a segunda maior população de refugiados (4,7 milhões) no mundo, seguidos pelos iraquianos (4,2 milhões). O Sudão do Sul também aparece em destaque nos números de 2016, onde “a desastrosa ruptura dos esforços de paz contribuiu para o êxodo de 739,9 mil pessoas entre julho e dezembro. No total, já são 1,87 milhão de refugiados originários do Sudão do Sul”.
A Síria, o Iraque e “o ainda expressivo deslocamento dentro da Colômbia foram as situações de maior movimento interno”, acrescenta a organização. O relatório diz ainda que, em 2016, 2,8 milhões de pessoas pediram formalmente refúgio em outros países. “O retorno de refugiados e deslocados internos para as suas casas, em conjunto com outras soluções como reassentamento em outros países, significou melhores condições de vidas para muitas pessoas no ano passado.
Cerca de 37 países aceitaram 189.300 para reassentamento. Cerca de meio milhão de refugiados tiveram a oportunidade de voltar para seus países, e aproximadamente 6,5 milhões de deslocados internos regressaram para suas regiões de origem”, afirma a organização (ABr).

Nasa descobre 10 novos planetas que podem abrigar vida

Nasa temproario

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) anunciou ontem (19) a descoberta de 219 planetas fora do sistema solar, sendo que 10 podem ser habitáveis como a Terra e possuem água em estado líquido. A descoberta foi realizada graças aos resultados mais recentes do telescópio espacial Kepler, que faz sua oitava missão.
“Este catálogo, fruto de medições altamente precisas, é a base para responder a uma das perguntas mais interessantes da astronomia: Quantos planetas há como a Terra em nossa galáxia?”, explica Susan Thompson, coordenadora do catálogo do Instituto Seti de Mountain View, na Califórnia. Segundo os dados, o número potencial de mundos alienígenas são um total de 4034, sendo que 2335 são verificados como planetas, e mais de 30 podem ser habitáveis.
Além disso, os resultados mostram que há dois tipos principais de planetas: os grandes como a Terra e os menores como Netuno. “Nós gostamos de pensar que este estudo de classificação planetária é igual aqueles dos biólogos que identificam novas espécies animais”, disse o pesquisador da Universidaden do Havaí em Manoa, Benjamin Fulton. “Encontrar dois grupos distintos de planetas é como descobrir que os mamíferos e lagartos formam dois ramos separados da árvore evolutiva”, acrescentou Fulton.
A descoberta destes dois tipos de planetas é importante na busca por vida, porque indica que cerca de metade dos planetas conhecidos na galáxia não têm nenhuma superfície, tornando-se um ambiente sem chances de habitar vida (ANSA).

TSE lança campanha para acabar com mitos eleitorais

Com o objetivo de esclarecer questões sobre o processo de votação, opções de voto e o resultado de uma eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou em suas redes sociais a campanha Mitos Eleitorais. O primeiro tema abordado na fanpage, no Facebook e no perfil do tribunal no Twitter será “Votar nulo anula uma eleição?”. A ideia da campanha é desmistificar alguns temas e esclarecer o eleitor brasileiro. Para isso, foram criados nove vídeos de curta duração, animados, com infográficos para as redes sociais.
Os demais temas da campanha são “Voto em branco vai para quem está ganhando?”, “Voto em branco é igual a voto nulo?”, “É eleito sempre o candidato que possui mais votos?”, “Quem não votou na última eleição não pode votar na próxima?”, “Depois da eleição é possível saber em quem o eleitor votou?”, “Quem é convocado para ser mesário, será convocado sempre?”, “Ninguém pode ser preso no dia da eleição?” e “O eleitor pode votar usando a camiseta do seu partido?”. No Twitter do tribunal, o eleitor também pode participar de um jogo para testar seus conhecimentos (ABr).

Leiloado livro com autógrafo raro de Hitler

Uma cópia rara e autografada do livro “Minha luta”, do ex-ditador nazista Adolf Hitler, foi vendida por 17 mil libras esterlinas em um leilão no Reino Unido. A edição do livro é de 1935 e traz a assinatura do alemão na primeira página. A identidade do comprador não foi revelada, mas o livro foi arrematado online direto do condado de Lancashire, na Inglaterra.
O exemplar é considerado raríssimo porque Hitler era conhecido por se negar a assinar documentos. Desta forma, um livro com sua grafia é algo praticamente impossível de se encontrar. De acordo com o responsável pelo leilão, James Thompson, a estimativa era que o leilão do objeto arrecadasse no máximo 2,5 mil libras. No entanto, ele ficou surpreso ao receber um lance de 17 mil libras, já que acreditava que ninguém gostaria de “encostar em qualquer coisa nazista”.
O livro “Minha Luta” foi publicado inicialmente em 1925 e narra a ideologia política de Hitler e seus planos para a Alemanha. Este exemplar foi recebido na década de 1930 pelo antigo jornalista da “BBC” e do periódico “Oxford Mail”, Peter Cadogan. Na ocasião, a britânica Unity Mitford pediu para o nazista assinar o exemplar (ANSA).

Varejo no Estado voltou a criar empregos em abril

O comércio varejista no Estado de São Paulo dá novas provas que o cenário econômico atual segue se recuperando e dando ânimo ao setor para contratar mais funcionários e esperar pelo aumento das vendas. Em abril, após quatro saldos mensais negativos consecutivos, o varejo paulista abriu 1,57 mil postos de trabalho, resultado de 66,83 mil admissões e 65,26 mil desligamentos - o melhor resultado para o mês desde 2012. Esse foi o primeiro saldo positivo desde novembro de 2016, quando impulsionado pela contratação de temporários para o Natal, o setor gerou 15.772 empregos.
Com isso, o varejo paulista encerrou o mês de abril com 2.054.084 trabalhadores formais, queda de 0,9% na comparação com abril de 2016, e apesar de ainda ser negativa, essa taxa caiu pela décima vez seguida e de forma acelerada, já que, em junho de 2016, a taxa de retração do mercado de trabalho varejista paulista estava em 3,5%. No acumulado dos últimos 12 meses, foram extintos 18.687 empregos com carteira assinadas. Os dados compõem a Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista, realizada mensalmente pela FecomercioSP com base nos dados do Ministério do Trabalho, e o impacto do seu resultado no estoque de trabalhadores, calculado com base na Rais.
Entre as nove atividades pesquisadas, apenas farmácias e perfumarias (2,3%) e supermercados (1,6%) apresentaram crescimento no número total de empregos em abril, na comparação com o mesmo mês de 2016. Por outro lado, os piores desempenhos foram registrados nos segmentos de concessionárias de veículos (-4,1%), materiais de construção (-3,6%) e lojas de móveis e decoração (-3,5%).

Crivella vai manter cortes para escolas de samba

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, disse ontem (19) que vai manter os cortes de verbas às escolas de samba do Grupo Especial para o carnaval 2018. Segundo o prefeito, ele não pode voltar atrás em relação a esses cortes porque a crise orçamentária não permite. Crivella participou da inauguração de um enorme grafiti no muro de uma escola municipal, no centro da cidade. Segundo a Riotur, empresa de turismo municipal responsável pela organização do carnaval carioca, as escolas de samba receberão R$ 13 milhões para o próximo carnaval. Segundo Crivella, o valor é inferior ao do ano passado, mas similar ao de anos anteriores. Em 2016, o prefeito Eduardo Paes dobrou o orçamento das escolas de samba para R$ 24 milhões.
“Eu não posso voltar atrás. Eu sou premido pelas circunstâncias. O que estamos fazendo é voltar ao orçamento do carnaval de todos os anos anteriores ao ano passado. No ano passado teve um aumento num momento de euforia, mas que deu no que deu: ‘olha a crise hoje sobre a qual a cidade do Rio de Janeiro se debate’”, disse Crivella (ABr).