Entidades pedem veto de MPs que reduzem áreas protegidas na Amazônia

Entidades defendem veto de medidas provisórias que alteram limites de floresta e parque na Amazônia.No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado ontem (5), entidades da sociedade civil e governamentais pedem ao presidente Michel Temer que vete integralmente as MPs 756 e 758, que tratam da alteração de limites da Floresta Nacional de Jamanxim e do Parque Nacional de Jamanxim, no oeste do Pará

Para o diretor executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic, sancionar essas MPs abre um precedente muito perigoso para que outras áreas protegidas na Amazônia venham a ser reduzidas.
“Mais do que o efeito no local de se reduzir essas áreas, isso é uma mensagem muito ruim que o governo passa para a sociedade de que a atividade ilegal de grilagem, de madeireiros ilegais que está realmente acontecendo em uma dessa áreas, vai ser premiada com a redução dessa área protegida. Ou seja, se você grilar um área protegida, o governo depois reduz essa proteção e dá a área que você grilou”, disse ele.
Segundo Voivodic, as áreas protegidas deveriam aumentar já que o Brasil tem compromissos internacionais, firmado em convenções do clima e da biodiversidade. “Nos últimos dois anos, a taxa de desmatamento na Amazônia aumentou 60%. Mas dentre esses compromissos o principal é reduzir o desmatamento, reduzir as emissões. Só que com esse sinal vai realmente na direção oposta do que o Brasil vinha se propondo e do que o brasileiro quer, que é uma Amazônia protegida”, afirmou.
Entre as metas brasileiras no Acordo de Paris sobre mudanças climáticas está zerar o desmatamento ilegal na Amazônia e recuperar 12 milhões de hectares de florestas. As MPs retiram de proteção 406 mil hectares da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, e 102 mil hectares do Parque Nacional do Jamanxim, na mesma região, além de 10 mil hectares do Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina. A perda refere-se a uma área equivalente a quatro vezes o município de São Paulo. O Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade também pediram veto às MPs (ABr).

Vacina contra a gripe está disponível para toda a população

A medida foi adotada porque ainda há um estoque disponível de 10 milhões de doses.

Desde ontem (5), a vacina contra a gripe está disponível para toda a população. Com 76,7% do público-alvo vacinado, o Ministério da Saúde orientou estados e municípios a ofertar a vacina para todas as faixas etárias, enquanto durarem os estoques. A medida só é válida neste ano e foi adotada porque ainda há um estoque disponível de 10 milhões de doses. Cada estado ou município tem autonomia para decidir sobre a liberação da vacina.
A campanha vai até sexta-feira (9). A meta é de vacinar 90% do público-alvo, mas, até o momento, nenhum grupo prioritário atingiu o índice, que inclui crianças de 6 meses a menores de 5 anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou outras condições clínicas especiais; e professores.
O ministério alerta sobre a importância do público-alvo ainda se imunizar para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos e ressaltou que a ampliação do público nesta última semana da campanha ocorrerá porque ainda há doses disponíveis. O Amapá é o único estado que atingiu a meta até este momento, com 95,6% do público-alvo vacinado.
A vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde desde o dia 17 de abril protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). Segundo a pasta, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza (ABr).

Mais de 30 mil jovens são assassinados por ano no Brasil

Os jovens de 15 a 29 anos são as principais vítimas de homicídio no Brasil e, entre 2012 e 2015, mais de 30 mil pessoas nessa faixa etária foram assassinadas por ano no país. Os dados fazem parte do Atlas da Violência 2017, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Apesar de 2015 ter registrado uma queda de 3,6% em relação a 2014, o número de jovens mortos continuou acima dos 30 mil, com 31.264.
A situação se repete desde 2012 e atingiu o pico de 32.436 em 2014. De 2005 a 2015, o número de jovens mortos no país cresceu 16,7%. Enquanto a taxa de homicídios da população em geral é de 28,9 casos para cada 100 mil habitantes, entre os jovens a proporção é de 60,9 casos. Dentro dessa faixa etária, as principais vítimas são os homens jovens. Entre eles, a taxa de homicídios chega a 113,6 casos por 100 mil habitantes.
O problema se agrava em alguns estados, onde a taxa pode ser o dobro da nacional. Em Alagoas, 233 homens jovens de 15 a 29 anos foram assassinados para cada 100 mil homens dessa faixa etária. Sergipe tem a segunda maior taxa, com 230,4 para 100 mil. O Rio Grande do Norte registra 197,4 casos para 100 mil habitantes nessa faixa etária e gênero, mas foi o estado que teve o maior salto no período de 2005 a 2015: 313,8%.

Unicef: 100 mil crianças estão entre fogo cruzado no Iraque

Menino caminha em meio aos escombros em Mossul.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou que cerca de 100 mil crianças estão presas entre fogo cruzado na cidade iraquiana de Mossul, onde ocorre uma batalha para expulsar o grupo terrorista Estado Islâmico (EI). As informações são da EFE.
Em comunicado, o representante do Unicef no Iraque, Peter Hawkins, avalia que “cerca de 100 mil crianças estão em condições extremadamente perigosas no oeste de Mossul”, onde se encontram “sob fogo cruzado”.
Hawkins disse ainda que a agência da ONU está recebendo “notícias alarmantes de civis que estão sendo assassinados no oeste de Mossul, entre eles várias crianças. Algumas teriam sido assassinadas enquanto tentavam fugir desesperadamente dos combates”.
A Comissão de Direitos Humanos do Conselho provincial de Nínive, da qual Mossul é capital, denunciou ontem a morte de pelo menos 170 civis no dia 1° de junho pelas mãos dos jihadistas em um bairro situado na parte ocidental do rio Tigre, que divide a cidade em duas. O representante do Unicef foi enfático: “os ataques contra civis e infraestruturas civis como hospitais, clínicas, escolas, casas e sistemas de água devem parar imediatamente” (Agência EFE).

Papa pede proteção ao meio ambiente

No Dia Mundial do Meio Ambiente, o papa Francisco fez um apelo em sua conta no Twitter para que a humanidade tenha respeito pela natureza. “Nunca esqueçamos que o ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos”, escreveu o Pontífice ontem (5).
O tema tem sido uma das preocupações do líder da Igreja Católica, que já defendeu várias vezes um novo “equilíbrio ecológico global” e advertiu para o perigo de um “colapso ecológico”, citando a Encíclica “Laudato si”.
Publicado em 18 de junho de 2015, o texto propõe uma mudança na relação da humanidade com o meio ambiente, alertando para as consequências do aquecimento global e das alterações climáticas. “As mudanças climáticas são um problema global com graves implicações ambientais, sociais, econômicas, distributivas e políticas, constituindo atualmente um dos principais desafios para a humanidade”, escreveu Francisco no documento.
Na Encíclica com 246 páginas, divididas em seis capítulos, o Papa também defende a necessidade de uma redução de gases com efeito estufa, o que “requer honestidade, coragem e responsabilidade, sobretudo dos países mais poderosos e poluentes”. Recentemente, o Vaticano criticou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sair do Acordo de Paris e afirmou que a atitude é “um desastre para a humanidade e para o planeta” (ANSA/COM ANSA).

VAGAS EFETIVAS REPRESENTARAM 77% DA PROCURA

A Luandre, uma das maiores consultorias nacionais de recrutamento e seleção, presente em 200 das 500 maiores empresa do Braisl, observou um aumento considerável das vagas efetivas no mês passado - a proporção foi de 77% para 23% temporárias. O crescimento das vagas efetivas já vinha sendo registrado desde o começo de ano. No período de janeiro a maio, a média de vagas efetivas registrada foi de 43% para 57% temporárias, enquanto que no mesmo período em 2016 foi de 22% efetivas para 78% temporárias. 
“O fator sazonalidade não está sendo mais o diferencial, como registrado no ano passado”, diz Fernando Medina, diretor de operações da Luandre. Ressalta que, com os primeiros sinais de aquecimento do mercado, as empresas não só voltaram a contratar, mas voltaram a contratar com consultoria: “durante a crise, muitos decidiram fazer seleções internamente para diminuir os custos, mas agora com a melhora a economia, voltaram a contratar por consultoria porque é mais fácil e encontra-se o melhor candidato”.