Mais brasileiros estão tirando o dinheiro da poupança para pagar contas

Mais temproarioO Indicador de Reserva Financeira, calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostra que 65% dos brasileiros não possuem reserva financeira

Em março, 76% dos consumidores não conseguiram poupar, contra 19% que conseguiram guardar dinheiro.
Observando os dados por classe de renda, a proporção de poupadores foi maior nas classes A e B do que nas classes C, D e E. No primeiro caso, 37% pouparam, ante 60% que não pouparam. Já entre aqueles com menor renda, 13% pouparam, ante 80% que não reservaram nenhuma quantia. Apesar da diferença, em ambas as classes a maioria não poupou em março.
Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o baixo número de poupadores tem relação direta com a crise econômica, que potencializa a falta de cultura de poupar. “O desafio de boa parte das famílias é superar a queda da renda decorrente do aumento do desemprego e do avanço recente da inflação, que corroeu o poder de compra do consumidor”.
Em média, aqueles que conseguiram poupar guardaram R$ 502 em março - um total de R$ 14,2 bilhões poupados no mês. 64% dos que poupam escolhem a poupança como destino da reserva financeira. O indicador ainda mostra que, em março, entre aqueles que possuem reserva financeira, mais da metade (55%) fizeram uso dos recursos poupados. Os principais motivos foram o pagamento de contas da casa (13%), imprevistos (11%), despesas extras (9%), viajar (4%) e comprar uma casa ou apartamento (4%).
Considerando o destino dos rendimentos, 64% escolhem a caderneta de poupança. Em segundo lugar, 20% dos entrevistados decidem manter o dinheiro guardado na própria casa. Em seguida, aparecem os fundos de investimento (10%); a Previdência Privada (7%); o CDB (6%); e o Tesouro Direto (4%). “Se o consumidor ganha pouco, não é preciso guardar muito. O importante é criar o hábito de poupar. É isso que faz toda a diferença, pois afasta o mau hábito de gastar além do orçamento e constitui uma reserva financeira contra imprevistos”, diz Marcela Kawauti (SPC/CNDL).

Mais de 1 bilhão de muçulmanos iniciam o jejum do Ramadã

As mesquitas se encarregam de lembrar, com suas chamadas à oração, do Fayer (nascer) e do Magreb (pôr).

Mais de 1,5 bilhão de muçulmanos em todo o mundo (quase a quarta parte da população mundial) iniciaram no sábado (27) o mês de jejum do Ramadã, o mais importante do calendário por ser um dos cinco pilares do Islã. Durante este mês, os muçulmanos que tiveram alcançada a puberdade não poderão comer, beber, fumar e nem manter relações sexuais enquanto o sol estiver no horizonte. Dessa obrigação só ficam excluídas as mulheres menstruadas e as grávidas, os doentes e os viajantes que fazem trajeto penoso, mas todos eles “deverão pagar” mais tarde pelos dias de jejum.
As horas exatas do nascer e do pôr-do-sol aparecem hoje em dia em qualquer tela de celular, mas as mesquitas também se encarregam de lembrar, com suas chamadas à oração do Fayer (nascer) e do Magreb (pôr). As grandes cidades utilizam, além disso, canhões e sirenes para marcar o esperado momento do pôr-do-sol. Nos países de maioria muçulmana, a vida se transforma totalmente durante o mês do jejum: as empresas, as repartições públicas e as escolas encurtam seus horários de funcionamento para que o jejum seja mais suportável, enquanto os cafés e restaurantes fecham durante o dia e ficam abertos à noite.
Paradoxalmente, o mês do jejum é também o mês no qual há maior despesa com alimentos nos lares. Os indicadores de consumo disparam nesse mês sagrado, bem como os preços das compras. São poucos os países que obrigam, por lei, o jejum e castigam o infrator - Arábia Saudita, Bahrein, Paquistão, Afeganistão, Irã, Malásia, Brunei e Marrocos. Na maior parte do mundo muçulmano, o Ramadã é cumprido por vontade própria ou por pressão social, e é pouco usual ver uma pessoa infringindo o jejum em público.
A observação do jejum torna-se um dos melhores termômetros para medir as raízes no mundo do Islã, que é atualmente a religião que mais cresce em nível global e na qual mais cresce a prática da crença. O jejum no Ramadã é, com muita diferença, a prática islâmica mais respeitada entre os muçulmanos de todo o mundo (Agência EFE).

Filme brasileiro premiado em Cannes

O filme brasileiro “Gabriel e a Montanha”, do diretor Fellipe Barbosa, recebeu o prêmio de “Revelação” da Semana da Crítica da 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes. O filme conta a história real do economista carioca Gabriel Buchmann, que morreu de hipotermia em 2009 ao tentar escalar o monte Mulanje, no Malauí, e que era amigo de Barbosa.
Além de ser considerado uma revelação pelos críticos de cinema, o longa ganhou também o prêmio da Fundação Gan, que dá um valor financeiro para distribuir o filme na França. O grande vencedor da noite, em júri liderado pelo brasileiro Kléber Mendonça, foi o documentário “Makala”, dirigido por Emmanuel Gras, que conta a história de um trabalhador do Congo, chamado Kabwita, em um ambiente repleto de exploração trabalhista.
Também foram premiados o filme “Ava”, de Léa Mysius, o curta “The Best Fireworks Ever”, de Aleksandra Terpinska, e o prêmio Descoberta foi para o curta-metragem “Los Desheredados”, de Laura Ferrés (ANSA/COM ANSA).

Teixeira teria desviado milhões da CBF, diz Procuradoria

Ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Documentos revelados pela Procuradoria da Espanha apontam que o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, fazia parte de uma organização criminosa que lavava dinheiro usando a seleção brasileira. A investigação conduzida na Espanha mostra que Teixeira obrigou a empresa compradora dos direitos sobre jogos amistosos da seleção, a ISE, a realizar pagamentos em seu benefício próprio e em “prejuízo à CBF”.
Segundo a acusação, o ex-presidente da entidade recebia um total de 8,3 milhões de euros, enquanto o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, preso na última terça-feira (23), ganhava 6,5 milhões de euros. “Em ambos os casos sem conhecimento da CBF e em seu prejuízo”, informam os procuradores. O dinheiro era desviado para várias contas e chegaram até a beneficiar a esposa de Teixeira, que usava um cartão que lhe permitia realizar saques diretamente da conta usada para desviar os recursos do time nacional.
Os documentos revelam ainda como contratos foram falsificados a fim de que a seleção brasileira continuasse sendo usada para desvio de recursos, mesmo após Rosell, principal parceiro de Teixeira, ter sido nomeado presidente de um dos maiores clubes do mundo. Após a revelação das informações pela imprensa espanhola, o Ministério Público Federal do Brasil informou que pedirá o acesso aos documentos que envolvem dirigentes brasileiros (ANSA/COM ANSA).

Trump: “problema” com Coreia do Norte “será resolvido”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira (26), ao início de uma reunião bilateral com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que o “grande problema” da ameaça nuclear e das provocações da Coreia do Norte “será resolvido”. Trump e Abe abordaram a questã norte-coreana. “É um grande problema, um problema do mundo”, disse Trump, acrescentando que o mesmo “será resolvido em algum momento”.
Segundo um comunicado emitido pela Casa Branca após o encontro, Trump disse, em presença de Abe, que os EUA trabalharão com o Japão e a Coreia do Sul “para aumentar a pressão sobre a Coreia do Norte” e demonstrar que o atual caminho de provocações de Pyongyang “não é sustentável”. Além disso, Trump e Abe acordaram que suas respectivas equipes colaborarão para identificar e punir “entidades que apoiam os programas de mísseis e nuclear da Coreia do Norte “.
Trump insistiu em deixar aberta a porta para uma ação militar contra o regime de Pyongyang, ainda que tenha evidenciado que prefere uma solução diplomática, e expressou sua confiança na mediação do presidente chinês, Xi Jinping, para acalmar as tensões. Em recente conversa telefônica com o presidente da Filipinas, Rodrigo Duterte, Trump chamou o líder norte-coreano de “louco com bombas nucleares”, segundo uma transcrição da ligação obtida pelo jornal The Washington Post (Agência EFE).

MP autoriza descontos em pagamento à vista

O Plenário da Câmara aprovou a Medida Provisória 764/16, que autoriza desconto na compra de bens e serviços com pagamento à vista, proibindo contratos de prestadoras de serviço de excluir essa possibilidade conforme a forma de pagamento (dinheiro, cartão de crédito, cheque). O texto, agora, será enviado ao Senado.
De acordo com o projeto aprovado, do deputado Marco Tebaldi (PSDB-SC), a única mudança no texto original é a previsão de que o lojista deve informar, em local e formato visíveis ao consumidor, eventuais descontos oferecidos em função do prazo ou do instrumento de pagamento utilizado.
Se ele não cumprir a determinação, ficará sujeito a multas previstas no Código de Defesa do Consumidor.
Segundo o governo, a diferenciação de preços beneficia empresas e consumidores e estimula queda no valor médio dos produtos. A medida também evitaria a prática do chamado subsídio cruzado, quando os consumidores que não utilizam cartão pagam o mesmo preço que os consumidores que utilizam esse sistema de pagamento, sobre o qual incidem taxas (Ag.Câmara).

 
 
 
 
Mais Lidas