Gestão pública do esporte melhora, mas desafio ainda é grande

Apenas 5,9% das 5.570 prefeituras tinham conselhos e fundos municipais de Esporte em 2016.

A gestão pública da política do esporte tem avançado timidamente nos últimos 14 anos, mostram dados do Suplemento de Esporte 2016, divulgado ontem (24) pelo IBGE

Para a coordenadora da pesquisa, Vânia Pacheco, muitos índices foram positivos se comparados com dados do suplemento de 2003, mas os desafios ainda são gigantescos. “A política de esporte precisa se firmar um pouco mais na gestão pública”, disse ela.
“Em alguns pontos, essa política teve avanços, não muito grandes, mas houve melhora em relação à estrutura para o desenvolvimento do setor, assim como instrumentos de legislação e gestão”, concluiu ao ressaltar
que, na maioria dos municípios, as políticas de esporte estavam subordinadas a outras políticas, sobretudo à educação e à cultura. A maioria dos estados tinham estrutura organizacional para tratar da política de esporte. Em comparação com 2003, houve aumento do número de municípios que tinham alguma estrutura, passando de 84,6% para 97,7% em 2016, indicando maior nível de organização.
Houve aumento também de 11,8% para 20,8% no número de conselhos municipais de Esporte, de 2003 para 2016. Entretanto, apenas 5,9% das 5.570 prefeituras tinham conselhos e fundos municipais de Esporte em 2016. Cerca de 15% tinham apenas conselho, 2,2% apenas fundo e 77% não tinham nenhum dos dois instrumentos. Dos 1.161 municípios com conselhos, 27% não chegaram a atuar ou se reunir uma única vez nos 12 meses anteriores à pesquisa.
“Não adianta ter apenas um conselho, ele precisa ser atuante”, lembrou a pesquisadora”. Dos 27 estados brasileiros, somente 12 tinham conselhos e fundos de Esporte em 2016, seis tinham apenas conselhos e três apenas o fundo. Os estados do Acre, de Roraima, do Rio de Janeiro, que sediou a Copa e os Jogos Olímpicos, do Maranhão, de Sergipe e do Tocantis não tinham nenhum desses instrumentos. Em 2016, apenas cinco estados tinham gestores da política de esporte do sexo feminino. Entre os municípios, dos 5.411 que declararam ter órgão gestor de esporte com secretário nomeado, 69% dos gestores eram homens.
Nos estados, seis gestores tinham mestrado ou doutorado e sete, pós-graduação. Dez tinham curso superior completo e quatro, superior incompleto. Nos municípios, a alta escolaridade das mulheres contribuiu para que 60,3% dos gestores de política de esporte (3621) apresentassem ensino superior completo, pós-graduação, mestrado ou doutorado. A Região Sul registrou o maior percentual de mulheres à frente da pasta - 42,4 dos gestores dos municípios eram mulheres. No estado, esse percentual chegava a 51,5% em 2016 (ABr).

Brasil ‘deve revisar’ políticas antidrogas e situação nas prisões

“Se você entrar em uma prisão no Brasil, verá que a maior parte dos presos está lá por delitos não violentos”.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu ontem (24) ao Brasil que revise suas políticas antidrogas, as medidas que levam à prisão em massa de pessoas que não cometeram delitos de violência e ao aumento da população nos centros de detenção. Durante as reuniões da 162° sessão da CIDH, em Buenos Aires, o relator, James Cavallaro, fez críticas ao Brasil e afirmou que o problema deve ser enfrentado “de maneira mais contundente”.
“Com todo respeito, necessito insistir que as medidas não são suficientes (...) Se você entrar em uma prisão no Brasil, verá que a maior parte dos presos está lá por delitos não violentos, eles não representam perigo”, falou Cavallaro. Ele reconheceu que a mudança na luta contra as drogas e o narcotráfico é um problema “mundial”, e disse que a lógica das medidas adotadas pelo governo brasileiro “não respondem a uma situação urgente”, como a revelada por pessoas que viveram em algumas prisões nacionais nos últimos anos.
Após escutar em audiência representantes do Estado e da sociedade civil, Cavallaro pediu que as autoridades trabalhem em medidas como a descriminalização do consumo de maconha e contra a atuação violenta das forças de segurança em operações antidrogas. Ressaltou que é preciso fomentar medidas alternativas à prisão, especialmente para pessoas sem condenação por delitos violentos, que também envolvem frequentemente coletivos vulneráveis como mulheres, menores e indígenas. O relator insistiu ainda na necessidade de deixar de considerar delitos “agravados” os casos de tráfico de pequenas quantidades de droga (Agência EFE).

Etíope é eleito diretor-geral da OMS

O ex-ministro da Saúde e de Relações Exteriores da Etiópia, Tedros Adhanom Ghebreyesus, foi eleito o novo direitor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele é o primeiro representante africano a ocupar o cargo. Tedros assumirá o posto, ocupado pela médica chinesa Margaret Chan por 10 anos, no dia 1º de julho.
O etíope conseguiu 133 votos dos 185 Estados-membros que votaram. “Eu vou escutar vocês. Eu fui um de vocês. Eu estava no lugar de vocês e posso entendê-los melhor”, disse aos representantes, antes mesmo da votação. “Sei o que é preciso ser feito para fortalecer as linhas de frente dos sistemas de saúde”.
Os representantes dos Ministérios da Saúde se reuniram na sede da ONU, em Genebra, onde a votação aconteceu a portas fechadas. Esta é a primeira vez que o cargo foi disputado em eleição (ANSA/COM ANSA).

“Com o papa tive um encontro fantástico”, diz Trump

Trump está “mais determinado do que nunca” a trabalhar pela paz no mundo, após ter se reunido com o papa Francisco.

O presidente dos EUA, Donald Trump, qualificou de “fantástico” o encontro com o papa Francisco que aconteceu ontem (24). Trump fez esta afirmação ao se encontrar com o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, na Villa Taverna, a residência do embaixador americano em Roma. “Com o papa, tive um fantástico encontro. Ele é uma grande pessoa”, disse a Gentiloni, com quem manteve uma breve reunião antes da Cúpula do G7, que será realizada entre os próximos dias 26 e 27, na cidade siciliana de Taormina.
Os jornalistas italianos que estiveram presentes nestes primeiros instantes da reunião, também informaram que a esposa de Trump, Melania se aproximou para cumprimentar o primeiro-ministro e depois contou sobre a visita ao hospital infantil Bambin Gesú, que é administrado pelo Vaticano.
Trump, declarou que está “mais determinado do que nunca” a trabalhar pela paz no mundo, após ter se reunido com o papa Francisco, no Vaticano.
“Honra de uma vida inteira ter encontrado Sua Santidade o papa Francisco. Deixo o Vaticano mais determinado do que nunca a buscar a paz em nosso mundo”, escreveu o presidente em sua conta no Twitter. Eles conversaram em particular por 27 minutos e depois fizeram a tradicional troca de presentes. De acordo com a Santa Sé, o papa e Trump mantiveram um diálogo “cordial” em que respaldaram “a promoção da paz no mundo” mediante a negociação política. Segundo o presidente americano, o pontífice é “uma grande pessoa”, alguém “especial” e a reunião foi “fantástica” (Agência EFE).

OEA: Venezuela sofre “guerra suja e sem quartel”

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse que o povo de Venezuela sofre uma “guerra suja e sem quartel” por causa de sua luta contra a “ditadura” do presidente Nicolás Maduro. “Inventam guerra suja e sem quartel contra as pessoas porque o povo da Venezuela desafia a ditadura, clamando por democracia e eleições já”, disse Almagro em seu perfil no Twitter.
O secretário citou mensagem, também divulgada no Twitter, do opositor Henrique Capriles, denunciando que o governo venezuelano ordenou usar supostos grupos paramilitares para agir contra os participantes das manifestações que ocorrem no país desde o dia 1º de abril.
A Venezuela vive uma onda de protestos, que já completa 53 dias, a favor e contra o chavismo, com números diferentes sobre o número de mortos, já que a Promotoria fala em 53 e o governo, pelo menos em 60, além de centenas de feridos e detidos (Agência EFE).

Sisu abre inscrições para o segundo processo seletivo

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abre incrições, na segunda-feira (29), para o processo seletivo do segundo semestre deste ano. Pelo Sisu, os participantes concorrem a vagas em instituições públicas de ensino superior com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Neste processo, valerá a nota do Enem 2016. Para participar, os candidatos não podem ter tirado zero na redação do Enem. O Sisu terá uma única chamada, e a divulgação do resultado está prevista para o dia 5 de junho. Também nesta data será aberta a lista de espera, que permanecerá disponível até 19 de junho.
No primeiro semestre, o Sisu ofereceu 238.397 vagas em 131 instituições, entre universidades federais, institutos federais e instituições estaduais. O MEC ainda não divulgou o número de vagas para este período (ABr).